terça-feira, 12 de outubro de 2010

POR QUE CREIO NA VIDA ETERNA

Jefferson Magno Costa
     Não há situação mais lamentável e triste do que a de uma pessoa que acredita que seu corpo, sua alma e seu espírito serão totalmente aniquilados após a morte.
     Assim pensava o filósofo inglês Bertrand Russel. Ao escrever seu livro Por que Não Sou Cristão, o filósofo expressou o pensamento de milhões de pessoas que, como ele, confessaram-se resignadas ao caminhar para a morte com a convicção de que morrer significava o aniquilamento total:
     “Acredito que, quando morrer, apodrecerei, e que nada do meu eu sobreviverá. Não sou jovem e amo a vida. Mas desdenharei tremer de terror ante a idéia do aniquilamento. A felicidade não é menos felicidade nem menos verdadeira por ter de chegar a um fim; tampouco o pensamento e o amor perdem o seu valor por não serem eternos.” (Por que Não Sou Cristão. Tradução de Brenno Silveira. São Paulo: Livraria Exposição do Livro, 1960, p. 24.)
      Foi certamente em um dia de pessimismo, amargura e negação de tudo que o ainda hoje muito lembrado (embora em vida tenha se esforçado para ser totalmente esquecido) poeta Manuel Bandeira – cuja obra poética, composta de 10 livros, e sobretudo suas humanamente ricas memórias literárias, intituladas Itinerário de Passárgada, eu li ainda adolescente – escreveu o poema A morte absoluta:





Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.
Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão – felizes! – num dia,
Banhadas de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.
Morrer sem deixar porventura uma alma errante...
A caminho do céu?
Mas que céu poderá satisfazer teu sonho de céu?
Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança de uma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento,
Em nenhuma epiderme.
Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem teu nome num papel
Perguntem: “Quem foi?...”
Morrer mais completamente ainda
– Sem deixar sequer esse nome.
(Estrela da Vida Inteira. (Poesias Reunidas). 8ª. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1980, pp 148,149).

      Em 1 Coríntios 15.19, o apóstolo Paulo nos alertou sobre a situação de miséria dos que esperam em Cristo só nesta vida: Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. E qual será a situação daqueles que não esperam em Cristo nem nesta vida nem na outra? Que futuro eterno terão os que morreram sem crer na existência de Deus?
      Somos forçados a reconhecer que há uma coragem tragicamente sinistra nesse caminhar do ateu fria e conscientemente para a morte, para o Nada, para (segundo ele) o aniquilamento total. Porém, esse comportamento é fruto da ignorância de que, crendo ou não crendo na existência de Deus, todos, após a morte, compareceremos perante Ele.
    Foi o que nos ensinou o autor da carta aos Hebreus (9.27): "...aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo"; e explanou magistralmente aos seus perseguidores o próprio Senhor Jesus, em João 5.28,29: "...porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação."
     Ressurreição, SIM. Reencarnação, NÃO. Foi o que Jesus ensinou. E quem tem mais poder e autoridade que Jesus para provar que Ele está errado? Chico? Kardec? Arigó? Nostradamus? Dilma? Doutor Fritz? Quem?
Jefferson Magno Costa

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