sábado, 5 de fevereiro de 2011

INVEJA: O INVEJOSO CONDENA ATÉ AS NOSSAS BOAS OBRAS


Jefferson Magno Costa


     No julgamento de Deus, as nossas boas obras nos defendem; no julgamento dos homens, o maior inimigo que temos são as nossas boas obras.
     Se procurarmos na Bíblia alguns exemplos do julgamento dos homens, comprovaremos essa verdade.
     O primeiro ser humano condenado no julgamento dos homens foi Abel. E por que ele foi condenado? Por que o seu sacrifício agradou mais a Deus do que o de Caim. Que crime terrível, não?
     Se Abel fosse igual a Caim, teria durado muito mais tempo sobre a face da terra. Mas ele não era igual a seu irmão. Não há maior crime no mundo do que ser melhor.
     Por diversas vezes Saul desejou a morte de Davi, e ele mesmo tentou tirar a vida do grande salmista de Israel, intencionando encravá-lo na parede com uma lança:
     “E aconteceu ao outro dia que o mau espírito da parte de Deus se apoderou de Saul, e profetizava no meio da casa: e Davi tangia a harpa com a sua mão, como de dia em dia: Saul, porém, tinha na mão uma lança. E Saul atirou com a lança, dizendo: Encravarei a Davi na parede. Porém Davi se desviou dele duas vezes” (1Sm 18.10,11).
     E que crime Davi havia cometido para despertar deste modo a ira do rei Saul? O crime de ter o seu nome usado na letra de uma música que as mulheres cantavam pelas ruas de Jerusalém, na qual Davi era declarado maior guerreiro que Saul:
     “E as mulheres tangendo, se respondiam umas às outras, e diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi aos seus dez milhares. Então Saul se indignou muito, e aquela palavra pareceu mal aos seus olhos, e disse: Dez milhares deram a Davi, e a mim somente milhares: na verdade, que lhe falta, senão só o reino?” (1Sm 18.7,8).
     Davi passou a ser alvo desse elogio das mulheres após ter derrubado o gigante Golias, e depois que o próprio Saul o colocou como líder dos seus soldados e o enviou em missão de guerra contra os filisteus (1Sm 17.48-50; 18.5).
     O gigante foi derrubado pela pedra da funda de Davi; e Davi foi derrubado pelo elogio do cântico das mulheres.
     Eis aqui porque Davi preferiu cair nas mãos de Deus e ser julgado por Ele, e não cair nas mãos dos homens e receber deles a sentença (1Cr 21.13).
     Podemos nos ajoelhar diante de Deus cheios de pecados e sair de sua presença perdoados e absolvidos. Porém, mesmo que ao julgamento dos homens compareçamos confiadamente levando todos os nossos méritos e virtudes, sairemos dele repreendidos e condenados.
     No julgamento de Deus pecados são perdoados como fraquezas; no julgamento dos homens, o heroísmo, a coragem, qualquer talento ou qualquer virtude são condenados como crimes ou pecados.
     (A.V. Trecho do Serm. Seg. Dom. do Adv. S/d, s/loc.).Jefferson Magno Costa

5 comentários:

  1. Olá pr. Jefferson, graça e paz!
    Mais uma vez volta a comentar
    em uma postagem do seu blog,
    faço uso de mais um pensamenta que diz:

    "Se você não costuma valorizar aquilo
    que é de outrem, certamente o invejas"

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  2. Pensamento corretíssimo, caro pastor e amigo Levi. Todo invejoso tem a mesma cara e as mesmas atitudes em qualquer lugar do mundo.

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  3. A inveja é uma doença do incompreendido, por si mesmo, imprime ao próximo em forma de desvios, a sua própria insensatez

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  4. Sim, prezado irmão Elvio, a inveja é realmente uma doença. O invejoso sofre menos ao contemplar sua derrota do que sofre ao contemplar nossa vitória. Dói menos para ele perder um braço do que ver que botamos um anel de brilhantes no dedo.

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  5. Olá Pr Jefferson,sou o presb, William da dupla William e Esther,levitas da casa do Senhor,como estou aprendendo com suas msgs,que deus possa abençoar cada vez mais o seu ministério,concordo com todas elas e leio com a maior atenção,Deus abençoe o seu ministério!

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