sexta-feira, 3 de junho de 2011

FERRAMENTAS PARA ENRIQUECER A SUA AULA DE ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

Jefferson Magno Costa


1ª FERRAMENTA: A BÍBLIA


     A BÍBLIA NÃO É UMA ÚNICA FERRAMENTA: É UMA CAIXA DE FERRAMENTAS. ELA É O LIVRO MAIS EXTRAORDINÁRIO DO MUNDO. PORÉM, A CADA DIA ESTÁ SE TORNANDO MENOS CONHECIDA.
     A Bíblia tem que continuar sendo ou tem que se tornar a ferramenta número 1 de todo professor de Escola Bíblica Dominical. Isto parece ser uma declaração do óbvio, mas nunca a repetição do óbvio foi tão necessária diante da situação que estamos vivendo hoje.
     Existe atualmente uma grave situação no cenário cultural contemporâneo do nosso país e do mundo: Enquanto os acessos à informação e os recursos para se adquirir e produzir conhecimentos se multiplicam, têm crescido em nossa sociedade o distanciamento e o desinteresse pela Bíblia como fonte de cultura e regra de fé.
     Este fenômeno, algumas vezes sutil e silencioso, outras vezes visível e declarado, tem-se manifestado preocupantemente tanto nos meios culturais seculares, como dentro de muitas de nossas igrejas, atingindo principalmente as novas gerações. É um problema perante o qual nenhum de nós deve ficar neutro.
     Diante desse quadro, nossa missão mais urgente, como pastores, como professores, como líderes evangélicos, como educadores, como pais, é resgatar a imensa importância e o altíssimo prestígio dos quais a Palavra de Deus é digna, e dos quais sempre usufruiu ao longo dos séculos.
     Por isso, é necessário que todo professor de EBD considere, conheça, ame e use a Bíblia como sua ferramenta número 1, tanto em sala de aula como em sua vida particular.
      A Bíblia é o mais extraordinário, impactante e precioso livro já publicado em toda a história da humanidade. É a mais rica e eficaz ferramenta disponível no mundo para o alicerçamento cultural do ser humano, para sua educação, e o único que apresenta o verdadeiro plano de salvação eterna que Deus traçou para a humanidade.
     Ela foi o primeiro livro a ser impresso na Europa, em 1456, imediatamente após Gutenberg ter criado os tipos móveis que originaram a imprensa. É o livro mais traduzido, mais vendido e mais lido em todo o mundo.
     Quando queremos dizer que um livro de um grande escritor antigo ou moderno alcançou um grande sucesso, dizemos que ele foi traduzido para 10 ou 20 idiomas. A Bíblia já foi traduzida para 2003 idiomas e dialetos. Ela é o guia de vida de milhões de pessoas no mundo todo.
     E todos nós, pastores, professores, pais e educadores que atuamos neste país, temos alguns motivos a mais para celebrarmos o fato de sermos evangélicos brasileiros.
     Use a ferramenta dos dados estatísticos a respeito da Bíblia parta aumentar a admiração e o respeito dos seus alunos sobre a Bíblia. Considere os seguintes dados:
     • O Brasil é hoje campeão mundial de impressão de Bíblias. No dia 10 de junho de 2011, a Sociedade Bíblica do Brasil comemorou a marca recorde de 100.000.000 (cem milhões) de Bíblias impressas. Isto ocoreeu no espaço de tempo de 16 anos.
     • A quantidade de papel que a SBB usa em um ano para imprimir Bíblias, 400 toneladas, é suficiente para dar 7 voltas e meia ao redor da terra. O Brasil tem importado Bíblias para 105 países. A cada três segundos é impressa uma Bíblia nova na gráfica da SBB. Divulguem isso aos seus alunos, usem essas informações como ferramenta.
     • Devemos trabalhar para que a Bíblia não seja só um livro impresso em grandes tiragens, mas que seja aberta, lida e estudada pelos nossos alunos. De que vale uma Bíblia eternamente fechada? Existem crentes que têm em sua estante todas as Bíblias de estudo que já foram lançadas no Brasil, e Bíblias em diversas cores e modelos.
     Porém, muitas dessas Bíblias sequer tiveram a honra de sair do plástico: saem fechadas da estante da loja para a estante do comprador, e lá permanecem fechadas, quase nunca são abertas.


     SERÁ QUE A REVOLUÇÃO CULTURAL DA QUARTA TELA SIGNIFICARÁ O FIM DO LIVRO CHAMADO BÍBLIA?
     Estamos vivendo ao que estão chamando de a revolução cultural da quarta tela. Porém, em importância cultural e capacidade de acessos, a Bíblia não deve nada a nenhuma dessas quatro telas.
     Eu explico: O mundo moderno tem sido culturalmente revolucionado por quatro telas. A primeira delas foi a tela da televisão (1928); a segunda, a tela do computador (1936); a terceira, a tela do telefone celular (1973), e a quarta, a tela do tablet (2010), que mesmo com suas múltiplas funções, fisicamente é um computador em forma de prancheta. O mais famoso entre os tablets é o Ipad. Entre outras funções, o tablet nos permite ler livros em formato eletrônico, os chamados e-books.
     A Bíblia é a tela mais extraordinária da qual a humanidade dispõe, por ser a única capaz de abrir para nós a janela da Revelação acerca de Deus e da eternidade. 
     Essas quatro telas são ferramentas modernas que, se bem usadas, poderão ajudar muito o professor a dinamizar as suas aulas.
     Não devemos esquecer que nossos alunos, nossos filhos, nossas ovelhas e nós mesmos estamos vivendo em um mundo culturalmente impactado por essas quatro telas, por essas quatro ferramentas, através das quais a Bíblia encontra-se disponível, podendo ser acessada, lida e usada em nossas aulas ou em sermões com muito mais velocidade e versatilidade.
      Porém, com o surgimento da quarta tela, o tablet, muitos estão profetizando a diminuição ou até o desaparecimento do livro impresso. Será que isto, de alguma forma, decretará o desaparecimento da Bíblia? Não!
      O fato é que não importa o que vai acontecer com o livro, conforme o conhecemos e usamos hoje. O importante é sabermos que, seja qual for a base sobre a qual os livros vão ser disponibilizados daqui para frente, quer seja na atual base física de impressão em papel, quer seja na base virtual, em formato eletrônico, a Bíblia continuará sendo o mais extraordinário, impactante e precioso livro de todos os tempos na história da humanidade!
     A Bíblia jamais será superada ou passada para trás, nem por 4 telas nem por 40 telas. Pois quando a humanidade nem sonhava ainda com essa história de telas, cerca de 1500 anos antes do nascimento de Jesus, Moisés estava escrevendo o Pentateuco.
     Sou da opinião de que a Bíblia é quem tem a tela número um, a mais poderosa de todas as telas, através da nos é possível visualizar o plano de salvação que Deus preparou para todos nós, e nos tem sido possível ver qual será a nossa trajetória como salvos e remidos pelo sangue de Jesus, rumo à Jerusalém celestial.
    Portanto, é necessário que o professor resgate ou construa, na mente e no coração dos seus alunos, o respeito pela Bíblia.


“A BÍBLIA É O ÚNICO LIVRO QUE ME LÊ”
     Perguntaram certa vez a uma pobre mulher evangélica de uma tribo africana por que é que ela sempre levava sua Bíblia a todos os lugares para onde ia. Já que ela gostava tanto de ler e tinha outros livros em casa, por que é que era sempre vista lendo a Bíblia, e não outro livro? A mulher respondeu:
     “Por que em todos os momentos de dificuldades e terríveis lutas que enfrentei em minha vida, nenhum livro em que procurei ajuda para sair do desespero ajudou-me em alguma coisa. Mas com a Bíblia sempre foi diferente. Todas as vezes em que abro suas páginas e começo a lê-la, ela dá-me tanta respostas, tanto conforto, tanta força e tanta coragem, que tenho a impressão de que não sou mais eu que estou lendo a Bíblia, e sim que a Bíblia está me lendo, sondando o meu interior, a minha mente e o meu coração. Ela é o único livro que me lê”.
     Portanto, nenhum outro livro deve ser colocado acima da Bíblia como fonte culturalmente alicerçadora ou de regra de fé. Nem mesmo a revista de Escola Dominical, que é nossa segunda ferramenta que você deverá usar para enriquecer a sua aula de Escola Dominical, assunto de nosso próximo artigo. (Continua).
Jefferson Magno Costa

quinta-feira, 2 de junho de 2011

PAULO MACALÃO, A CHAMADA QUE DEUS CONFIRMOU (CAPÍTULO 9)

Jefferson Magno Costa


CAPÍTULO 9 


PASTOR PAULO, DESCANSE EM PAZ!



     Absorvido que estava sempre pelas inúmeras responsabilidades que pesavam sobre seus ombros, e deslocando-se constantemente para os diversos pontos onde sua presença se fazia necessária para cumprir a sua missão de doutrinador e de pastor de pastores, não seria humano que um homem assim deixasse de cometer falhas, principalmente no resolver os inúmeros e difíceis problemas que se apresentavam.
     Mas, a bem da verdade, temos de admitir que Paulo Macalão era um homem sincero – homem que desejava servir a Deus com profunda convicção, sinceridade e amor e que, com essas qualidades, procurava resolver os problemas que surgiam no campo pastoral.
     Se falhas cometeu, não as cometeu com espírito prevenido: sempre agiu na convicção íntima de estar fazendo a vontade do Senhoie Deus. Visto por esse ângulo, ele pode ser comparado a Moises, mas nunca igualado a Davi.
     Apesar da sua aparente inflexibilidade nas decisões que tomava para resolver casos bastante difíceis, onde tinha de agir como juiz, Paulo Leivas Macalão era um homem humilde.
     Mesmo tendo sido um dos pioneiros, um desbravador pertencente à geração que implantou o Evangelho no Brasil, não achou ele mesmo em sua vida nada de que se vangloriar. Meditando na sua jornada espiritual, via que percorrera tão-somente a trajetória inconfundível do Evangelho em obediência à poderosa e irresistível chamada do Espírito de Deus para a obra divina.
      Reconhecia em tudo que tinha por Senhor um Deus santo, poderoso, justo, paciente e misericordioso. Dele bem poderia ter dito o Mestre: “Eis um verdadeiro cristão, em quem não há dolo”. Sim, poderia ter havido culpa, mas jamais dolo. Poderia ter havido indecisão, mas nunca premeditação. Por tudo isso ele é digno do nosso alto respeito, da nossa profunda admiração.
     Como exemplo de sua humildade, houve quem o visse pedindo perdão a alguns irmãos. Um dos maiores testemunhos da grandeza do seu coração é a sua correspondência, que foi relida pela irmã Zélia após a morte dele. Sobre o envelope daquelas cartas que mais lhe feriram, por terem sido escritas por mãos ingratas e almas sem amor, o irmão Paulo havia escrito: “Perdoado, graças a Jesus”.
     Sim, Paulo Macalão sabia perdoar, e quem sabe perdoar é grande diante de Deus. E sabia perdoar apesar da situação “sui generis” que ocupava entre as centenas de milhares de crentes que compõem o Ministério de Madureira: ele foi como um general, a quem todos amavam e obedeciam.
     Mas um general que pastoreava ovelhas, em vez de comandar soldados, um general que se fazia obedecer pelo amor e respeito que inspirava, e não por uma dura disciplina.
      Durante o seu longo ministério, o pastor Paulo Leivas Macalão foi assessorado por muitos servos de Deus, designados pelo Espírito Santo para se empenharem nas lutas em prol do Evangelho. Consagrar obreiros, abrir novos trabalhos, empossar pastores e olhar o procedimento dos que não zelavam pelo rebanho, foram atividades longamente exercidas pelo pastor Paulo.
      Na grande luta contra o pecado, era necessário que se invadissem as fortalezas do inimigo, que se hasteasse a bandeira do Evangelho e que se designassem homens valorosos para comandar os pontos estratégicos tomados ao príncipe das trevas.
     Era então que aqueles que combatiam com a espada desembainhada, a Palavra de Deus, surgiam para consolidar as posições e continuar a maravilhosa batalha do resgate de almas.
     Entre os muitos homens de Deus que auxiliaram diretamente o pastor Paulo Macalão, parece que o que melhor o assessorou foi o também saudoso pastor Alípio da Silva, cujo temperamento era forte, mas amainado por uma acentuada humildade cristã.
     Durante longos anos esteve ele ao lado daquele homem de Deus, dando sempre o seu parecer para a resolução das questões difíceis que surgiam.
     O pastor Alípio era um administrador por excelência, e foi co-responsável pela coesão do trabalho do Ministério de Madureira, nos diversos Estados onde esse trabalho penetrou.
     Foi de sua autoria o parecer para criar em todo o campo um dia de vigília e oração (três vezes por ano) para rogar a Deus pela solução dos problemas trazidos pela crescente violência no País, pela revolta dos jovens insatisfeitos por causa da falta de Cristo nos corações, e pela insatisfação das massas, que pode degenerar na ascensão de sistemas extremistas que procuram sempre aniquilar o cristianismo pela violência.
     O pastor Alípio da Silva foi chamado ao descanso do Senhor apenas 21 dias antes de o irmão Paulo Leivas Macalão ascender à Glória.
      Nesta resumida biografia do irmão Paulo Leivas Macalão, seria uma falha imperdoável não registrar a ação de uma outra pessoa que foi (podemos afirmar sem receio de errar) a coluna-mestra no edifício do seu pastorado. Nela se cumpriu, literalmente, o plano de Deus para o casamento, quando falou de Adão: “Far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele”, Gn 2.18, e “serão ambos uma só carne”.
     A irmã Zélia Brito Macalão sempre esteve ao lado do seu marido: nos dias felizes, para alegrá-lo; nos dias de tristeza de dor, nos dias de lutas e de dificuldades, nos dias de amarguras e de sofrimento, nos dias de angústia e de decisões, para animá-lo; e nos dias de vitória (que foram muitos), para regozijarem-se juntos.
      Nos dias de doença, até as últimas horas do seu esposo, ela ali estava à sua cabeceira. Ela foi uma verdadeira esposa. De Paulo Leivas Macalão se podia dizer: “O que acha uma esposa acha uma coisa boa, e alcançou a benevolência do Senhor”, Pv 18.22.
     O pastor Paulo Leivas Macalão não deixou grandes livros escritos, mas seu grande conhecimento e longo trato com a Palavra de Deus, aliados às suas experiências de pioneiro, seriam suficientes para que ele nos deixasse preciosissimas obras.
     Mas o empenho de evangelizar, edificar e pastorear almas o absorveu completamente. Contudo, alguns de seus trabalhos escritos mostram o quanto de belo e rico ele poderia ter produzido, se não fosse a sua total dedicação ao pastorado. Eis um dos seus artigos, transcrito como ilustração do que acabamos de afirmar:
     "O ‘Semeador’ está semeando a ‘boa semente’ sobre o Brasil. Jesus ensinou que a boa semente é a Palavra de Deus: Lc 8.11. A propósito, recebemos há dias um grande e belo mamão, que nos foi oferecido como primícias. Quando o fruto foi partido ao meio, fiquei maravilhado com a enorme quantidade de sementes que possuía.
     "Ao verificar o interior do mamão cheio de sementes, Deus me revelou duas grandes verdades: a abundância existente e o convite de Deus à fartura, e o nosso descuido, no comer os frutos: jogar fora as sementes.
“Contam que um homem pobre e necessitado resolveu vender o seu sítio onde nada havia plantado e, consequentemente, nada colhido. O comprador perguntou-lhe:
     -O seu sítio não produz nada?
     -Não, não produz nada – respondeu sinceramente o antigo dono – e é por isso mesmo que quero vendê-lo.
     -Mas o senhor nunca plantou. E se eu plantar batatas, feijão, etc., produzirá?
     -Se o senhor plantar, deve nascer – concluiu o pobre.
      “Por que numa só fruta o Senhor põe uma tão grande quantidade de sementes? Só nesse mamão devia haver cerca de 500 sementes. Que maravilha! Deus nos convida à fartura.
     “Plantando-se 500 sementes, é bem possível que 200, 300 ou mesmo 400 mamoeiros nasçam e, em pouco tempo, cada um estará produzindo 5,6, e até 10 mamões enormes como o que recebi. E o resultado total, quanto seria?
     “Na época atual, o descuido é grande: o homem não aproveita o que Deus dá gratuitamente. Se tiverdes um pouco de ‘terra’, plantai as sementes e elas se tornarão em plantas que produzirão abundantes ‘frutos’.
     “Sim, Deus nos tem dado a sua Palavra qual grande fruta cheia de preciosas sementes que (se semearmos) gerarão paz, amor, paciência, retidão: numa palavra – salvação. Eis a Bíblia aberta: quanta riqueza temos nela!
     “Moços e moças, avante! Lede a Bíblia. Semeai a boa semente – a Palavra de Deus, que é a verdade. Semeai! Semeai! Os frutos aparecerão, a recompensa virá. Mas se fizerdes como o homem que nunca cultivou as suas terras, e não plantardes (um ato tão simples, enterrar uma semente!) e ficardes hesitando ou lamentando, nada colhereis. Portanto sede sábios: Semeai! Semeai!”
      Quanto às suas atividades externas, o pastor Macalão foi, por muitos anos, Conselheiro da Sociedade Bíblica do Brasil, Conselheiro Vitalício da CPAD, Presidente do Instituto Bíblico Ebenézer, Presidente Efetivo da Convenção Nacional de Obreiros de Madureira, Conselheiro Fiscal da Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil e Menbro do Comitê Internacional que planeja a realização da Conferência Mundial Pentecostal.
     O pastor Paulo visitou igrejas em diversos países, como Estados Unidos, Inglaterra, Suécia, Espanha, Portugal e outros. Em Springfield, Missouri, quando da sua visita oficial à sede Central das Assembléias de Deus na América do Norte, recebeu calorosa acolhida, por já ser o seu nome e sua ação no Brasil conhecidos. Recebeu também o título de cidadão do antigo Estado da Guanabara.
     O dia 26 de agosto de 1982 poderia ter sido um dia igual a qualquer outro, mas não foi. Não foi porque algo de profundo nele aconteceu: às 9 horas e 16 minutos, os portais celestes se abriam para receber um príncipe vindo da Terra: pastor Paulo Leivas Macalão foi convocado às regiões celestiais!
     Não foi um dia triste, porque foi um dia de vitória: Paulo Leivas Macalão, um dos apóstolos do Brasil, combatera o bom combate, acabara a carreira, guardara a fé, e agora a coroa da justiça lhe estava reservada, a qual o Senhor, justo juiz, lhe dará naquele dia!...
     Mas foi um dia que trouxe a muitos o seu legado de tristeza, porque a saudade enchia os corações, que transbordavam em lágrimas – a saudade do esposo, do pai, do avô, do cunhado, do primo, do parente mais longe, do pastor amado, do dirigente, do conselheiro, do amigo, do colega – a saudade de tudo o que ele representava.
      E foi por isso mesmo que choravam de saudade a esposa, o filho, os netos, os cunhados, os colegas, um multidão de crentes chegados de todos os lugares, representando um sem número de Assembleias de Deus e de igrejas de outras denominações.
     A grande família evangélica chorou. Direta ou indiretamente beneficiados pelo seu trabalho evangelístico, milhares de salvos agradeceram a Deus pela vida do pastor Paulo Macalão, aquele que, em pleno século vinte, mas em terras brasileiras, imitara o grande apóstolo Paulo, não medindo distâncias nem dificuldades na propagação do Evangelho da paz.
     Portanto, o choro que se chorava não era só de saudade, era também de gratidão a Deus pela dádiva que dera à sua Igreja no Brasil – PAULO LEIVAS MACALÃO!
      Às 17 horas do mesmo dia, o corpo do líder chegava ao Pavilhão da Mulher Cristã, na Avenida Brasil, onde foi velado numa capela ali existente. Uma multidão de crentes se fez presente no velório, inclusive a família e dezenas de pastores.
      Dentre os que falaram no velório, destacou-se a palavra de um conhecido pastor, que assim se expressou:
     “A maior catedral do mundo é a de São Pedro; a segunda é a de São Paulo, em Londres. Certo dia o rei da Inglaterra foi visitar a sua catedral e perguntou: ‘Quem foi o arquiteto que fez esta catedral?’ E ninguém sabia. O rei mandou pesquisar e descobriram que havia sido o arquiteto Cristóvão Reis. Então perguntou: ‘Mas onde está sepultado esse homem? Está num cemitério muito pobre, em Bedford’ – responderam. O rei mandou buscar os ossos do grande artista e colocou-os na Catedral de São Paulo. No túmulo há uma placa em inglês que diz: ‘Se quiserdes ver o seu monumento, basta olhar em volta’. Da mesma maneira, para se ver o monumento de Paulo Leivas Macalão, basta olhar em volta: centenas de igrejas, centenas de obreiros, e milhares de crentes – uma obra gigantesca”.
      Na manhã do dia 27. uma incalculável multidão formou o cortejo, conduzindo o corpo do pastor Paulo Macalão para o Jardim da Saudade, em Édson Passos, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Fazendo a segurança, batedores da Polícia Militar abriam o trânsito.
     No cemitério, era grande o número de irmãos que não haviam conseguido ver ainda o corpo do irmão Paulo e desejavam vê-lo agora. Foi formada uma enorme fila e a multidão começou a desfilar para ver o saudoso pastor. Hinos eram cantados e a emoção enchia os corações: muitos choravam, outros se alegravam no Espírito Santo falando em outras línguas.
      Quando o corpo começou a descer à sepultura, muitos notaram que a intensidade do sol começara a diminuir. Toda a manhã tinha sido de uma total limpidez, mas naquele momento, uma nuvem pouco a pouco se havia colocado entre a claridade solar e a multidão.
     Um grande círculo de luz circundou o sol, semi-oculto na nuvem. Tratava-se de um fenômeno natural, sem dúvida, porém muitos dos que acompanharam aquele maravilhoso espetáculo no céu, entenderam que o Senhor se revelava majestosamente ao seu povo naquele momento, como fizera com os judeus no deserto, guiando-os de dia com a nuvem e à noite com a coluna de fogo. Quando o corpo do pastor Paulo baixou à sepultura, aquele fenômeno desapareceu.
     No Jardim da Saudade, Paulo Leivas Macalão despertará um dia sob os clarins do arrebatamento da Igreja, quando subiremos ao encontro do grande Rei, e para sempre estaremos livres do pranto, da separação e da morte, no reino glorioso do nosso eterno Pai.
Jefferson Magno Costa

PAULO MACALÃO, A CHAMADA QUE DEUS CONFIRMOU (CAPÍTULO 8)

CAPÍTULO 8

NAS PISADAS DO MESTRE


     O trabalho evangélico da Assembléia de Deus em Brasília teve seu início em 19 de novembro de 1956. assessorado por vários servos do Senhor, o pastor Paulo Macalão traçou as metas de ação daquele trabalho iniciado com perseverança e fé. O primeiro culto foi realizado sob o trepidar e o rumor das máquinas que abriam clareiras e fixavam, no chão vermelho, os marcos das avenidas e ruas da futura Capital do Brasil.
    Ali o Evangelho florescia sobre o barro e se espalhava pelas amplidões, derramando-se em benignidade e esperança de salvação pelas estradas recém-abertas.
     A primeira assembléia de membros da igreja como sociedade religiosa foi realizada em 15 de junho de 1957, em sua sede provisória na Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante, com a finalidade de empossar sua primeira diretoria e adquirir, assim, personalidade jurídica. Imediatamente após essa reunião, iniciou-se uma campanha destinada a angariar recursos para a construção do templo, cujo término foi previsto para 1963.
    Já em 1960, o pastor Paulo Leivas Macalão enviara ao então Presidente da República, Juscelino Kubistchek, um manifesto de congratulações pela criação de Brasília. O Presidente doou à Assembléia de Deus os lotes 33 e 34, na Avenida das Paróquias, atual Avenida W/5 Sul, Q 911, onde se deu início à construção da Catedral.
     Uma grande campanha financeira foi organizada em diversos Estados em favor dessa obra, onde foram nomeados tesoureiros que reuniam e enviavam as ofertas para o tesoureiro–geral, no templo de Madureira.
     Como era de prever, pela grandiosidade da obra, muitos foram as dificuldades enfrentadas no decorrer da construção. Os diversos pastores que, ao longo dos anos, foram se sucedendo na administração da Assembleia de Deus em Brasília (Ministério de Madureira), sentiram o quanto de esforços, súplicas a Deus, amor e perseverança aquela obra exigia.
     O próprio trabalho evangélico no nascente Distrito Federal apresentou sérios problemas. Havia movimentos evangelísticos iniciados por igrejas que não se apoiavam na sã doutrina.
     Para impedir que a proliferação de igrejas não-autorizadas continuasse, uma comissão constituída de oito pastores, entre eles Paulo Leivas Macalão e Alípio da Silva, fez pública a resolução da Convenção Geral, que decidira fundar a Convenção Regional das Assembleias de Deus de Brasília.
     As Assembleias de Deus do Distrito Federal deveriam estar unidas pela referida Convenção Regional, não sendo reconhecida qualquer uma que se recusasse à união – solução encontrada para o grave problema.
      A construção da Catedral avançou, impulsionada pela fé dos irmãos que oravam a Deus e davam as suas ofertas para que se concluísse mais um templo dedicado ao Rei dos reis. Puseram à venda flâmulas, maquetes e outros “souvenirs”, destinados à arrecadação de fundos para aquela construção.
     A planta da catedral foi idealizada pelo pastor Paulo Macalão. Inspirado na história da Igreja Primitiva, ele desenhou a planta com o formato de um peixe, pois esse tinha sido o símbolo que identificava os cristãos de então, sobretudo quando viviam ocultos nos labirintos subterrâneos das catacumbas de Roma, fugindo das perseguições.
    Quis o pastor Paulo revestir aquela moderna construção com uma das mais belas e puras significações do mundo cristão na Era Apostólica.
     Mas o homem que tanto lutara em prol daquela obra, só iria vê-la concluída poucos meses antes de ser convocado às regiões celestiais. Em junho de 1982, Brasília seria enriquecida com o mais importante e belo edifício já construído ali.
     O mais importante, porque nele se faz presente Aquele que é superior a todas as autoridades da Terra – o Senhor dos Exércitos. E o mais belo, porque dentro dele os anjos invisíveis passeiam e os remidos se reúnem em comunhão com Deus.
     Quem chega, por via aérea, à Capital, surpreende-se à primeira vista com a obra singular que surge em forma de peixe, como se, em pleno Planalto, uma grande baleia estivesse a tomar sol.
     No decorrer de sua vida, o pastor Paulo viajou a diversos países, participou de importantes eventos e realizou inúmeras obras para engrandecimento do trabalho do Senhor.
      Em 21 de abril de 1960, por iniciativa sua, o jornal evangélico “O Semeador” foi fundado, para semear as boas-novas e difundir entre os irmãos as maravilhas operadas por Deus no meio do seu povo.
      Em 17 de janeiro de 1965, realizou-se no templo de Madureira o enlace matrimonial do jovem Paulo Leivas Brito Macalão com a senhorita Edna Rego dos Santos.
     A cerimônia religiosa foi oficializada pelo pastor Alípio da Silva, e a benção nupcial foi impetrada pelo pai do noivo, pastor Paulo Macalão.
      Com a irmã Zélia, o pastor Paulo Macalão fiz muitas viagens ao Exterior, quando visitaram os Estados Unidos, a Suécia, a Inglaterra, a Espanha e Portugal.
     Como presidente da Comissão Brasileira Organizadora da 8a. Conferência Mundial Pentecostal, coube ao pastor Paulo entrar em contato, nos E.U.A., com o Reverendo Thomas F. Zimmermam, na época Presidente da Conferência Mundial Pentecostal. Ali, definiu-se a linha mestra de ação que nortearia a 8a. Conferência.
     No ano de 1967, o povo pentecostal do mundo inteiro esteve com os corações voltados para a cidade do Rio de Janeiro, pois sabia que, nos dias 18 a 23 de julho, milhares de salvos estariam aqui reunidos num só lugar com uma só mente, com um só desejo e com a mesma chama do Espírito Santo a arder nos corações, como no dia de Pentecoste!
     Noite após noite, o Maracanãzinho abrigou dezenas de milhares de almas vindas de vários países do mundo e dos Estados brasileiros. O Espírito Santo glorificou a Cristo! O sistema de Rádio e Televisão fez a cobertura do evento, talvez o maior ajuntamento pentecostal no Brasil, até aquela data.
     No dia do encerramento, cerca de 200 mil pessoas compareceram ao estádio do Maracanã. Com o uniforme nas cores nacionais, o coral de 2.000 mil vozes formou o desenho da Bandeira Nacional Brasileira.
     O reverendo L’Rauche, conhecido como “o Billy Graham da Coréia”, encheu o vasto ambiente com suas palavras ungidas pelo Senhor. Alexandre Tee, da Inglaterra, pregou sobre “O Espírito Santo transladando a Igreja”. O fogo sagrado inflamou a todos.
     Na oração final, o missionário Bernhard Johnson Júnior fez o apelo, e mais de uma centena de almas se rendeu aos pés do Senhor.
     Nos dias 31 de janeiro e 14 de fevereiro de 1971 realizaram-se dois cultos de confraternização, respectivamente, na Assembléia de Deus de Madureira e na de São Cristóvão.
     Em Madureira, no início do culto, o pastor Paulo Macalão passou a direção do trabalho ao pastor Túlio Barros Ferreira, que pregou a mensagem oficial da noite, falando dos esforços ininterruptos que o inimigo de nossas almas, Satanás, tem empregado para tentar dividir as Assembléias de Deus no Brasil; mostrou que o Leão da Tribo de Judá, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, interferira em favor do seu povo, fazendo brotar nos corações o espírito conciliatório, e envergonhando o inimigo.
    O pastor Túlio Barros salientou que não existe mais a Assembléia de Deus do Ministério de Madureira e a assembléia de Deus do Ministério de São Cristóvão, e sim uma só igreja. Nesta atmosfera saturada pelo Espírito Santo, o culto foi encerrado.
   Semelhantemente, o Espírito de Deus pairava entre as centenas de irmãos que se reuniram na Assembleia de Deus em São Cristóvão, no culto de retribuição à visita feita a Madureira. Nesse culto ficou patente que a única finalidade das Assembleias de Deus no Brasil é arrancar as almas das garras de Satanás, para fazerem parte de um Reino que tem sua sede no Céu, onde não há divisões.
     O pastor Paulo Macalão sempre reconheceu a importância do estudo sistemático da Bíblia, e por isso, apoiou a fundação do Instituto Bíblico Ebenezer. Como instituição cultural posta a serviço da Igreja, o IBE foi inaugurado em 19 de outubro de 1972.
     Em seu grande zelo pelas almas, o pastor Paulo nunca deixou de advertir os alunos desse instituto sobre o perigo de virem a perder a graça de Deus, assoberbados pela cultura. Ele ensinava que o melhor aluno era aquele que completava os seus estudos na escola da oração.
     Outra instituição de caráter filantrópico fundada pela Igreja de Madureira foi a Escola São Paulo, funcionando ao lado do templo e oferecendo anualmente vários cursos aos irmãos.
     Na história do Evangelho no Brasil, particularmente na história do trabalho empreendido sob o pastorado de Paulo Leivas Macalão, poucos nomes serão tão vivamente lembrados e guardados com tanto carinho como o da irmã Estacília, aquela polonesa naturalizada brasileira, cuja vida Deus usou para manifestar as suas maravilhas.
      Poucas servas de Deus terão sido tão poderosamente usadas no Brasil como essa irmã, que durante 33 anos intercedeu por todos os que necessitavam de suas orações. Ainda hoje o seu nome representa muito para aqueles que não a esqueceram, sobretudo para os que a visitaram em sua residência, na Travessa Casemiro de Abreu, nº 16, em Marechal Hermes.
   Ela era um vaso do Senhor que vivia constantemente ligado com o Espírito de Deus, e Deus a usava maravilhosamente para falar ao seu povo, e muitos foram curados por Jesus através de suas orações. De quinze em quinze dias, às quintas-feiras, sua casa era tomada por dezenas de pessoas que buscavan a cura divina.
     A irmã Estacília orava, impunha as mãos e o Senhor operava milagres sobre todos aqueles que criam no poder do seu Nome. A irmã Estacília dormiu no Senhor em 12 de setembro de 1967.
Jefferson Magno Costa

quarta-feira, 1 de junho de 2011

PAULO MACALÃO, A CHAMADA QUE DEUS CONFIRMOU (CAPÍTULO 7)

CAPÍTULO 7

AQUI TE ADORAREMOS, SENHOR!


     Na Rua Carolina Machado, entre as estações de Madureira e Cascadura, há uma porta aberta para os céus. Os trens que passam velozmente diante daquele lugar, ligando os subúrbios ao centro da cidade do Rio de Janeiro, conduzem almas sedentas da água que jorra continuamente ali, pois naquele templo o Senhor dos Exércitos dilatou as suas tendas e semeou bênçãos com fartura, e todos os dias recebe em seus braços os que chegam ali com fome e sede de salvação.
     As quase oito mil pessoas que se reuniram no templo da Assembleia de Deus de Madureira, na noite de 1º de maio de 1953, não estavam ali para contemplar os belos vitrais, as possantes colunas, os ramalhetes de flores pintados no teto, os bancos, as paredes, as luzes, os degraus, as portas, as galerias. Não. Eles ali estavam para sentir a presença do Senhor, que pairava sobre a nave em toda a sua plenitude.
     Aquela igreja representava um marco de vitória no doloroso e difícil caminho daqueles pioneiros – Paulo e Zélia Macalão, e de todos os que professavam o nome do Senhor e o serviam naquela igreja.
     A inauguração contou com a presença de varias autoridades, civis e militares. Ao som do Hino Nacional, a fita simbólica foi desatada pelo representante do Presidente da República, os irmãos entraram na igreja cantando hinos, e a festa espiritual começou.
     O Espírito Santo estevea visivelmente presente entre eles durante todo o culto, derramando fogo santo e enchendo os corações de júbilo. Construído na terra mas com janelas e portas espirituais abertas para o Céu, só a eternidade poderá revelar o número de almas que já se converteram ao Senhor nesse belíssimo templo.
     Seu interior, em estilo gótico, é cheio de uma certa majestade que faz interiorizarem-se os sentimentos, levando o coração e o espírito a adorarem a Deus. À noite, o amplo espaço da nave é invadido por uma suave luminosidade. Numa sucessão de curvas graciosas, arcos góticos, colunas entremeadas de ramagens floridas, cúpulas e pórticos de linhas dóceis, terminadas em curvas entrelaçadas de flores de gesso, a beleza surge espontaneamente aos olhos de quem se detem a contemplar aquela Casa de Oração.
     A tonalidade suave das paredes, a largueza e amplitude do teto coroado de ramalhetes de flores artisticamente pintados, contribuem para que as diminutas lâmpadas, ocultas sob os frisos que se salientam em meia parede, produzam, em vários pontos, um bordado luminoso de várias cores. Porém, a majestade de Cristo e o esplendor de sua presença é o que mais se busca ali, na súplica e no louvor do Seu santo nome.
     As comemorações de aniversários desse templo se tornaram um acontecimento extensivo a todas as igrejas filiadas ao Ministério de Madureira. Durante os cultos, corais, grupos musicais e banda de música de diversas igrejas e congregações comparecem à festa. As igrejas co-irmãs apresentam os nomes dos candidatos ao batismo nas águas. Passam a funcionar intensamente os serviços de relações públicas, secretaria, alimentação e hospedagem.
     As irmãs pertencentes à CIBE (Confederação das Imãs Beneficentes Evangélicas) entram em ação, cooperando na cantina da igreja, servindo às mesas, comprando viveres e preparando a comida.
     As festividades têm inicio com a execução do Hino Nacional e são encerradas com ele. Nos mastros do templo hasteia-se a Bandeira Nacional. Várias autoridades civis e militares comparecem. Pastores, evangelistas, presbíteros, diáconos e demais irmãos do Estado do Rio e de outros Estados se fazem presentes à festa, para estarem mais perto de Deus e desfrutarem das bênçãos ministradas pelo Espírito Santo.
     O templo, que parece tão amplo, nesses dias não comporta a multidão que ali se reúne. Sob o invisível revoar de anjos e em cumprimento à direção do Espírito de Deus, novos obreiros são consagrados e enviados para fortalecerem os exércitos que levam as boas-novas de salvação.
     Durante essas ocasiões especiais, o pastor Paulo Macalão, em todo o lugar e a toda hora, andava ocupado em atender àquela grande parcela do rebanho de Cristo. E para isso estabelecia uma comunicação constante com o Céu, intercedendo por todas aquelas vidas que se recolhiam sob o seu pastorado; rogava a Deus sabedoria e graça para que pudesse levar à frente tão importante obra. Seja o Senhor imensamente louvado por tantas e tamanhas maravilhas!
     Deus ensinou o pastor Paulo a não tratar ninguém com coração doble, e em situação alguma procurava a fama, a lisonja, ou o louvor do mundo. Ensinou-lhe a humildade e a sinceridade. Fez dele um líder de uma envergadura espiritual incomparável, e deu-lhe a sabedoria de um conselheiro e o coração de um pai.
     Pastor Paulo passou a pedir a Deus que lhe concedesse, também, poder para doutrinar a igreja, sob a autoridade e a inspiração do Espírito Santo. O povo de Deus deveria continuar nos antigos princípios, conservando a sã doutrina, e para isso, era necessário que se pregasse o Evangelho genuíno, e que todos os remidos andassem em retidão e no temor de Deus, conforme o exemplo da Igreja primitiva.
     Aquele santo rigor antigo, aquela constante separação do mundo, aquela conduta irrepreensível deveriam ser transmitidas a esse grande rebanho, tornando-o indiscutivelmente o sal da terra e a luz do mundo.
     Em 1958, o pastor Paulo Macalão foi eleito Pastor Geral do Ministério de Madureira e igrejas filiadas. Dois anos antes, a obra de evangelização se estendera e alcançara Brasília, que naquela época nascia docemente no coração do Brasil.
Jefferson Magno Costa

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