domingo, 2 de maio de 2010

GRANDIOSIDADE E RIQUEZA DA BÍBLIA, SEGUNDO TRÊS PAIS DA IGREJA: CRISÓSTOMO, AGOSTINHO E JERÔNIMO

João Crisóstomo (349-407; seu nome significa “boca de ouro”, devido à sua vulcânica eloquência), foi pastor da Igreja do Senhor em Antioquia, a mesma Antioquia citada 17 vezes em Atos dos Apóstolos, e onde “foram os discípulos, pela primeria vez, chamados cristãos” (At 11.26). Esse inspiradíssimo pastor disse que nas Sagradas Escrituras, mesmo em uma pequenina sílaba, há uma grande riqueza de significados, pois na Palavra de Deus estão ocultos tesouros divinos.
Crisóstomo comentou também que a Bíblia é semelhante a uma caudalosa fonte de águas cristalinas, que está sempre jorrando riquezas e mais riquezas. É tanta a sua abundância, que aqueles que nos antecederam tiraram muitíssima água dela, e os que vierem depois de nós, também tirarão muito proveito dessa fonte inesgotável.
     Eis como o grande pregador concluiu o seu comentário: “É conveniente que os que lerem as Sagradas Escrituras não passem por suas páginas apressadamente, porque nelas está escondida muita riqueza de significados. E a razão disso é por que elas foram ditadas pelo Espírito Santo. Consequentemente, não há nelas nem uma sílaba nem um ponto sequer nos quais não esteja oculto um grande tesouro”.
     O inspiradíssimo pregador e magistral teólogo Aurélio Agostinho (354-430), que pastoreou um privilegiado rebanho em Hipona (atual Annaba, na Argélia) também fez inúmeros comentários acerca das riquezas contidas nas Sagradas Escrituras. Disse Agostinho que a Palavra de Deus é o terreno sólido e fértil que Deus nos deu para cultivarmos, e sobre o qual devemos edificar o edifício da nossa pregação. Porém, é necessário cavarmos muito fundo até encontrarmos a rocha, que é Cristo.
Agostinho afirmou também que em tudo quanto há de rico, edificante e eloquente nas Escrituras ressoa o nome de Jesus Cristo. Porém, é necessário que haja olhos e orelhas ungidos para ver e ouvir esse eco maravilhoso do Nome que está sobre todo nome. Ele costumava dizer que lera a Bíblia dezenas de vezes, e em todas as suas páginas só encontrava Jesus.
     Jerônimo (347-420), grande comentarista e tradutor da Bíblia, tinha uma reverência tão grande pelas Sagradas Escrituras, que dizia que todo tradutor ou comentarista deveria respeitar até a ordem, a sequência na qual os escritores da Palavra de Deus haviam colado as palavras do texto sagrado, “porque até na ordem segundo a qual as palavras da Bíblia foram colocadas para formar as frases, há mistérios”.)
Jerônimo ensinava que as Sagradas Escrituras não podiam ser entendidas sem que o intérprete manifestasse a Jesus Cristo, que nelas está oculto. Segundo ele, os judeus não entendiam as Escrituras porque não conseguiam ver nelas a Jesus Cristo, que é a cabeça e a coluna vertebral da Palavra de Deus. Na visão de Jerônimo, as Escrituras sagradas estão grávidas de altos e soberanos mistérios de Deus.
Jefferson Magno Costa

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