quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

GRATIDÃO: JAMAIS DEVEMOS ESQUECER DE ONDE VIEMOS


Jefferson Magno Costa
     Antes de Adão ser formado por Deus, ele não era nada. E mesmo quando Deus o formou, ele não passava de uma estátua de barro deitada no chão. O Senhor então soprou o fôlego de vida em suas narinas, e Adão colocou-se de pé e tornou-se um homem.
     Logo após ter sido criado, Adão foi extraordinariamente abençoado por Deus, recebendo de Suas mãos três domínios: o domínio da terra sobre todos os animais, o domínio do ar sobre todas as aves, e o domínio do mar sobre todos os peixes (Gn 1.26).
     Em toda a história da humanidade, nenhum outro ser humano seria alcançado por tantas bênçãos ao mesmo tempo. O correto seria concluirmos que Adão jamais poderia pensar que alcançaria uma posição maior nem melhor do que a alcançara por dádiva de Deus.
     Porém, nem Adão nem sua mulher pensaram assim. Não ficaram satisfeito com o que receberam, e pretenderam mais. E o quê ambicionaram? Nada menos que ser como Deus. Foi isso o que a serpente prometeu a eles, e eles se deixaram invadir por essa soberba ambição: “...e sereis como Deus...” (Gn 3.5).
       É certo que antes de Adão e Eva, Lúcifer já ambicionara ser igual ou maior que Deus, e isto foi o que o fez cair do Céu. Mas na terra, haveria  outra ambição tão grande quanto esta de uma criatura querer se igualar em conhecimento e poder ao seu Criador?
     Anteontem nada, ontem barro, hoje homem, amanhã Deus? Será se Adão não se lembrava do que era ontem, ou do que era anteontem? Quem ontem era barro, não se contentará de ser hoje homem, e o primeiro e mais poderoso de todos os homens?
     Quem anteontem era nada, não se contentará em ser o mais importante de todos os seres sobre a terra, e mandar em tudo?
     Não, porque já naquela época Adão era como hoje são muitos de seus filhos, que saem, como ele, do barro e do nada do qual foram criados, e jamais param de querer ser sempre algo muito maior do que conseguem ser.
     Mal criados, e maus criados. Por isso são descontentes e ingratos, quando deveriam estar muito contentes e agradecidos. E a razão disso é que não consideram o que são, nem se lembram do que foram.
     (A. V. Serm. Terc. Quar-Feir. Quares. Cap. Real 1669)
     Jefferson Magno Costa



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