quinta-feira, 12 de agosto de 2010

JESUS: LIÇÕES DE SUA HUMILDADE

Jefferson Magno Costa
          O Filho de Deus, quando adulto, declarou que não tinha onde reclinar a cabeça, e quando criança, coube em uma gruta onde se abrigavam animais. E tu edificas palácios luxuosos e magníficos para abrigar tua vaidade.
     O Criador dos anjos, quando esteve reclinado no presépio, foi coberto por panos humildes, e tu, que foste criado do barro, e não passas de um escravo que o Senhor Jesus remiu, cobre-te de ouro e púrpuras.
     Que coisa mais escandalosa ver que, enquanto o Deus do céu apresentou-se entre nós tão pequenino, tu queiras ser grande? E que coisa mais espantosa ver que, enquanto a Majestade do Céu se encolhe, o bichinho da terra se inche? (...)


O QUANTO JESUS SE ESVAZIOU DA SUA GLÓRIA PARA NASCER ENTRE NÓS
     No Evangelho de Lucas, temos o mais rico e ao mesmo tempo o menor versículo biográfico sobre Jesus (2.21).
     Nesse versículo, temos a eternidade do Verbo reduzida a oito dias; temos a grandeza e a imensidade de Deus reduzida ao corpinho de um Menino; temos o preço infinito do sangue de Cristo, que será futuramente derramado, reduzido às poucas gotas de sangue do golpe da circuncisão; e temos todos os nomes do próprio Senhor, que são inumeráveis e incompreensíveis, reduzidos a um só nome: Jesus. 


     (Trechos do Sermão do Nascimento do Menino Deus, pregado no Colégio dos Jesuítas, na Baía, em data incerta. Foi o primeiro sermão pregado por Antônio Vieira, que devia estar com menos de 25 anos de idade.)

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