segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A IMPORTÂNCIA DE USARMOS A FÉ E A RAZÃO PARA CHEGARMOS AO CONHECIMENTO DE DEUS


Jefferson Magno Costa

             Biblicamente, a fé "é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem" (Hebreus 11.1). Teologicamente, ela significa a aceitação de algo como verdade, e essa verdade tem por fundamento o testemunho de Deus manifestado em um fato histórico. 
     A fé gera a confiança. Ela não é produto de um sentimento cego. Não é algo que não tenha nada a ver com provas, ou que a estas se oponha. A fé e a razão são os dois trilhos que nos conduzem à Verdade, ao conhecimento de Deus. 
     Cristo deixou bem claro que a nossa fé não pode ser cega: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8.32). Portanto, nós podemos alcançar o conhecimento de Deus pelo caminho da fé e pelo caminho da razão ao mesmo tempo. 
      Paulo fala em apresentarmos o nosso culto "racional" a Deus (Romanos 12.1). É o que devemos fazer.
     O teólogo Anselmo de Cantuária, no seu Monológio e Posológio, disse que o modo correto de agirmos no que tange ao relacionamento da nossa inteligência com a fé "é crermos nas coisas profundas da religião cristã antes de nos pormos a discuti-las com a nossa razão". 

     O crente deve conscientizar-se de que a fé não se opõe à razão. Crer é o primeiro passo que se deve dar no caminho em busca do entendimento. Nós cremos para poder compreender. 
     "A fé é o degrau da compreensão, e a compreensão é o prêmio da fé", disse Karl Barth no seu Comentário ao livro de Romanos. "Se não crerdes, não entendereis", é o que está escrito em Isaías 7.9, na tradução Septuaginta da Bíblia (do hebraico para o grego).
     Portanto, a fé é o caminho para o entendimento; é a condição indispensável para penetrarmos na revelação de Deus.  A ausência da fé torna impossível tanto agradarmos a Deus (Hebreus 11.6), como entendermos os seus mistérios.
     Além do mais, a Palavra de Deus não pode penetrar em uma criatura irracional. Para que alguém creia, é necessário que seja capaz de pensar. "Pereça a idéia de que devemos acreditar não termos necessidade de buscar uma razão para aquilo que cremos, porque, de fato, já não poderíamos crer se não tivéssemos almas racionais", observou Agostinho, esse ultraperspicaz estudioso das Escrituras, no seu inigualável livro sobre A Trindade.

     Quanto à fé, ela não é fruto da simplicidade supersticiosa; não é também uma simples impressão do sentimento religioso. Ela é o ato mais elevado da razão que, reconhecendo sua natureza finita e limitada no caminho da verdade, aceita aquilo que se encontra no terreno da revelação de Deus ao homem. 

     A fé em Jesus Cristo é, portanto, o ponto mais alto a que pode chegar a razão humana. Só nela o imenso desejo de conhecimento que há dentro do ser humano encontra a suprema elevação e a plenitude de sua busca, o espírito humano encontra o almejado descanso, e o coração, a paz.
     Em uma de suas cartas, Clemente de Alexandria, um dos maiores teólogos da Igreja Primitiva, declarou que os filósofos platônicos tinham pressentido a invisibilidade, a imutabilidade e a incorporabilidade da natureza divina, mas haviam desprezado o caminho que conduz a ela, porque lhes pareceu uma loucura o Cristo crucificado; por isso, não puderam chegar a Deus, que "é o santuário íntimo do repouso, tendo, porém, descoberto de longe a imensa claridade que ele derrama".


DEUS: O QUE OU QUEM ELE É?

     Quando estivermos falando acerca de Deus, ou quando ouvirmos alguém falar sobre ele, é bom sabermos que existem três diferentes maneiras de se imaginar qual é a posição de Deus com relação ao mundo.


DEÍSMO

     Certas pessoas afirmam que Deus está no mundo e é o seu Criador, mas não exerce domínio completo sobre ele. São os chamados deístas

     Eles estão divididos entre os que acham que Deus não pode intervir no mundo, pois quebraria as leis naturais (e produziria, assim, o milagre), e os que afirmam que ele não quer intervir no mundo: Deus criou tudo e em seguida abandonou a Criação à sua própria sorte, seria esta a definição mais simples do deísmo.
     (INCLUSIVE, UM CONHECIDÍSSIMO PASTOR REVELOU, PARA O ESPANTO DE MUITOS DOS SEUS SEGUIDORES, SER ESSA A OPINIÃO QUE ELE FAZ DE DEUS AO ESCREVER SOBRE O TISUNAMI QUE MATOU MILHARES DE PESSOAS NA INDONÉSIA E EM OUTROS PAÍSES. SEGUNDO ELE, DEUS, CERTAMENTE MUITO VELHO, SONOLENTO, DESTITUÍDO DE SUA ONIPOTÊNCIA E SENTADO NO SEU VELHO TRONO, NÃO PÔDE FAZER NADA PARA LIVRAR AQUELES PAÍSES DAQUELA TRAGÉDIA, RESTANDO-LHE UNICAMENTE ASSISTIR TUDO IMPOTENTEMENTE "NA ARQUIBANCADA" DO CÉU. E ESSE CAMARADA É CONSIDERADO POR MUITOS COMO UM GRANDE TEÓLOGO. DESSE NAIPE DE TEÓLOGO OU CRISTÃO, O DIABO TAMBÉM É, E VOLTAIRE TAMBÉM FOI). 
     Segundo essas pessoas, Deus, ou não se importa com o mundo e os seres humanos, ou suas mãos estariam amarradas pelas leis que ele próprio criou.
     Porém, a vida sobre a face da Terra e no Universo não é um jogo de forças que se sucedem sem ponto de partida ou de chegada. Não é uma viagem na incerteza, sem finalidade. Não. Tudo o que acontece no Universo é produto da vontade divina, projetada desde a eternidade, estabelecida e sempre sobre o controle de Deus. Não é o cego acaso que reina sobre o destino dos seres humanos, e sim a mão do Senhor. 

     O nosso Deus não é um Deus surdo e insensível, que habita em regiões inacessíveis, e entregou o universo ao acaso. Jesus Cristo, no capítulo seis do Evangelho de Mateus, descreve com expressão lírica o cuidado paternal dessa Providência divina que alimenta os pássaros e veste de esplendor os lírios do campo, que se preocupa com as coisas mais pequeninas, e muito mais com os homens, criados à sua imagem e semelhança.
     Os deístas se esquecem da fidelidade do Senhor em socorrer aqueles que nele confiam, conforme fala o salmista (Salmos

69.13; 121.2). "Eis que eu sou o Senhor, o Deus de todos os viventes; acaso haveria coisa demasiadamente maravilhosa para mim?" (Jeremias 32.27).


PANTEÍSMO

     Existe outra ideia errada acerca de Deus. É o panteísmo. Os panteístas dizem que tudo é Deus, todas as coisas são como pedaços dele: o sol, uma formiga, o homem, uma pedra, uma flor. 

     "Deus é como uma imensa folha de papel, rasgada em inúmeros pedacinhos" , seria o conceito panteísta, em sua forma mais simples. Os panteístas se esquecem de que Deus criou o Universo, mas é superior a toda a Criação. 
     "Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória" (Salmo 57.11). O evangelista João, vislumbrando na Ilha de Patmos essa superioridade do Deus Criador, escreveu: 
     "Tu és digno, Senhor Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir, e foram criadas" (Apocalipse 4.11).

TEÍSMO

     A afirmação da existência de um Deus pessoal e superior ao mundo chama-se teísmo. Os teístas afirmam não só que Deus existe, mas também que nos é possível conhecê-lo e demonstrar sua existência. Deus está em todo o universo como causa sustentadora dele, mas não é sujeito às suas forças, e sim superior. "Eis que os céus e os céus dos céus são do Senhor teu Deus, a terra e tudo o que nela há" (Deuteronômio 10.14).

     Deus é Espírito, e todo aquele que o adora deve adorá-lo em espírito e em verdade (João 4.24). Tudo quanto existe, só por ele subsiste: "Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos..." (Atos 17.28). Ele a tudo conduz, e exerce domínio sobre tudo, e não está sujeito a mudanças (Tiago 1.17). Deus é a verdadeira luz: vê tudo e conhece tudo. Sonda os arcanos mais profundos dos corações, nada lhe pode escapar. 

     O passado e o futuro, tudo lhe é presente. Ele é a luz que "...ilumina a todo o homem" (João 1.9). 
     "Deus é o Sol do mundo espiritual; se ele se esconder aos nossos olhos, tudo para nós será trevas. Se faz brilhar a sua luz em nosso espírito, a verdade se nos mostra em todo o seu esplendor, porque ele mesmo é a verdade por excelência", declarou certa vez Charles Spurgeon em uma de suas pregações.
     Graças à sua luz é que alcançamos todos os conhecimentos que podemos adquirir; é nele 
que os encontramos. Ele é o padrão eterno dos nossos pensamentos, dos nossos julgamentos, e das nossas ações.

ONDE DEUS ESTÁ?

     Os que têm procurado sedentamente a Deus estão divididos em quatro grupos, de acordo com o que pensam acerca do lugar onde Deus está.


DEUS "NO PRINCÍPIO"

     As mais antigas religiões da terra sempre consideraram Deus como o ser que deve ser procurado "para trás", ou seja, na origem de tudo, no Princípio, no ponto onde Ele começou a manifestar o seu poder sobre o mundo. Nas origens da Criação e no mistério do aparecimento do homem sobre a face da terra é onde Deus se revela, dizem essas antigas religiões.


DEUS "LÁ EM CIMA"

     Outras pessoas, como o filósofo grego Plotino, passaram a pensar em Deus como aquele que está "lá em cima", na mais alta de todas as regiões do Universo. Plotino dizia que o mundo desliza sempre para baixo, para o lado oposto onde Deus está, e o homem, só através da purificação avançará de volta para Deus e unir-se-á a ele.


DEUS "LÁ FORA"

     Outro grupo de pensadores tem admitido que Deus está sempre além dos nossos limites, está "lá fora". Ele é o Além sem fronteiras, fora do alcance de nossa compreensão.


DEUS "DENTRO DE NÓS"

     Devido ao avanço da ciência moderna, muitos pensadores passaram a afirmar que esse progresso científico tornou impossíveis e superadas as idéias de Deus "lá em cima" ou "lá fora". Ele está é "dentro de nós", na profundeza do nosso ser, é o nosso próprio fundamento. Não podendo ir "além", ou "para baixo", ou "para cima", o homem certamente poderá ir "para dentro", ou seja: para a profundidade do seu ser, onde Deus está à sua espera.

     Para o estudioso dos assuntos relativos a Deus, estas opiniões históricas sobre sua posição com relação à humanidade são úteis. Porém, segundo observou o teólogo suíço Karl Barth, talvez o maior valor dessas idéias seja mostrar que tudo quanto o homem pode dizer a respeito de Deus é confessar sua incapacidade de conhecê-lo através de seus próprios esforços. 

     Deus é insondável. "Ele é o abismo secreto, mas também a pátria escolhida que está no início e no fim de todos os nossos caminhos" (Giuseppe Riccioti. Con Dios y Contra Dios. Este livro reúne estudos de vários grandes teólogos. Versão e prólogo de Adolfo Munoz Alonso. Barcelona, Liv. Miracle, 1956, p. 536).
     Jesus Cristo é o mediador não só da nossa salvação, mas também de todo o nosso conhecimento de Deus. O pecado prejudicou grandemente no homem sua antiga semelhança com o Criador. Portanto, para que essa semelhança possa ser restaurada, é necessário um novo nascimento (João 3.3-6). 

     Só Jesus Cristo é capaz de recuperar para o homem sua antiga condição perante Deus, perdida no Éden.

O HOMEM DEVE UNIR-SE A DEUS

      Diante de tudo o que possamos vir a sabe sobre Deus, não devemos esquecer que por mais amplos e mais profundos que sejam os nossos conhecimentos, teremos apenas nos aproximado racionalmente do insondável abismo de luz que é Deus; nós o temos contemplado tão-somente de fora, da superfície. O mistério jaz à nossa frente, como um desafio.

      Todavia, temos certeza de que tudo o que nos foi revelado sobre Ele tem servido para nos conscientizar de que a grande finalidade da vida humana é buscar a Deus, é temer o seu nome e guardar os seus mandamentos (Eclesiastes 12.3). 

     Essa busca deve nos transportar para além do conhecimento estéril, e nos conduzir à fé. O crente sincero e temente ao Senhor deve buscar a face de Deus instruindo-se a respeito do Senhor e de suas perfeições (Salmo 105.4), sabendo, porém, que nenhum mortal terá de Deus um conhecimento direto, imediato e pessoal. Só a alma glorificada nos altos céus o verá face a face. 
     Unamos a nossa voz à do filósofo e teólogo francês Blaise Pascal, e façamos também nossa esta sua belíssima súplica:
      "Entra, Senhor, em nossos corações, e com o resplendor do teu santo fogo ilumina qualquer escuridão que haja em nós. Como excelente guia que és, mostra-nos o teu caminho nesse escuro labirinto; corrige as imperfeições de nossos sentidos... 

     "Mergulha-nos naquela fonte perenal de contentamento que sempre deleita e nunca farta, e a quem bebe de suas vivas e frescas águas proporciona o sabor da verdadeira bem-aventurança.
      "Tira de nossos olhos, com os raios de tua luz, a névoa da nossa ignorância, a fim de que não apreciemos mais formosura mortal alguma, e saibamos que as coisas que pensamos ser não são, e aquelas que não vemos, verdadeiramente são. 

     "Recolhe e recebe nossas almas, que a ti se oferecem; abrasa-as naquela viva chama que consome toda material baixeza, de maneira que, em tudo separadas do corpo, com um perpétuo e doce enlace juntem-se e se atem com a formosura divina; e nós, de nós mesmos separados, no Amado possamos nos transformar, e, sendo levantados dessa baixa Terra, possamos ser admitidos no convívio dos anjos, e sobretudo em Tua presença..." (Blaise Pascal. Pensamentos. Tradução de Sérgio Milliet. 2a edição, São Paulo, Abril Cultural, 1979, Artigo III, questão 194.)
 
Jefferson Magno Costa

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

EM 24 HORAS, 25 PROFECIAS MESSIÂNICAS CUMPRIRAM-SE EM JESUS CRISTO

Jefferson Magno Costa

     Do ano 1.000 ao ano 500 a.C., durante cinco séculos, portanto, os profetas do Antigo Testamento falaram sobre vários acontecimentos que ocorreriam na vida do Messias. Tudo o que eles profetizaram em um período tão longo e em uma época tão distante, cumpriu-se em Jesus Cristo, no curto período de 24 horas!
     Não havia como diversos homens, em um espaço de tempo de 500 anos, muitos deles não tendo conhecido uns aos outros, e vivendo em épocas diferentes, terem combinado e profetizado fatos minuciosos e interligados, e estes fatos, por uma simples casualidade, terem-se cumprido em Jesus Cristo.
     Não. NÃO HOUVE CASUALIDADE! As profecias cumpriram-se em Jesus Cristo porquê ele é o Salvador, o Messias que havia de vir. Nenhum outro homem na história teve sua vida, morte e – fato inédito – sua ressurreição previstos com tantos anos de antecedência, e com tanta riqueza de detalhes.
     E o mais assombroso e extraordinário é que ESSAS PROFECIAS SÓ TIVERAM O SEU CUMPRIMENTO EM ÚNICA PESSOA EM TODA A HISTÓRIA DA HUMANIDADE: JESUS CRISTO.

1a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA TRAÍDO POR UM AMIGO
     Cerca de 1.000 anos antes do nascimento de Jesus Cristo, o salmista Davi escreveu: “Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar” (Salmo 41.9). Trata-se de uma profecia que teria o seu comprimento na traição de Judas a Jesus Cristo.
     No Salmo 55, versículos 12 a 14, o salmista Davi torna a falar sobre essa traição: “Com efeito, não é inimigo que me afronta: se o fosse, eu o suportaria; nem é o que me odeia que se exalta contra mim: pois dele eu me esconderia; mas és tu, homem meu igual, meu companheiro, e meu íntimo amigo. Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos, e íamos com a multidão à casa de Deus.” Esse amigo foi Judas, traidor de Jesus.

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     “Falava ele ainda, e eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele grande turba com espada e cacetes, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo. Ora, o traidor lhes havia dado este sinal: Aquele a quem eu beijar, é esse prendei-o. E logo, aproximando-se de Jesus, lhe disse: Salve, Mestre! E o beijou. Jesus, porém, lhe disse: Amigo, para que vieste? Nisto, aproximando-se eles, deitaram as mãos em Jesus, e o prenderam.” (Veja também Mateus 10.4; João 13.21).

2a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA VENDIDO POR 30 MOEDAS DE PRATA
     Tendo iniciado o seu ministério profético 520 anos antes do nascimento de Jesus Cristo, o profeta Zacarias, inspirado pelo Espírito Santo, assim escreveu (Zc 11.12) na parábola do bom pastor (Jesus): “Eu lhes disse: se vos parece bem, dai-me o meu salário; e se não, deixai-o. Pesaram, pois, por meu salário, trinta moedas de prata.”

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     Jesus Cristo foi vendido aos seus inimigos por Judas Iscariotes pelo preço de 30 moedas de prata: “Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais sacerdotes, propôs: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata” (Mateus 26.15).

3a. PROFECIA: AS 30 MOEDAS SERIAM LANÇADAS NO TEMPLO
     Zacarias também profetizou sobre o que seria feito com esse dinheiro: “...Tomei as trinta moedas de prata e as arrojei ao oleiro na casa do Senhor” (Zacarias 11.13b).

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     Foi o que Judas fez: “Então Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se” (Mateus 27.5).

4a. PROFECIA: COM AS 30 MOEDAS SERIA COMPRADO O CAMPO DO OLEIRO
     Devemos observar que, segundo o profeta Zacarias, as moedas foram “lançadas ao oleiro”. Ora, segundo a concepção judaica, o oleiro era aquele profissional que criava artigos de pouco valor. Jesus Cristo seria vendido por um preço humilhante, e a desprezível quantia seria arrojada na Casa do Senhor, aos pés de um oleiro.

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     O dinheiro pelo qual Judas vendeu Jesus foi empregado em algo que tinha relação com um oleiro. Vejamos o texto bíblico: “E os principais sacerdotes, tomando as moedas disseram: Não é licito deitá-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue. E, tendo deliberado, compraram com elas o campo do oleiro para cemitério de forasteiros” (Mateus 27.6,7).

5a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA ABANDONADO POR SEUS DISCÍPULOS


     A prisão e morte de Jesus, e sua imediata consequência sobre o estado de ânimo dos discípulos, também foram profetizados por Zacarias (Zacarias 13.7b): “...fere o pastor, e as ovelhas ficarão distantes...”

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     Jesus sabia que seria abandonado: “Então Jesus lhes disse: Esta noite todos vós vos escandalizareis comigo; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas” (Mateus 26.31). Mateus e Marcos registraram o cumprimento dessa profecia. Mateus 26.56: “Tudo isto, porém, aconteceu, para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então os discípulos todos, deixando-o, fugiram.” Marcos 14.50: “Então, deixando-o, todos fugiram.”

6a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA ACUSADO POR FALSAS TESTEMUNHAS

     Mil anos antes do nascimento do Messias, Davi escreveu: “Levantam-se iníquas testemunhas, e me argúem de coisas que eu não sei” (Salmo 35.11).

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     “Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. E não acharam, apesar de se terem apresentado muitas testemunhas falsas. Mas afinal, compareceram duas, afirmando: Este disse: Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três dias (Mateus 26.59-61).

7a. PROFECIA: O MESSIAS FICARIA MUDO DIANTE DOS SEUS ACUSADORES
     Esta profecia demorou mais de 700 anos para se cumprir. Se não tivesse sido inspirado pelo Espírito Santo, como o profeta Isaías poderia ter predito um acontecimento que só se concretizaria mais de 700 anos depois dele o haver profetizado? Isaías 53.7: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a sua boca...”

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     "E, sendo acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. Então lhe perguntou Pilatos: “Não ouves quantas acusações te fazem? Jesus não respondeu uma palavra, vindo com isto admirar-se grandemente o governador” (Mateus 27.12-14).

8a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA AÇOITADO E FERIDO


     Tanto Isaías como Zacarias profetizaram sobre as agressões físicas que o Messias sofreria: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53.5).
     “Se alguém lhe disser: Que feridas são essas nos teus braços? Responderá ele: São as feridas com que fui ferido na casa dos meus amigos” (Zacarias 13.6).

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     “Então Pilatos lhes soltou Barrabás; e, após haver açoitado a Jesus, entregou-o para ser crucificado” (Mateus 27.26).

9a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA ESBOFETEADO E CUSPIDO
     Agora são Isaías e Miquéias os autores dessa profecia: “Ofereci as costas aos que me feriram, e as faces aos que me arrancavam os cabelos; não escondi o meu rosto dos que me afrontavam e me cuspiam” (Isaías 50.6).
     Ao profetizar sobre o nascimento e rejeição do Rei dos reis, Miquéias escreveu: “Agora ajunta-te em tropas, ó filhas de tropas; por-se-á sítio contra nós: ferirão com a vara e foice ao juiz de Israel” (Miquéias 5.1).

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     “Então uns cuspiam-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam...” (Mateus 26.67). Veja também Lc 22.63.

10a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA ESCARNECIDO
     Cerca de mil anos antes desse fato acontecer, o salmista Davi escreveu sobre ele: “Todos os que me veem zombam de mim; afrouxam os lábios e mexem a cabeça: Confiou no Senhor! Livre-o ele, salve-o, pois nele tem prazer” (Salmo 22.7,8).

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     “De igual modo os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam: salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nele. Confiou em Deus; pois venha livrá-lo agora, (Mateus 27.41-43. Veja também João 19.2,3).

11a. PROFECIA: SUAS MÃOS E PÉS SERIAM FURADOS

     Tanto o salmista Davi como o profeta Zacarias profetizaram sobre este suplício:

“...traspassaram-me as mãos e os pés” (Salmo 22.16b). Foi o próprio Senhor Jesus quem falou nesta passagem profética do livro de Zacarias: “E sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; olharão para mim, a quem traspassaram” (Zacarias 12.10a).

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     A crucificação de Jesus foi executada segundo o costume romano: suas mãos e pés foram pregados no madeiro através de longos e grandes cravos: “Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram...” (Lucas 23.33).
      Observe-se que as marcas dos cravos foi a prova que Tomé pediu para crer que Jesus havia realmente ressuscitado (João 20.25-28).

12a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA CRUCIFICADO ENTRE MALFEITORES
     “...foi contado com os transgressores, contudo, levou sobre si o pecado de muitos...” (Isaías 53.12b).

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     “E foram crucificados com Ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda” (Mateus 27.38. Veja também Marcos 15.27,28).

13a. PROFECIA: O MESSIAS INTERCEDERIA PELOS SEUS ALGOZES

     “...levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu” (Isaías 53.12c).

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     Ele intercedeu na cruz por aqueles que o maltratavam, e no Céu continua a interceder por nós (Hebreus 9.24; 1 João 2.1). Ele pediu ao Pai que perdoasse seus algozes: “Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem...” (Lucas 23.34a).

14a. PROFECIA: SEUS AMIGOS O CONTEMPLARIAM DE LONGE
     “Os meus amigos e companheiros afastam-se da minha praga; e os meus parentes ficam de longe” (Salmo 38.11).

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     Enquanto os inimigos de Jesus o cercavam e lhe infligiam suplícios, seus amigos, temendo ser presos, passaram a acompanhar à distancia o desenrolar dos fatos: “Entretanto, todos os conhecidos de Jesus, e as mulheres que o tinham seguido desde a Galiléia, permaneceram a contemplar de longe estas coisas” (Lucas 23.49).

15a. PROFECIA: O POVO O REPROVARIA COM UM GESTO DE CABEÇA

     “Tornei-me para eles objeto de opróbrio; quando me veem meneiam a cabeça” (Salmo 109.25)

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     Esse gesto é característico de quem desdenha ou acredita que, para um determinado caso ou pessoa, não há mais esperança: tudo está perdido. Era isto o que pensavam as pessoas que passavam diante de Jesus crucificado: “Os que iam passando, blasfemavam dele, meneando a cabeça...” (Mateus 27.39).

16a. PROFECIA: ELE ATRAIRIA A CURIOSIDADE PÚBLICA
     É outra profecia contida neste grandioso salmo messiânico escrito por Davi: “Posso contar todos os meus ossos; eles me estão olhando e encarando em mim” (Salmo 22.17).

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     “O povo estava ali e a tudo observava...” (Lucas 23.35a.).

17a. SUAS VESTES SERIAM PARTIDAS E SORTEADAS
     Pareceria uma contradição repartir as vestes de alguém, e ao mesmo tempo lançar sorte sobre elas, conforme está no grande salmo messiânico de Davi: “Repartem entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica deitam sorte” (Salmo 22.18). Mas veremos que isto ocorreu no caso de Jesus.

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     “Os soldados, pois, quando crucificaram a Jesus, tomaram-lhe as vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e a túnica. A túnica, porém, era sem costura, toda tecida de alto a baixo. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sorte sobre ela para ver a quem caberá...” (João 19.23,24a).

18a. PROFECIA: ELE SENTIRIA SEDE
      No Salmo 69, versículo 21, o salmista escreveu: “...e na minha sede me deram a beber vinagre...” no Salmo 22, versículo 15, a situação de terrível sede é claríssima: “Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca...”

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     “...Jesus...disse: Tenho sede!” (João 19.28).

19a. PROFECIA: SER-LHE-IAM OFERECIDOS VINAGRE E FEL
     “Por alimento me deram fel, e na minha sede me deram a beber vinagre” (Salmo 69.21).

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
      “Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, lhe chegaram à boca” (João 19.29). Em Mateus 27.34 vemos que além do vinagre (vinho) misturam fel.

20a. PROFECIA: ELE SE SENTIRIA ABANDONADO POR DEUS
    É o primeiro versículo do salmo 22: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?...”


CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     “Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lema sabactâni, que quer dizer: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?” (Mateus 27.46).

21a. PROFECIA: ELE ENTREGARIA SEU ESPÍRITO A DEUS
     Esta é outra profecia de Davi: “Nas tuas mãos entrego meu espírito...” (Salmo 31.5a).


CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
    “Então Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou” (Lucas 23.46).

22a. PROFECIA: SEUS OSSOS NÃO SERIAM QUEBRADOS
     “Preserva-lhe todos os ossos, nenhum deles sequer será quebrado” (Salmo 34.20). Cerca de 1000 anos antes do nascimento do Messias, Deus inspirara estas palavras a Davi.

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     “Os soldados foram e quebraram as pernas do primeiro e ao outro que com ele tinha sido crucificado; chegando-se porém, a Jesus, como vissem que já estava morto, não lhe quebraram as pernas” (João 19.32,33).

23a. PROFECIA: UMA LANÇA FERIRIA O SEU CORAÇÃO
     Na edição Revista e Corrigida da Bíblia traduzida por João Ferreira de Almeida, assim está escrito na parte b do versículo 14 do Salmo 22: “...O meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas”.

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     O coração do nosso Salvador Jesus Cristo foi atingido pela lança do soldado romano. Todos os médicos e estudiosos da Bíblia se apóiam no fato de Jesus ter sido atingido de lado, e do ferimento ter saído sangue e água: Sinal de rompimento das cavidades cardíacas: “Mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água” (João 19.34).

24a. PROFECIA: HAVERIA TREVAS SOBRE A TERRA
     O profeta Amós viveu em uma época distante quase 800 anos da época em que Jesus Cristo seria crucificado. Mas ele profetizou um curioso acontecimento que ocorreu no dia da crucificação de Cristo: “Sucederá que naquele dia, diz o Senhor Deus, farei que o sol se ponha ao meio dia, e entenebrecerei a terra em dia claro” (Amós 8.9).

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     “Desde a hora sexta até a hora nona, houve trevas sobre a terra” (Mateus 27.45).
     Do nascer do sol ao seu ocaso, os judeus contavam 12 horas. A hora sexta correspondia, portanto, ao meio dia, e a hora nona, às três da tarde.

25a. PROFECIA: SEU CORPO SERIA COLOCADO NA SEPULTURA DE UM HOMEM RICO
     “Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte...” (Is 53.9a).

CUMPRIMENTO EM JESUS CRISTO
     “Caindo a tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus. Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lho fosse entregue. E José, tomando o corpo envolveu-o num pano limpo de linho, e o depositou no seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; e, rolando uma grande pedra para a entrada do sepulcro, se retirou” (Mateus 27.57-60).
     Eis as 25 principais profecias cujo cumprimento iniciou-se a partir da traição de Jesus por Judas, e se estendeu até o sepultamento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo no túmulo emprestado por José de Arimatéia. Mas Jesus Cristo não ficou no túmulo. Ele ressuscitou, e inaugurou esta esperança para todos os que creem nele: Um dia nós, os que tivermos morrido com Ele, ressuscitaremos em um corpo glorioso, semelhante ao seu!

Jefferson Magno Costa

domingo, 19 de fevereiro de 2012

DE ONDE VEM O SENTIMENTO DE VAZIO QUE SE ABATE SOBRE O SER HUMANO?

Jefferson Magno Costa


      Há atualmente no mundo um mal aparentemente inexplicável, um fenômeno desconcertante que se tem manifestado agudamente desde o aparecimento das grandes cidades, em meio às superpopulações: a crise do vazio existencial.
       Nunca as pessoas estiveram tão próximas umas das outras. Nunca dispuseram de tantos meios de aproximação fraterna, de ajuntamento para o trabalho, para os eventos sociais, e para o lazer. Mas também nunca se sentiram tão solitárias e vazias.
    Por que essa doença espiritual tem-se apossado de milhões de pessoas, tolhendo-lhes os passos, deprimindo-as, invadindo-as com sentimentos de inutilidade e vazio interior?
       O apóstolo Paulo, na Segunda Carta aos Coríntios (7.10), fala de dois tipos de tristeza que se apossam do coração do ser humano: a tristeza segundo Deus, e a tristeza segundo o mundo.
       “Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz a morte”.

A TRISTEZA SEGUNDO O MUNDO
    Esse sentimento de vazio que penetra as almas e anula quase todos os grandes motivos (ou incentivos) que impulsionam o ser humano à vida (clinicamente denominado de depressão), é produto do maior e mais antigo desastre existencial que já se abateu sobre a humanidade: o tropeço do primeiro homem no Éden, e a consequente perda de sua comunhão com Deus, seguidos do despertamento de sua consciência com relação ao pecado, e o inevitável e desastroso desvio de seu propósito e modo de vida.
       A crise existencial que a sociedade contemporânea enfrenta hoje é o ponto mais alto da escalada multimilenar do ser humano pelos caminhos vazios de Deus. É o somatório de todas as suas tentativas de encontrar a felicidade dentro ou fora de si – experiências que resultaram em fracasso e desilusão, restando-lhe tão-somente esse vazio do tamanho de Deus, segundo a conhecida frase do  escritor russo Dostoievski.
        Fora do Éden, longe do seu Criador e em linha reta para o desespero, o homem adquiriu para si o perigoso direito de cumprir o seu próprio destino, e caminha na constante busca de uma felicidade que em parte alguma encontrará, a não ser em Deus, pois, como magistralmente confessou Agostinho: “Criaste-nos para Vós, e o nosso coração vive inquieto enquanto não repousa em Vós”.
       Mas há pessoas que não pensam como Agostinho. Há pessoas que pensam como “o profeta da liberdade sem Deus”, Jean Paul Sartre, e afirmam que “o homem será aquilo que ele houver determinado ser”.
     E com isto a humanidade apresenta-se fatalmente dividida em dois grandes grupos: o dos que pensam como Agostinho, e o dos que pensam como Sartre.

O PROGRESSO TECNOLÓGICO COMO ORIGEM DA CRISE DO VAZIO
      Não resta dúvida que hoje as pessoas possuem mais motivos materiais para ser felizes do que as pessoas de outros séculos.
          A quantidade de possibilidades que se abrem diante da atual sociedade de consumo é ilimitada. Não é fácil imaginar um objeto que não esteja no mercado. Porém, mesmo possuindo melhores meios, mais conhecimento e mais recursos tecnológicos do que nunca em toda a sua história, a humanidade se entristece dia após dia.
      Longe de Deus, à procura de todas as formas tangíveis de felicidade, a humanidade dá sinais de estar cansada de sua peregrinação interminável e inútil.
      Os atentados, as falências no sistema financeiro mundial, os terremotos, a fome, o descontrole climático, a violência, a imoralidade, o egoísmo, as greves, o terrorismo, as reinvindicações de toda espécie – eis alguns dos frutos colhidos por quem atacou a natureza e revoltou-se contra Deus.
    À proporção que o conhecimento aumenta e multiplicam-se os poderosos recursos tecnológicos que resultam em mais riquezas e comodidades existenciais, recuam, lamentavelmente, para bem longe, as aspirações espirituais que têm levado o homem a se interessar por Deus e a tentar estabelecer um contato com ele.
      Grande parte da humanidade não tem qualquer interesse em assuntos espirituais. Eis as raízes da tristeza segundo o mundo.
     O ser humano dos dias atuais, imensamente rico, herdeiro de todas as conquistas que seus antepassados e seus contemporâneos realizaram, mas que não teve ainda um encontro de salvação com Jesus, que não sabe o que é entregar os seus caminhos ao Senhor, que ainda não aprendeu a confiar nele e caminhar com a convicção de que o mais ele fará (Sl 37.5), é semelhante ao rei da França, Luis XV (1710-1774), que tinha todos os talentos, menos o talento que o tornasse capaz de fazer uso desses talentos.  
        É o que o grande ensaísta espanhol Miguel de Unamuno chamava de “a busca de uma justificativa existencial, de uma finalidade de vida, de um motivo para estar neste mundo”.

NÁUFRAGOS E SEM DEUS
        Desviados do caminho que conduz ao Céu, perdidos no caudal desse bravio e caudaloso rio das paixões humanas, milhões de seres humanos posicionam-se diante da vida com o mesmo sentimento trágico de amargura que sufocou um Albert Camus, encontrando na existência a mesma fatalidade da condição humana a que se referiu André Maurois, e que encheu de pesadelos a vida do genial escritor judeu-theco Franz Kafka, e levou Sartre a divulgar a filosofia do nada existencial e a náusea de viver.
       Muitos se sentem, diante do mundo atual, como náufragos que não conseguem chegar à praia ou ao porto desejados. A velocidade do tempo em que as coisas acontecem hoje, a descomunal energia e o ímpeto vertiginoso com que na presente hora tudo é feito, desnorteiam e entristecem o indivíduo perdido nas pequenas e grandes cidades, que sente-se mais um rosto na multidão, uma individualidade dissolvida nesse turbilhão de vidas. 
      José Ortega y Gassett declarou que a angústia do homem de hoje “mede o desnível entre a altura do seu pulso (humanamente lento) e a altura da época atual – célere, insensível, indomável”.
     Por isso muitas pessoas, sentindo-se perdidas, vendo que o progresso também dispersou as famílias (porque o companheirismo, o diálogo e a ternura que uniam os seus membros têm sido combatidos por inúmeras influências externas e internas), desiludidas, sofrendo o peso da perplexidade do momento atual, e com medo de após um dia de trabalho, serem obrigadas a voltar a passar a noite em companhia do tédio que as espreita e as persegue por toda parte, saem à procura de algo que preencha o seu vazio interior, e entregam-se à diversões que esgotam o pouco de energia moral que ainda lhes restava.
       Porém, fora de Deus não há felicidade ou solução para qualquer problema, seja ele de que natureza for.

A FRUSTRADA BUSCA DE FELICIDADE
      Sabendo-se habitantes de um mundo que lhes oferece inumeráveis recursos, mas sentido que nenhum desses recursos poderá preencher o vazio que tomou conta de suas almas, muitas pessoas, que ainda não conhecem Jesus como Salvador, como a única solução para todos os problemas da humanidade, desejam ardentemente encontrar uma razão para suas vidas, algo que as liberte das frustrações do mundo, e proporcione paz aos seus corações.
      Este é o mais antigo anseio do ser humano, e começou no Éden, a partir do momento em que ele perdeu a comunhão com Deus.
    Impulsionada por esse sentimento desde tempos imemoriais, a humanidade tem caminhado em busca da felicidade.
     A antiga civilização egípcia procurou-a no esplendor das dinastias faraônicas, na esperança de vida além-túmulo, e nos monumentos erguidos à morte.
    Os chineses procuraram-na nas sutilezas da filosofia e em um labirinto de meditações, esperando encontrá-la no Nirvana – que não é um lugar, e sim um estado de espírito, que leva à anulação da vontade e dos desejos, e à extinção da chama vital.
    Os gregos também procuraram a felicidade nas sutis reflexões filosóficas, na múltipla expressão da arte levada ao seu grau extremo, nas construções de monumentos de mármore, e no culto aos deuses do Olimpo.
     Os romanos procuram-na na força bélica, na grandeza de suas conquistas militares, e nos prazeres proporcionados pela carne.
      E igualmente as demais civilizações têm procurado a felicidade em fontes inumeráveis e diversas, porém não a têm encontrado, pois o amargor, a depressão e o vazio existencial que têm destruído milhões de vidas ao longo dos tempos provam que as grandiosas e inúmeras conquistas tecnológicas e materiais, os sistemas filosóficos e as falsas religiões são incapazes de tornar o ser humano feliz.
     Apesar de estudiosos dotados de uma visão enciclopédia dos problemas humanos terem previsto a decadência de tudo, como um Oswald Splenger na sua monumental obra O Declínio do Ocidente, e outros grandes estudiosos em outras visões panorâmicas e contemporâneas da situação em que se encontra a humanidade, nós acreditamos que Aquele que restaurou os caminhos tortuosos e antes intransitáveis que propunham reconduzir o homem a Deus; Aquele que  apresentou-se como o único caminho que nos conduz ao Pai; Aquele que mudou a opinião da humanidade a respeito do Criador, da salvação, da eternidade, da vida, da morte, do mundo, do lar, do homem e do sofrimento humano, esse, que não é outro senão Jesus Cristo, pode solucionar a crise do vazio existencial do ser humano, e inundar a alma e o coração da humanidade de felicidade e paz.

A TRISTEZA SEGUNDO DEUS
Porém, desiludido e profundamente infeliz, o ser humano entristece. Sua alma tem sede do seu Criador. Mas essa tristeza é providencial e redundará em salvação, “porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação que a ninguém traz pesar...” 2 Co 7.10.  Porém,é necessário que os que apregoam as boas novas de salvação inundem de esperança esses corações sedentos de paz. Pois esse ardoroso ímpeto de libertação e altura inevitavelmente levará o ser humano que não conhece a Deus a interessar-se pelo sobrenatural, e a desejar a vida eterna.
     E caso nós não cheguemos antes com a mensagem evangélica de salvação, felicidade e vida eterna com Deus, o diabo se antecipará  e apresentará como alimento a essas almas sedentas e famintas, sua lama e seu lixo.
Os que anunciam Jesus, a Água da Vida; os que  oferecem às almas famintas o Pão Vivo que desceu do Céu; os que trabalham para purificar e dulcificar os corações pela aceitação do Evangelho de Cristo, somos aqueles a quem o profeta isaías se referiu  ao dizer:
     “Vós com alegria tirareis águas das fontes de salvação (Is 12.3), e como consequência “os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido”, Is 35.40.
Nós, os que conhecemos a Cristo, temos a imensa responsabilidade de encorajar a todos com a nossa fé, o nosso otimismo e a nossa convicção de que alcançaremos a vida de eterna paz.  Um grande pregador disse certa vez que evangelizar não e nada mais do que "um mendigo ensinando a outro mendigo onde encontrar pão." Devemos repetir para todas as pessoas o Sermão da Montanha, e fazer com que ressoe, no mais profundo de suas almas sedentas de paz, o sublime convite de Jesus:
     “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”, Mt 11.28.   

ONDE ESTÁ A TUA ESPERANÇA DE FELICIDADE?
      Devemos falar a todos sobre Aquele que veio nos dar vida, e vida com abundância. Nas regiões celestiais onde ele nos foi preparar lugar, não haverá terremotos, tsunamis, epidemias, atentados, secas ou inundações que destroem o trabalho de gerações, e semeiam a dor e a morte.
     Não haverá corrupção, nem escravização, nem violência, nem a exaustiva e desgastante luta pela sobrevivência, nem doenças, nem o flagelo das guerras.
      Mas enquanto não herdarmos para sempre o Céu, e estivermos aqui na terra, devemos repetir as palavras do salmista: “Então irei ao altar de Deus, de Deus que é a minha grande alegria” (Sl 43.4), e “tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra delícias perpetuamente”, Sl 16.11.
       Desde há muito tempo está aberto o caminho para o Céu. Ser feliz depende da justa conscientização de que a verdadeira felicidade foi conquistada a preço de sofrimento e sangue, e só há um que a pode nos dar: Jesus Cristo. Toda e qualquer tentativa ou busca de felicidade fora de Jesus resultará em fracasso.
      Os que jazem no vazio existencial devem considerar que, além da grande bênção da salvação e da maravilhosa experiência com Cristo, a vida oferece outros motivos de felicidade – desde que essa felicidade não se apoie nos enganosos subterrâneos dos vícios, dos prazeres carnais, ou em muitos outros pecados que o mundo oferece.
      Devemos agradecer a Deus simplesmente por estarmos vivos e podermos encher plenamente os nossos pulmões de ar, sob o sol que ilumina a todos a cada manhã. Um grande poeta (Fernando Pessoa) escreveu  certa vez:

Outras vezes ouço passar o vento,
e acho que só para ouvir passar o vento
vale a pena ter nascido.

OLHANDO A VIDA PELOS OLHOS DE CRISTO
       Cristo nos ensinou a não gemer ou desanimar sob o peso das dificuldades e dos sofrimentos – mas pela fé e impulsionados por sua graça, enfrentá-los e vencê-los. Alguém pode argumentar que todos nós haveremos de morrer um dia. Sim.
       Com exceção dos que não provarão a morte por estarem vivos no grande Dia do Arrebatamento da Igreja, todos nós morreremos. “Mas para mim o viver é Cristo e o morrer é ganho”, Fp 1.21.      Após a nossa morte, o sol continuará a nascer todos os dias, em todo o seu esplendor. A vida prosseguirá, a renovar-se sempre, até que as dispensações de Deus para este mundo se completem.
     As crianças que brincam pelas manhãs e às tardes, a correrem, a empurrarem-se, a chamarem-se, ofegantes e incansáveis, radiantes de alegria, hão de crescer e amar, e conduzir a vida para um ponto mais adiante, conforme nós já o fizemos, até que seus filhos e netos as substituam nessa maravilhosa e sempre renovada dádiva de Deus aos homens – a vida. Devemos agradecer a Deus por ela.    Estamos caminhado para a morte. Porém, a morte não será nada mais do que a infância da nossa eternidade com Cristo, o dia em que se inaugurará para nós nossa vida de plenitude ao lado do nosso Deus!
      A pessoa que nunca está contente com o que é, nem com o lugar onde está, não aprendeu ainda a olhar os lírios do campo, e a concluir com Jesus que, sob os cuidados que a providência divina faz descer do Céu sobre eles, “nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer um deles”, Mt 6.29.
     Muitas vezes nem é necessário alongarmos o nosso olhar para muito longe, a fim de reconhecermos os presentes que o Senhor nos dá todos os dias, quando abre diante de nós, de inúmeras maneiras, suas mãos generosas e cheias de tudo o que necessitamos.
      Mas o justo se alegrará, acima de tudo, na salvação que já recebeu do Senhor. “Portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força”, Ne 8.10.
Jefferson Magno Costa

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ESCOLHA UM OBJETIVO NA VIDA E LUTE POR ELE


Jefferson Magno Costa

Então o Senhor olhou para ele, e disse: vai nesta tua força...” Jz 6.14a


     Felizes são aqueles que, nos áureos tempos da mocidade, erguem os olhos da fé para o horizonte do futuro e caminham movidos por um ideal, por um objetivo na vida que envolva a inteligência, a perseverança, o esforço, o amor, a dedicação a uma profissão, à conquista de uma habilidade, à aquisição de um determinado conhecimento, à preparação para tornar-se apto a propagar o Evangelho no mundo. 

     Um objetivo cujo esforço para alcancá-lo tenha como limites o próprio infinito.
     "Traçar uma meta, ser perseverante e jamais desistir de lutar para alcancá-la, eis a força realmente poderosa, que engrandece o ser humano e o eleva acima dos outros", disse o pregador Charles Spurgeon certa vez aos seus alunos.

     Porém, quantos dos que são jovens hoje concluirão amargamente no futuro que desperdiçaram suas vidas por não terem erguido para si um objetivo que as dignificasse! 

     Quantos lamentarão as oportunidades perdidas, o tempo precioso jogado fora. Vida sem objetivo é vida falha. Ninguém tem o direito de viver dispersivamente, relaxadamente, irresponsavelmente, como uma nuvem sem destino, flutuando impulsionada pelos caprichos do vento.
     "Dai-me vossos anos em flor, vós que os desperdiçais", exclamava o grande missionário inglês David Livingstone, pregando a um grupo de jovens seminaristas. É dever de todos os jovens evangélicos posicionarem-se com espírito de perseverança diante do presente e do futuro, erguerem os seus objetivos acima de qualquer barreira que tente impedir sua realização, e marcharem confiadamente, pois no Senhor farão proezas.

      "Vai nesta tua força..." disse o Senhor a Gideão, às vésperas desse valoroso servo de Deus vencer o exército dos midianistas. E o Senhor está convocando hoje os Gideões, os Davis e as Rutes de todo o Brasil, jovens valorosos e prontos para conduzir em seus corações um objetivo que esteja firmemente alicerçado no Senhor. 

     Não importa muito qual seja ele; o importante é que Jesus Cristo esteja no centro de toda e qualquer aspiração do crente.
     Deus não se agradará do jovem que escolher para si um futuro destituído de responsabilidade, de lutas por grandes realizações. Há pessoas que veem a vida como uma contínua fonte de prazeres egoísticos, como um passatempo efêmero.


A IMPORTÂNCIA DE SER PERSEVERANTE 

     A perseverança é uma das grandes virtudes do ser humano. Digo virtude, e sei que o certo seria dizer qualidade. Porém, como a perseverança está cada vez mais rara entre as qualidades que compõem o caráter do povo brasileiro, prefiro denominá-la de virtude; ou seja: o mais alto grau a que pode chegar uma qualidade. 

     Os jovens brasileiros têm-se revelado pessoas perigosamente inconstantes. Não demonstram firmeza no querer. Muitos não concluem aquilo que iniciaram. E isto é um grande mal. O versículo bíblico que convoca o crente à perseverança é 1o. Coríntios 15.58: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes..." 
     De que adiante ter um objetivo e não ser perseverante no esforço para alcançá-lo? Há um conhecido provérbio popular que diz: "Querer é poder". Mas esse querer tem de ser dinâmico, jamais estático. Cruzar os braços e querer conquistar alguma coisa na vida é impossível. 

     O crente não vive de esperanças enganosas, ou na expectativa de "tirar a sorte grande". Ele vive do seu esforço cotidiano, e da certeza de que Deus está com ele e o abençoará.

O FORTALECIMENTO DA VONTADE 

     Ter uma vontade firme é fundamental para se vencer na vida. Existem jovens com inteligências fartas de promessas, mas que jamais as confirmaram,
jamais deram frutos, como a figueira estéril, cujo dono mandou cortá-la por sua inutilidade, Lc 13.6-9. 
     Faltou-lhes um caráter decidido; não souberam querer com firmeza e perseverança. Esses jovens são como estrelas brilhantes, de todas as grandezas, mas que acabam transformando-se em estrelas cadentes, afogando-se no mar das irrealizações e do anonimato. Receberam vários talentos, mas os enterraram ou os desperdiçaram, usando-os erroneamente. Porém, um dia Deus lhes pedirá conta.
     A vontade inflexível é conquistada pela continuidade do esforço. Portanto, é algo que pode ser cultivado. Um grande educador francês costumava destacar a importância da obediência no desenvolvimento da vontade. Segundo ele, as crianças ensinadas a obedecer a seus pais e aos demais líderes e educadores, seriam mais tarde adultos perseverantes, de vontade inflexível. 

     "A perseverança falta aos homens porque a obediência foltou aos meninos. Que é que cria vontades resolutas, másculos caracteres? É o hábito viril da obediência generosa e espontânea. A independência prematura não faz o homem: arruina-o".

COMO IDENTIFICAR UM JOVEM DE VONTADE FRACA

     É necessário que todos os jovens levem isto em consideração. Particularmente aqueles que procuram auto-afirmar-se através da rebeldia, do desrespeito à autoridade dos pais, dos pastores, dos professores e dos demais líderes. 

     É muito fácil identificar um jovem de vontade fraca. Ele gosta de conversas frívolas, banais, tem horror a regulamentos e a horários, é lento em tudo o que faz, e muito amigo do descanso e do entretenimento. Porém, os jovens de fribra, de vontade firme, só se interessam por aquilo que lhes possa trazer algum proveito espiritual ou cultural. 

     Gostam da luta, do esforço, e não se sentem bem quando não encontram um obstáculo a ser vencido. Eles sabem que não se consegue nada de bom ou valioso na vida sem esforço e perseverança. "A coroa de louros somente cingiu frontes feridas", diziam os treinadores dos antigos atletas gregos e romanos.
     É necessário querer, e querer sempre. Nada de desistir na metade do caminho. "Quem sua mão ao arado já pôs, constante precisa ser...", diz a letra do conhecido hino da Harpa Cristã. É necessário ter um objetivo na vida, e lutar por ele. No aço de um velho machado, alguém gravou a seguinte declaração: "Ou acharei, ou abrirei o meu próprio caminho".


ELIMINE A PALAVRA IMPOSSÍVEL DO SEU VOCABULÁRIO

     Contam que em uma de suas muitas campanhas militares, o imperador Napoleão Bonaparte necessitava cruzar os Alpes (extensa cadeia de montanhas, na Europa) com o seu exército, e combater os exércitos inimigos que o esperavam do lado de lá. 

     Às vésperas de iniciar a perigosa viagem, um general pediu para falar com o imperador em particular, e disse-lhe que naquela época do ano, atravessar os Alpes era praticamente impossível, pois a neve havia encoberto gande parte dos precipícios, criando perigosas armadilhas. 
     "General", respondeu Napoleão Bonaparte, "os Alpes não existem, e impossível é uma palavra que o senhor terá de riscar imediatamente do seu vocabulário, caso pretenda continuar sendo um dos meus generais, pois ela nunca fez parte do meu".
     E sabe-se que Napoleão cruzou os Alpes e venceu a batalha. 

     Da mesma forma deve ser todo cristão: destemido, esforçado, perseverante, caminhando sempre em direção ao seu objetivo, com a certeza de que a vitória já é sua pelo sangue de Jesus.


Jefferson Magno Costa

RESPOSTA AOS INIMIGOS DO EVANGELHO QUE AFIRMARAM QUE JESUS NÃO TERIA SIDO VISTO POR NINGUÉM APÓS RESSUSCITAR, E TUDO NÃO TERIA PASSADO DE UMA ALUCINAÇÃO



Jefferson Magno Costa
 
     Na tentativa de abalarem o sólido edifício de provas da ressurreição de Cristo fundamentadas em seus aparecimentos às mulheres e aos discípulos, um grupo de inimigos do Evangelho afirmou que Cristo, na verdade, não apareceu a ninguém: as pessoas tiveram uma alucinação, ou seja: apenas pensaram que O tinham visto, mas tudo não passou de um engano de suas mentes.
     O Dicionário Aurélio assim define o termo alucinação: “Percepção aparente do objeto externo não presente no momento, algumas vezes sintomas de desequilíbrio mental.” Os inimigos do Evangelho dizem que todas as aparições de Jesus “não passaram de alucinações criadas na fantasia dos discípulos pelo seu desejo ardente e a expectativa febril de tornarem a ver seu Mestre”.
     Porém, a psicologia afirma que a alucinação só acontece em meio a determinadas condições:
     1) A pessoa ou as pessoas sujeitas a alucinações geralmente são nervosas e altamente imaginativas, fantasistas. Ora, muitas pessoas, de natureza bem diferente uma das outras, viram Jesus. Entre mulheres crédulas e emotivas havia homens sérios e desconfiados, como Pedro e Tomé.
     2) A alucinação é um fenômeno individual, proveniente de imagens puramente internas da fantasia de cada um. Tendo sido visto por muitas pessoas, inclusive por um grupo de "mais de 500 irmãos" (1 Co 15.6), seria necessário que todos os que O viram durante os 40 dias que Ele passou na Terra após sua ressurreição, estivessem em igual estado de expectativa esperançosa, prontos para vê-lo a qualquer momento. Mas vemos que os fatos não aconteceram bem assim.
     Os estados de ânimo não eram os mesmos. Eles viram Jesus em situações diferentes: Enquanto Maria Madalena estava chorando, Pedro estava cheio de remorsos, as mulheres que voltavam da sepultura estavam surpresas e cheias de temor, os discípulos de Emaús estavam preocupados com os acontecimentos da semana, enquanto Tomé era todo incredulidade. Portanto, não havia “clima” ideal para alucinações.
     Os apóstolos estavam tristes e desanimados devido à morte de Jesus. Eles não esperavam que o Salvador aparecesse de novo diante deles, pois, conforme observou João (20.19), eles não haviam entendido bem o que era realmente a ressurreição.
     Vemos também que as próprias mulheres tinham ido ao sepulcro para ungir o corpo de Jesus. Isto prova que elas jamais esperavam encontrá-lo ressuscitado. Maria Madalena, quando viu o túmulo vazio, logo pensou que tivessem roubado o corpo, e a notícia que ela levou a Pedro e a João não foi: “Cristo ressuscitou!”, e sim: “Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram” (Jo 20.2).
     Voltando ao sepulcro, ela ficou chorando à sua entrada, e quando os dois anjos lhe perguntaram por que chorava, ela respondeu: “Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram” (Jo 20.11-13).
     Portanto, se alguém teria que sofrer alucinações, não seria Maria Madalena, pois mesmo vendo o próprio Jesus, ela não o reconheceu: pensou que ele fosse o jardineiro, e lhe pediu: “Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei” (Jo 20.14,15).
     Também não havia predisposição nos apóstolos para alucinações, pois eles, diante da notícia que as mulheres lhes levaram, pensaram que elas estivessem delirando (Lc 24.9-11), não acreditaram que Jesus tivesse aparecido a Maria Madalena (Mc 16.11), e ficaram espantados, pensando que estavam vendo um fantasma, quando Cristo lhes apareceu no Cenáculo (Lc 24.36-37).
     Portanto, não era bem esse tipo de pessoa que estaria sujeita a alucinação, pois para provar-lhes que ele era real, e para banir de uma vez por todas a incredulidade de seus corações, Jesus achou por bem se deixar tocar e apalpar, e comeu entre eles, querendo certamente dizer-lhes com isto: “Fantasma não comem mel e peixe” (Lc 24.39-43).
     Conforme observação do apologista Pedro Cerruti, os apóstolos não procederam “como crédulos exaltados, mas antes como críticos exigentes, que negam, duvidam, verificam e não se rendem senão à evidência atestada por todos os sentidos”.
     3) Cristo lhes apareceu em lugares diversos, e em diferentes horas do dia e da noite. E isto não ocorre em casos de alucinação. Geralmente tem que haver um lugar e um horário adequados para a alucinação acontecer.
     Ele apareceu de manhã às mulheres, próximo à sua sepultura (Mt 28.9,10); à tarde em uma estrada, aos discípulos de Emaús (Lc 24.13-33); a Pedro, em plena luz do dia (Lc 24.34), a sete discípulos, junto ao mar de Tiberíades, durante uma manhã (Jo 21.1-22), e a 500 crentes em um monte da Galiléia (1 Co 15.6).
     4) O interessante é que as alucinações costumam tornar a acontecer durante um certo período de tempo, e vão se tornando mais intensas, conforme a pessoa for sendo submetida à sua influência. Porém, quanto às aparições de Jesus, elas ocorreram durante um período de 40 dias, e de repente pararam, sem que ninguém mais voltasse a dizer que O tinha visto (sem levarmos em conta o caso muito especial do apóstolo Paulo, 1 Co 15.8).
     Portanto, a conclusão a que chegamos é que Cristo, Senhor do Universo e Salvador da humanidade, venceu a morte e ressuscitou, estabelecendo assim o caminho de esperança para todos nós, que cremos nele e o aceitamos como Salvador. Já não tememos a morte, pois Ele nos proporcionará a vida Eterna. A garantia de que, mesmo que morramos, ressuscitaremos um dia para reinar eternamente com Cristo está em sua Palavra, a Bíblia (Jo 5.28,29).


Jefferson Magno Costa

(Clique na imagem)

(Clique na imagem)

Visitantes recentes

Top 10 Members

.

.