quinta-feira, 28 de maio de 2015

NÓS NÃO SEREMOS ESQUECIDOS... NOS LIVROS DO CÉU

Jefferson Magno Costa     


      Nós não seremos esquecidos... na eternidade. Nos registros de Deus. Nos livros que estão sendo escritos no Céu, em cujas páginas o relato da nossa vida, todas as nossas ações, ficarão registrados para sempre. 
     Uma das coisas que mais felicita o meu coração quando penso nas surpresas que a eternidade nos aguarda, é saber que existem livros no Céu! "E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras", Ap 20.12. 
     A imensa paixão pelos livros antigos ainda não me fez delirar. Sei que tudo no Céu será diferente. Mas se Jesus fosse satisfazer o desejo de muitos dos seus filhos que são apaixonados por livros, teria que construir no Céu bibliotecas maiores que a do Congresso,    nos Estados Unidos (a maior do mundo, com os seus 130 milhões de livros e outros documentos. A nossa, a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, é a oitava maior do mundo, com seus mais de 10 milhões). 
         E nem quero discutir aqui que tipo de suporte têm os livros no Céu, se o suporte papel, se o suporte eletrônico, virtual, ou outro suporte ainda desconhecido aqui na terra. Mas o fato é que, no Céu, existem livros. E os nossos nomes e histórias estão escritos neles. Para sempre. 
     Já aqui na terra... é outra conversa. Um rápido cálculo sobre os escritores que desapareceram ou hoje não são mais lidos ou lembrados, mostra o quanto é efêmera, fugaz, nuvem passageira, a fama, a glória literária humana. 
     Centenas de pregadores portugueses tão geniais quanto o padre Antônio Vieira estão hoje esquecidos nas velhas bibliotecas de Portugal. Shakespeare teve em sua época dezenas de dramaturgos geniais e rivais, que hoje estão esquecidos.

 Todas as literaturas do mundo têm hoje milhares e milhares de nomes de escritores que desapareceram. São milhões de livros preciosíssimos que não chegaram até nós. O incêndio da biblioteca de Alexandria, só para citar uma das muitas bibliotecas na história da humanidade, que desapareceram pelo fogo, pelo saque, por terremotos, por inundações, destruiu milhares de obras, exemplares que eram únicos no mundo, e lançou no abismo do esquecimento eterno o nome de seus autores. 
           Milhares e milhares de livros escritos por homens tão geniais quanto Sócrates, Platão e Aristóteles, ou mais geniais que os três mais famosos trágicos gregos Sófocles, Ésquilo e Eurípides, viraram pó, não chegaram até nós. Foram devorados pelos dentes implacáveis do tempo. 
     E isto ocorreu em Roma, no Egito, na China, na Assíria, na Babilônia (onde estão hoje os milhares de outros livros que não foram reunidos por  Assurbanipal, e ficaram fora de sua biblioteca de milhares de tabletes de barro?), e em muitos outros países.
      Paul Migne foi o homem que gastou a vida inteira reunindo todas as obras teológicas e inspiracionais possíveis de ser encontradas, escritas em grego ou em latim pelos Pais da Igreja (os escritores que escreveram suas obras nos seis primeiros séculos do cristianismo). Após mais de 60 anos de pesquisa, Migne conseguiu elencar pouco mais de 500 autores, totalizando umas 20 mil obras, e publicou-as como uma imensa coleção em 1800 e alguma coisa. Esse imenso e riquíssimo acervo é apreciado na atualidade pelo próprio erudito italiano Umberto Eco, entre outros. 
     Mas isso, nas contas de Migne, representou só vinte por cento de tudo o que os Pais da Igreja escreveram. E os 80 por cento restantes, onde estão? Viravam pó, junto com os seus autores. Tesouros grandiosos, sublimes, obras teológicas, inspiracionais e históricas que jamais conheceremos. Esses autores estão hoje totalmente esquecidos na história de todas as literaturas. Sabemos que existiram por que um trecho ou outro de seus livros foi citado por Eusébio de Cesareia ou outro escritor cristão do terceiro ou quarto século. No mais, estão esquecidos. 
     Chega, abusei de sua paciência, prezado leitor. Isto já está virando lamúria ou cantilena de velório. Podemos continuar o assunto em outra ocasião.

Jefferson Magno Costa 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

VAI BEM CONTIGO?

Jefferson Magno Costa     
Texto bíblico: 2º Rs 4.25-26: “Partiu ela, pois, e veio ao homem de Deus, ao monte Carmelo; e sucedeu que, vendo-a o homem de Deus de longe, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita. Agora, pois, corre-lhe ao encontro e dize-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: Vai bem.”
     Estar ou não estar bem conosco é uma situação que depende diretamente de como estamos com Deus. Se estivermos bem com Deus, tudo irá ou estará bem conosco. 
       Mesmo nas situações mais adversas, mais desastrosas, mais aparentemente impossíveis de ser solucionadas, tudo irá bem conosco se estivermos bem com Deus.
     A história da sunamita é uma das mais sólidas confirmações bíblicas de que, mesmo diante da morte, tudo irá bem conosco se estivermos bem com Deus.
QUEM ERA A SUNAMITA

     Quem era exatamente aquela mulher que viajara quase 30 quilômetros, de Suném, cidade onde ela morava, até o monte Carmelo em busca do profeta Eliseu, e agora estava ali parada diante do servo do profeta, ouvindo ele perguntar se tudo estava bem com ela, com seu filho e com seu marido? E de onde ela tirou aquela força, aquela coragem, aquele domínio próprio para responder a Geazi: “Vai tudo bem”?
      Será que estava mesmo tudo bem com aquela mulher? Sim, porque ela estava bem com Deus. E este era o único e suficiente motivo de sua resposta. Pois, na verdade, o seu coração de esposa estava ferido, e o seu coração de mãe, despedaçado.
     A sunamita era uma mulher rica e temente a Deus. Seu marido era dono de campos onde cultivavam cereais. Na primeira vez em que o profeta Eliseu passou por Suném, aquela mulher rica convidou o homem de Deus para almoçar em sua casa. Eliseu aceitou a voltou outras vezes (2º Rs 4.10).
UM CASAL QUE PRATICAVA A HOSPITALIDADE

     Preocupado em proporcionar repouso ao profeta, aquele casal mandou construir um quarto de hóspede no local mais reservado da casa. Estavam praticando aquilo que o autor da carta aos Hebreus recomenda: “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque, por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”. (Hb 13.2).
     Vindo certa vez o profeta Eliseu de uma de suas inúmeras viagens pelo país, dirigiu-se à casa da sunamita e lá ficou hospedado no quartinho. Eliseu quis retribuir-lhes aquela gentileza. Mas aquele casal era rico. Quando o profeta se ofereceu para falar em favor da sunamita ao rei ou ao chefe do exército, ela respondeu: “Eu habito no meio do meu povo”.
       Era como se ela estivesse dizendo ao profeta: “Vivo feliz com tudo o que tenho, e graças a Deus, não preciso nem da interferência do presidente da República a meu favor, nem da atuação do comandante da força policial de minha cidade. Vai tudo bem em minha vida, porque eu estou bem com Deus.” “A minha graça te basta”, 2 º Co 12.9.
        Mas Geazi, o moço que servia ao profeta Eliseu, observou que a sunamita não tinha filhos, e que seu marido era velho. Portanto, era necessário que Deus repetisse na vida daquele casal o que ele já fizera na vida de Sara e Abraão, e de tantos outros casais. Eliseu mandou chamá-la e disse-lhe:
       “Dentro de um ano abraçarás um filho”. Ouvindo aquelas palavras, a sunamita agiu também como Sara havia agido: duvidou que sua casa pudesse ainda ser alegrada e aquecida pela presença, o choro e as gargalhadas de alegria de um filho: “Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva.”
A MORTE ROUBOU-LHE SEU PRESENTE DE DEUS

     Mas, conforme o profeta Eliseu falou, aconteceu. Um menino nasceu naquela casa, cresceu, e certo dia, quando visitava o campo de seu pai, sentiu-se mal, foi enviado de volta para sua mãe, e algumas horas após a angustiante luta daquela mulher em manter acesa a chama da vida de seu único e amado filho, ela viu a criança desfalecer e morrer nos seus braços.
       De repente aquela rica mulher viu-se pobre, miserável. Ali estava ela derramando silenciosamente suas lágrimas sobre o corpo daquele filho que ela não pedira a Deus, porque talvez, na sua humildade, ela tivesse medo de não o merecer, pois já fazia muito tempo que era casada e não tinha filhos. Ela sequer ousaria pedir aquilo que Deus talvez tivesse resolvido nunca lhe dar.
       Mas o Senhor, atendendo a intercessão do profeta Eliseu, deu-lhe aquele filho. Ele chegara naquela casa como uma não mais esperada e suave canção, como um fruto que brotara de plantas já consideradas estéreis pela velhice.
        Mas agora aquele filho se fora, e o que era promessa de risos, de contentamento, de um futuro coroado pela companhia de um belo filho homem que lhe traria uma nora e netos, agora se resumia em abandono, em silêncio e separação.
EM BUSCA DO SOCORRO DE DEUS NO ALTO DO MONTE CARMELO

     Reunindo o que ainda lhe restava de forças, a sunamita abraçou o corpinho do seu filho, subiu até o quarto do profeta Eliseu e o colocou sobre a cama onde o homem de Deus costumava descansar. Em seguida fechou a porta e saiu à sua procura.
        Certamente aquela foi a mais terrível prova que aquela mulher já passou em sua vida. Mas a sua fé em Deus a sustentou durante aquela turbulenta, angustiada e ao mesmo tempo esperançosa viagem. O Deus da força e da consolação a esperava no alto do monte Carmelo.
       Você também tem um monte Carmelo em sua vida? Você sabe como chegar a ele? Você conhece esse lugar de refúgio? Você costuma visitá-lo? Seja qual for o motivo pelo qual você está indo buscar uma resposta no monte Carmelo, no monte da oração, lembre-se que esse é o lugar predileto dos profetas, das sunamitas, dos homens de Deus, das mulheres de Deus, dos jovens de Deus, dos Elias e Eliseus de Deus.
       O monte Carmelo é o lugar onde resolvemos clamar pelo socorro de Deus. Pode ser qualquer lugar, desde que nele resolvamos orar a Deus por sua ajuda. Por maior que seja a dificuldade e o desafio que tenha levado você a subir o monte Carmelo, saiba que lá costuma cair fogo do céu para queimar o holocausto de Elias confiantes em Deus.
      Lembre-se que o próprio Deus costuma descer ao monte Carmelo para confortar corações despedaçados, ou confundir profetas de Baal que por acaso estejam perseguindo e desafiando os servos de Deus.
QUEM ERA O MARIDO DA SUNAMITA
     E quanto ao marido da sunamita, estaria tudo bem com ele? Ela disse que sim, porque certamente já o havia entregue nas mãos do Senhor, e para quem está nas mãos do Senhor vai tudo bem, principalmente quando se foi entregue nas mãos de Deus por uma esposa de oração.
       Aquele homem era muito rico, mas distraído e indiferente para com a família e para com as coisas de Deus. Quando o seu pequeno filho sentiu-se mal durante a visita que fez para ver os homens colhendo trigo em sua grande propriedade, ele sequer teve a preocupação de conduzir a criança de volta aos cuidados de sua mãe. Mandou que um dos empregados fizesse isso, e continuou envolvido com os detalhes da colheita.
       E quando sua esposa mandou chamá-lo para pedir que ele liberasse um dos seus funcionários para ir com ela ao monte Carmelo onde estava o profeta Eliseu, aquele homem sequer perguntou como estava o filho, e ainda estranhou o fato de a esposa estar indo em busca do homem de Deus naquele dia, pois não era lua nova nem sábado.
        E o que foi que a sunamita respondeu ao seu marido, àquele homem insensível e materialista, que só se lembrava de Deus em determinadas datas e durante cerimônias ritualísticas e mortas? “Vai tudo bem”, pois a tua vida, o teu coração, o teu apego aos bens materiais, tua displicência paternal, e tua frieza espiritual estão entregues nas mãos de Deus. E Deus fará com que tudo vá bem em tua vida. AS CINCO LINGUAGENS DO AMOR

     Um dos maiores conselheiros matrimoniais dos Estados Unidos, Pr. Gary Chapman, descobriu que só existem cinco maneiras de nós expressarmos nosso amor para com as pessoas a quem amamos. E cada ser humano é especialmente sensível a uma única dessas cinco linguagens do amor. São elas: Formas de servir, toque físico, palavras de incentivo, recebimento de presentes e qualidade de tempo.
       A primeira linguagem do amor, as formas de servir, explica o fato de haver muitas esposas que só se sentem verdadeiramente amadas se o marido lhes ajudar em casa, realizando algumas tarefas domésticas, como lavar os pratos, dar banho nas crianças, varrer a casa, botar o lixo fora.
       Há outras que só se sentem amadas quando recebem presentes, outras, quando ouvem palavras de incentivo ou de reconhecimento de seu valor, sua beleza e importância dentro do lar; outras são ultra-sensíveis às expressões de amor que têm como base o toque físico, e outras só acreditam que são verdadeiramente amadas quando o marido reserva sempre para elas uma parcela diária do seu tempo, para conversarem e ficarem juntos.
       Você sabe qual é a linguagem de amor da pessoa que você ama?      
       A linguagem que o marido da sunamita usava para expressar o seu amor a ela era a linguagem das formas de servir. Porém, sua esposa e seu filho esperavam que ele um dia utilizasse a linguagem correta para alcançar os seus corações: a linguagem da qualidade de tempo.
        O tempo que aquele pai e esposo dedicava à família era mínimo. Ele vivia a maior parte do seu tempo no campo, ocupado com seu trabalho, com seus negócios, e pouco parava em casa. Por isso, por mais esforços que empregasse trabalhando para o bem-estar da família, a esposa e o filho sentiam-se sempre colocados em segundo plano.
A SITUAÇÃO DO FILHO DA SUNAMITA
     E quanto ao filho da sunamita, estaria mesmo tudo bem com ele? Sim. Porque ele estava bem com Deus. Enquanto sua mãe atravessava os vales e campinas que separam Suném do monte Carmelo, o menino continuava deitado e imóvel sobre a cama do profeta, exatamente como sua mãe o deixara. Seu corpo já estava bem frio, gelado.
       Aqueles pequenos pés que horas antes haviam caminhado por entre as plantações de seu pai, agora jaziam ali, paralisados. Seus lábios infantis já não pronunciavam palavras de solicitude e carinho dirigidas à sua mãe. Seus olhos haviam perdido todo o brilho, e estavam agora fechados para sempre.
       "Menino, vai bem contigo?” E ele poderia nos responder:
        “Sim, vai tudo bem, porque estou sendo levado pelos anjos para brincar nos jardins celestiais do meu Rei.”
        Mas tua mãe te quer de volta, menino. Quer te ver de novo ágil, belo, sorridente e saltitante dentro de casa. Ela está indo ao encontro do homem de Deus para pedir por tua vida. Menino, mesmo sentindo o coração despedaçado, e tendo os lábios em constante oração e os olhos inundados de lágrimas por tua causa, tua mãe ainda encontrará forças para dizer a Geazi que vai tudo bem contigo”, Habacuque 3.17-19.
 DIANTE DO HOMEM QUE FALAVA DIRETAMENTE COM DEUS
     Após responder a Geazi e ver o profeta que se aproximava, a sunamita correu, lançou-se aos seus pés e chorou.
        A atitude daquela mulher naquele momento foi outra grande lição que ela nos deixou. Ela não foi buscar socorro no lugar errado ou junto a pessoas erradas. Ela não se dirigiu ao monte da murmuração ou ao monte do desespero, e sim ao monte da oração, da fé e da misericórdia de Deus.
       Não perdeu tempo com pessoas que não podiam ajudá-la. Disse ao marido: “vai tudo bem”, ao perceber sua incredulidade. Disse também ao servo do profeta: “vai tudo bem”, quando sua percepção espiritual a fez entender que aquele rapaz nada podia fazer para ajudá-la.
        Mas quando a sunamita viu-se diante do profeta, o representante do Deus Todo-poderoso, ela lançou-se aos seus pés e chorou amarguradamente. “A sua alma está triste e amargura”, disse Eliseu (v.27), “e o Senhor mo encobriu e não mo manifestou.”
        Os fatos que ocorreram deste ponto para frente provam que o poder de operar maravilhas e profetizar não eram de Eliseu, mas pertenciam ao Senhor. Não estava no cajado ou no bordão de Eliseu, símbolo de sua autoridade profética, mas tão-somente no Senhor, pois se o poder de Eliseu estivesse no seu cajado, Geazi teria ressuscitado o menino, conforme tentou, mas não conseguiu (v.31).
        Acima de tudo, o poder que se manifestava através de Eliseu não era propriedade de Eliseu, pois ele precisou orar muito e aquecer o menino com o calor do seu próprio corpo, para finalmente aquela criança voltar à vida e ser entregue à sua mãe (vv.36,37).
        A sunamita recebeu a sua bênção. Você também pode receber a sua. Vai bem contigo? Como estão suas visitas ao monte Carmelo?
JOSÉ, VAI BEM CONTIGO?

     O monte Carmelo do jovem José foi o poço escuro e úmido da inveja, da traição e do abandono onde os seus irmãos o jogaram, e a prisão de onde ele foi atirado anos depois, após ser caluniado por uma mulher adúltera.      Mas tanto no poço como na prisão, José falou com o Deus do seu bisavô Abraão, do seu avô Isaque e do seu pai Jacó, e Deus ouviu a oração daquele moço, retirando-o do poço da traição e de trás das grades da calúnia, para transformá-lo em governador do Egito.      “José, vai bem contigo?”  
       “Sim, vai tudo muito bem, porque o Senhor ensinou-me a transformar esse poço e essa prisão em um monte Carmelo onde eu posso alegrar-me e renovar minha fé em suas promessas para minha vida.” 
      Se você, caro jovem, está se sentindo dentro desse poço, eleve os seus olhos e a sua oração até Deus, e ele transformará esse lugar de humilhação em um lugar aprazível e frutífero, em um monte Carmelo. DANIEL, VAI BEM CONTIGO?

     O monte Carmelo para o profeta Daniel foi a cova dos leões, onde ele foi atirado pela inveja e a perseguição dos príncipes e administradores do rei Dario, da Babilônia.
       Se você atualmente está se sentindo como que vivendo no meio de animais ferozes e ameaçadores, que rondam e rugem ao seu redor no seu local de trabalho, onde você estuda ou onde mora, saiba que o Deus que ouviu a oração de Daniel na cova dos leões, está pronto para enviar um anjo que fechará a boca dos leões e castigará aqueles que perseguem você.      “Daniel, vai bem contigo?”
        “Sim, vai tudo muito bem, porque Deus transformou para mim essa cova de leões em um monte Carmelo.” SADRAQUE, MESAQUE E ABDENEGO, VAI BEM COM VOCÊS?

     O monte Carmelo para os jovens Sadraque, Mesaque e Abdenego foi a fornalha de fogo onde foram atirados pelos soldados do rei Nabucodonosor.
       Se você é um jovem de oração e resolveu não adorar nem se ajoelhar diante de estátuas de ouro, mas só adorar o verdadeiro Deus, e por isso foi jogado dentro da fornalha de fogo da perseguição e do preconceito religioso, prepare-se para ser surpreendido pela presença de Jesus dentro dessa fornalha.      “Sadraque, Mesaque e Abdenego, vai bem com vocês?”
        “Sim, vai tudo bem. E ficou bem melhor ainda quando descobrimos que o Filho de Deus costuma descer para conversar e passear com jovens perseguidos e lançados dentro de fornalhas de fogo por terem permanecido fiéis a ele, e retirá-los de dentro delas.”
JONAS, VAI BEM CONTIGO?

       O monte Carmelo para o profeta Jonas foi o ventre de um grande peixe onde ele foi parar após desobedecer a ordem de Deus. Jonas negou-se a seguir para Nínive e ali entregar a mensagem de Deus conclamando os ninivitas ao arrependimento. 
       O profeta discordou da misericórdia de Deus, mas foi aquela mesma misericórdia que desceu e o alcançou no mais profundo abismo.
      Dentro do ventre daquele grande peixe, naquele local escuro, viscoso e mal-cheiroso, o profeta Jonas falou com Deus, o Deus que pode todas as coisas, o Deus que desce aos lugares inimagináveis, o Deus que ouve a súplica dos que estão dentro do abismo do desespero e da angústia. (Jn 2.1-10). O estômago daquele animal, aquele abismo terrível, foi transformado para Jonas no monte Carmelo da misericórdia de Deus.
        “Jonas, vai bem contigo?”      “Sim, agora está tudo bem comigo, porque Deus desceu até o lugar onde eu estava e resolveu transformar esse escuro abismo, fruto da minha desobediência, da minha falta de fé e da minha falta de visão espiritual, em um monte Carmelo de misericórdia e livramento.”
CONCLUSÃO:
     Prezado leitor: Não sei qual será exatamente o lugar que Deus vai ter que transformar em um monte Carmelo na sua vida, e nem sei exatamente o tipo de lugar que você vai ter que considerar um monte Carmelo para falar com Deus.
        Porém, jamais se esqueça disto: O Deus que ouviu a sunamita naquele momento de angústia plena, o Deus que ouviu José naquele poço da traição e naquela prisão da calúnia, o Deus que ouviu Daniel na cova dos leões, o Deus que ouviu Sadraque, Mesaque e abdenego na fornalha de fogo ardentíssimo, e o Deus que ouviu Jonas lá no ventre daquele grande peixe, pode ouvir você.
       Esteja onde você estiver, considere-se como e onde se considerar, Deus pode fazer do lugar de provas e lutas em que você está, um local de plenitude, um lugar frutífero de respostas absolutas, maravilhosas, plenas de bênção e paz. Ele pode fazer da sua vida, da situação que mais lhe incomoda e fere, um monte Carmelo de socorro do Céu e bênçãos.
Jefferson Magno Costa


3 comentários:


Inajá Martins de Almeida disse...
Pastor Jefferson Lindas e encorajadoras as palavras. Para mim uma das passagens muito significativas na Palavra de Deus. Um dia a encontrei e ela me falou forte ao coração. Sentada à mesa, enquanto lia o texto, lápis e papel podiam acompanhar o pequeno alinhavo que minha mão tecia. Há pouco chegara da igreja, onde fora depositar meus anseios, minhas dores aos pés do profeta - um jovem pastor que apenas me olhara e não esboçara palavra alguma, mediante minhas lágrimas. Saia dali confortada com aquele olhar e percebia que tudo estava bem comigo, como o estava com sunamita. Aos poucos minha mão percorria o papel e declinava as linhas, formatando o texto, momento em que eu podia me ver envolvida àquela e a tantas mulheres solitárias. http://momentodeler.blogspot.com/2010/02/mulheres-sunamitas.html. Estávamos em janeiro de 2006. Minha mãe havia falecido pouco tempo antes, agora o filho - único filho - seguia seu caminho para constituir sua própria família. A mim Deus reservava outra missão, a qual não conseguia entender bem naquele momento - apenas chorava. Mas como o pranto dura uma noite, raios de sol iluminaram minha manhã e cá estou eu a escrever. Obrigada pela magnífica leitura. Sou grata a Deus por este encontro, pelas palavras de sabedoria que Ele o capacita a postar neste precioso espaço. Um forte abraço e que as bênçãos de Deus permaneçam mais e mais em sua vida, para que possamos ser abençoados na mesma proporção. Inajá Martins de Almeida
Jefferson Magno Costa disse...
Prezada irmã Inajá Martins, se a irmã passou por experiências semelhantes à da Sunamita, sabe muito bem o valor de dispormos de um monte Carmelo ao qual podemos subir para clamar a Deus por socorro. Nós, os que servimos ao Senhor, temos o privilégio de dispor desse monte Carmelo da oração. Estou visitando e lendo os artigos do seu blog momentodeler.
Inajá Martins de Almeida disse...
Pastor Jefferson Voltei ao artigo e li também nossa troca de mensagens. Nesses últimos dias, meu marido me presenteou com um magnífico livro - "Os três campos de batalha" de Francis Frangipane, o qual já completamos o primeiro estudo. Sim, não é uma simples leitura mas um estudo realmente. Minha felicidade contudo é saber que Jesus está no barco e a tempestade não nos consome. O espírito de Jezabel que paira no ar, querendo destruir como fogo devastador, a golpes baixos, pode até nos levar a caverna, mas de lá nos faz retornar mais avivados. É como tenho me sentido: as lutas vem, mas jamais me aparto da presença de Jesus em minha vida. Tuas mensagens sempre nos encorajam a prosseguir a caminhada. Que Deus o capacite na Obra que Ele planejou para ti. Obrigada sempre 

ELA QUERIA APENAS SUA BÍBLIA DE VOLTA

Jefferson Magno Costa

   

ELA FOI MORTA COM UM TIRO SÓ PORQUE PEDIU QUE O ASSALTANTE DEVOLVESSE SUA BÍBLIA

 Estamos em maio de 2015 e esta cena se repete dia a dia. Lembra?
Ela era apenas uma jovem evangélica que morava no bairro do Rio Comprido, nessa cidade que virou um comprido rio de insegurança e medo, a metrópole mais ensolarada e maravilhosa do mundo, mas também a mais tenebrosa e violenta cidade desse Rio que faz correr sangue de janeiro a dezembro.
     Era apenas uma jovem cheia de sonhos, cheia de medo, cheia de risos; uma jovem que falava inglês e espanhol e ia aprender francês, pois queria ser diplomata; que morava nesse Rio de pânico, nesse Rio de incertezas, na insustentável leveza dos seus 25 anos, estudante de Administração, estagiária da Caixa Econômica Federal, leitora entusiasmada da Bíblia.
     Era uma jovem evangélica, membro de uma das congregações da Assembléia de Deus na Penha, que se mudara de Vila Cruzeiro para o Rio Comprido, na suposição de que lá seria um bairro mais tranquilo.
     Era uma noite de domingo, dia seguinte ao aniversário de Karla Leal dos Reis. Uma noite em que alguns filhos de Belial saíram pelas ruas mal-iluminadas do Estácio – bairro vizinho ao local onde, alguns dias antes, a maior legião de demônios comandou invisivelmente a festa que é chamada, por quem não teve o marido, o filho, a filha ou a esposa alcoolizados, drogados, prostituídos ou mortos, de o “maior espetáculo da terra”, o Carnaval.
     Era uma noite de domingo em que três filhos de Belial, com os olhos injetados de sangue, as mãos crispadas de ódio, saíram para esquadrinhar as trevas em busca de almas inocentes e indefesas.
    
Naquele que seria o último domingo de Karla, ela e sua família desceram de um ônibus no bairro do Estácio, e caminharam para o bairro do Rio Comprido. Suave era a noite que se apossara da Cidade Maravilhosa, mas infiéis e tenebrosos os seus caminhos. Filhos de Belial caminhavam naquela direção.
     Karla caminhava com o coração transbordando de paz, dessa doce e célica paz que só Jesus pode dar, essa paz que Ele mesmo proporcionou aos seus discípulos e a nós, que o amamos e servimos, quando disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (João 14.27).
     Essa é a paz que milhões de moradores da cidade do Rio de Janeiro desconhecem; a paz que os filhos de Belial desconhecem; paz que transborda paradoxalmente e em plenitude até no interior de casebres situados nas sub-humanas periferias do Rio, onde moram pessoas simples, mas que têm Jesus entronizado e reinando soberano em seus corações.
     Os filhos de Belial se aproximaram da moça que caminhava com os pais e anunciaram um assalto. Ela era uma estudante, com seu coração de estudante; seu pai, um porteiro, com seu coração de pai; sua mãe, uma comerciária, com seu coração de mãe. Dentro de instantes o coração de ambos será traspassado ao verem a filha ser baleada e morta diante deles.
     Os filhos de Belial pegaram todos os pertences das vítimas. Dentro da bolsa, que foi para as mãos ensanguentadas e sujas de um deles, estava o crachá e a Bíblia de Karla. Ela era uma estagiária, e uma evangélica que amava a Palavra de Deus. Pediu de volta o seu crachá e sua Bíblia. O crachá de estagiária dava-lhe a esperança de um dia tornar-se funcionária da Caixa Econômica Federal; a Bíblia ensinava-lhe o caminho da eternidade com Deus, e dava-lhe a certeza de que um dia se tornaria cidadã do Céu.
    O filho de Belial devolveu-lhe a Bíblia, e quando Karla abraçou o livro insubstituível e virou-se para ir embora, um tiro na nuca mudou a trajetória de sua viagem. Agora Karla não iria mais para o Rio Comprido. Agora atravessaria o Rio Jordão, rumo à Jerusalém celestial.
     Adeus, Karla. Nós abominamos a maneira brutal como sua vida foi prematuramente ceifada. Não só abominamos, como também cremos que só a mensagem de Jesus Cristo pode transformar filhos de Belial em filhos de Deus, e parar esse tsunami de violência que se tem abatido sobre o Rio de Janeiro.
     Capital da violência, os teus pecados já não te deixam ser aquela cidade maravilhosa de tempos idos. Os teus encantos mil estão ameaçados por essa atual geração de filhos sanguinários, filhos de Belial, que espalham por tuas ruas, teus morros e tuas praças a insegurança e o medo, e ensanguentam tua bela paisagem.
     Capital da violência, tu não terás mais o sorriso de Karla, os sonhos de Karla, os filhos de Karla que não nasceram, as palavras apaixonadas que Karla diria ao esposo que ela não teve, mas que a amaria e a faria feliz. Tu não és digna deles. Ela tornou-se agora moradora da Jerusalém eterna, e como uma diplomata celestial, passou a viver entre os anjos e os bem-aventurados servos do Senhor, que já alcançaram a altíssima paz.
     Nós, seus irmãos evangélicos, jamais a esqueceremos, Karla. E um dia nos encontraremos. Descanse eternamente na companhia de Deus.
Jefferson Magno Costa

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