segunda-feira, 19 de abril de 2010

JESUS, O NOSSO DEUS MISSIONÁRIO

Jefferson Magno Costa
     Plantar a semente de Vida Eterna nos corações; não impressionar-se com a aridez do solo, a agudeza das pedras, a altura das montanhas e a profundidade dos vales, o rigor do sol e a inclemência dos ventos e da chuva, é dever de todos nós, discípulos de Jesus; nós, que custamos a dor e o precioso sangue do Filho de Deus.
     Nosso Senhor Jesus Cristo é um Deus missionário. Ele veio ao mundo para resgatar a todos nós para Si. O pastor norte-americano D. T. Nils disse certa vez que o ato de evangelizar “é um mendigo contando a outro onde encontrar pão”. Conscientizados de que, como cristãos, nosso maior dever é falar do amor do Filho de Deus ao mundo inteiro, apresentaremos a seguir, como contribuição ao trabalho de Missões nas igrejas, alguns poemas de temática evangelístico-missionária.

SALMO
Murilo Mendes

Ó Tu que mandaste um serafim
purificar os lábios de Isaías com um carvão ardente,
limpa meu coração de todo desejo impuro.
Imprime em mim Tua cruz que desconhece limites.
Faze com que eu renegue a ciência do mundo.
Apaga em mim o encanto pelas conquistas do tempo.
Inspira-me para que eu possa inspirar os outros.
Digna-Te descer a todo instante na minha alma.
Cairão fábricas, palácios e choupanas;
cairão museus, teatros, bibliotecas,
os poetas e os falsos salvadores do mundo.
Mas um anjo de asas unindo o universo de ponta a ponta
levará Tuas palavras até o fim do mundo e por toda a eternidade.

POEMA LIDO NOS MEUS OLHOS
Jefferson Magno Costa

Outros antes de mim
empunhem armas e lutem,
arem a terra,
governem os povos,
busquem a imortalidade
na página, na pedra,
na carne, na tela,
no vento.
 Quanto a mim,
tentarei despertar nos homens
o pensar na vida eterna,
o desejar conhecê-la e possui-la,
estabelecer a necessária conversação
entre eles e Deus.

Ao sol, sob os ventos, semeando nos corações,
pelo Caminho Eterno irei,
questionando o amor, a morte e a vida
irei, rumo ao país da Perpétua Aurora.
E isto é tudo.

SÚPLICA
Emílio Moura

Os inquietados, os loucos, os que ainda
não Te descobriram, e os que nada compreendem,
os que pararam e os que jamais tentaram a grande jornada,
todos eles, Senhor, estão comigo neste momento.
Comigo estão todos os que perderam a grande partida.
Comigo estão, Senhor, todos os que Te deixaram
e os que não souberam amar-Te.
Comigo estão os que não Te amam nem Te compreendem,
os que te negam porque são felizes,
e os que te negam por que são infelizes.
Senhor, todos eles estão agora
na minha insônia e na minha desolação, como a presença
da morte está na máscara dos que nada esperam.
Matai-os em mim, Senhor.


CONFISSÃO
Benedita de Mello Amaral
(poetisa cega)

De cem ovelhas, cada qual mais branca,
apenas eu fui que saí fugida;
e feia e triste e desgarrada e manca,
hoje confesso que fiquei vencida.

Agradecendo a quem me deu guarida
e, quando pode, o meu gemido estanca,
prossigo ainda bendizendo a vida,
esperançosa, resoluta e franca.

Pastor do Céu que todo o bem promove!
Deixei-te perto e me perdi além!
É noite escura, relampeja, chove.

Vem compassivo procurar-me, vem!
Ao teu rebanho de noventa e nove,
deixa que eu volte a completar as cem!

Jefferson Magno Costa

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