sexta-feira, 29 de julho de 2016

OS MAIORES FILÓSOFOS DA HUMANIDADE RECONHECEM: DEUS EXISTE!

Jefferson Magno Costa

     Ao contrário do que muitos ateus pensam, as maiores inteligências que o mundo já viu, os gênios que deixaram as marcas mais profundas de sua passagem sobre a face da terra, reconheceram a existência de Deus.
   Conforme comentou um apologista cristão, "estas frontes iluminadas pelos esplen­dores do gênio, aureoladas pelas glórias do saber, consagradas e abençoadas pela memória dos homens, curvaram-se humil­des e reverentes ante o nome de Deus." 
 Com muita razão, o filósofo inglês Francis Bacon (1561-1626) observou que "pouca ciência afasta o homem de Deus, porém muita ciência a Deus o conduz".


SÓCRATES CONFESSA SUA CRENÇA NA EXISTÊNCIA DE UM SÓ DEUS
 Consideremos o período da história humana em que a filosofia atingiu o seu esplendor.
 Entre os gregos, precisamente em Atenas, existiu um filósofo pagão, cuja agudeza de raciocínio e método de ensinar filosofia aos seus alunos o colocou entre os mais profundos pensadores de todos os tempos: Sócrates. 
    Por não ter concordado com a crença politeísta dos gregos, Sócrates foi julgado e condenado à morte. (Aliás, este foi um dos motivos de sua condenação). Mas eis o que esse pensador declarou sobre Deus:
"Acredito na existência de um só Deus todo-poderoso, dotado de sabedoria e bondade absolutas, provadas com a sublime harmonia do universo e com a maravilhosa orga­nização do corpo humano.
 "Relativamente à fé na existên­cia de Deus, há nos diversos povos um acordo unânime que faz a humanidade como que uma só família. 
 "A fé religiosa é anterior a toda civilização; os viajantes não descobrem povo algum sem lhe reconhecerem pelos menos um culto grosseiro; a história vê por toda parte Deus associado geralmente tanto às alegrias como às lágrimas da huma­nidade. Esta crença, quaisquer que sejam os erros que a tenham obscurecido, longe de favorecer em si mesma as paixões, combate-as; só pode ter, portanto, como origem, os princípios que o próprio Deus gravou no espírito huma­no."
Isto foi dito por um filósofo pagão! Foi diante de posiciona­mentos como este que o filósofo cristão Clemente de Alexandria chegou a declarar que a filosofia dos gregos não continha toda a verdade, "mas em todo caso era um fragmento da verdade eterna". 
 Além de Sócrates, dois outros filósofos tornaram a filosofia grega digna das palavras elogiosas de Clemente. Seus nomes: Platão (429-347 a.C.) e Aristóteles (384-322 a.C.)

PLATÃO TATEIA NAS TREVAS EM BUSCA DO CRIADOR
De todos os filósofos pagãos que falaram sobre Deus antes da Era Cristã, Platão foi o maior. O orador e teólogo francês Bossuet chamava-o de "divino", e outros teólogos chegaram a compará-lo a Moisés. 
 "Era Moisés escrevendo em grego", diziam, cheios de admiração diante das obras desse célebre filósofo.
Nascido em Atenas, Platão, ainda bem moço, tornou-se aluno de Sócrates, e foi sob a influência e os ensinamentos desse célebre pensador grego que ele se tornou filósofo, criando, entre outras coisas, o Idealismo — sistema das ideias, onde a mais importante de todas elas é a ideia da  existência de Deus. Para nós, apologistas (defensores) do Cristianismo, é muitissimamente importante sabermos o que a genialidade de Platão descobriu sobre o Criador do universo. 
   Comparando a verdade à luz, e Deus ao próprio sol (séculos mais tarde, o escultor e pintor italiano Miguel Ângelo escreveria: "O sol é a sombra de Deus"), Platão declarou:
"Se tu abres os olhos, vês a luz, mas o teu olhar seguinte eleva-se para cima, para a origem de onde toda a luz é oriunda, para o sol; e quando os olhos do espírito se abrem, vê-se a verdade; mas o segundo olhar volta-se para onde nasce toda a verdade, para o sol dos espíritos, para Deus."
Platão costumava afirmar que existe na alma um ponto central, uma região onde Deus se manifesta ao ser humano "tocando-o neste ponto e suspendendo-o a Ele". 
  A isto Platão chamava "Voz da consciência" ou "lei natural gravada no cora­ção". Ele também dizia que todos os homens deveriam esforçar-se para corrigir em si, mediante a contemplação da harmonia do Todo, "esses movimentos pessoais e desordenados que a natureza humana semeou no foco de nossa alma ao sermos gerados, a fim de que o contemplador recobre sua primeira natureza e, através dessa semelhança divina, torne-se apto a possuir finalmente a vida perfeita que Deus oferece aos homens para o tempo presente e para a eternidade".
Ora, não são perfeitamente visíveis, nas palavras desse filósofo pagão, a doutrina do pecado original e a necessidade de o homem experimentar a regeneração e voltar ao seu antigo bom relacionamento com Deus? 
  Se o mundo no tempo de Platão estava mergulhado no pecado, e a humanidade (com exceção da Nação escolhida) procurava conviver pacificamente com a idolatria e a corrupção moral, o que teria levado o aluno de Sócrates a detectar entre os seus contemporâneos, quase 500 anos antes do nascimento do nosso Salvador Jesus Cristo, a necessidade de regeneração, a não ser o Deus da justiça, da pureza e da verdade? "Filosofar é amar a Deus", reconhece o grande filósofo.

ARISTÓTELES: DEUS É O MOTOR QUE MOVE O MUNDO
Nascido em Estagira, Grécia, em 384 a.C, Aristóteles é o terceiro grande nome da filosofia pagã. Mudando-se para Atenas aos 18 anos de idade, começou a frequentar a escola de Platão, com quem aprendeu filosofia durante 20 anos. 
   Mais tarde tornou-se professor de Alexandre, o Grande, e fundou sua própria escola. Suas idéias sobre Deus marcaram profunda­mente o pensamento dos teólogos cristãos, surgidos cinco sécu­los após sua morte. O gigantesco edifício de ciência e cultura criado por Aristóteles permanece nos séculos e milênios como um monumento imperecível do seu potente gênio.
Para provar a existência de Deus, Aristóteles criou o argu­mento do motor. Diz ele que tudo o que está em movimento é movido por outra coisa. Tomemos o Sol como exemplo. 
   Ele está em movimento; portanto, outra coisa o movimenta. Essa coisa que move o Sol, ou está também em movimento ou está imóvel. Se está imóvel, o argumento de Aristóteles fica demonstrado, ou seja: que é necessário afirmar a existência de algo que tudo move e que não é movido por nada: Deus. Porém, se o que move o Sol está também em movimento, isto significa que ele está sendo movido também por outra força. 
  Aristóteles mostra que é impossível continuarmos recuando até o infinito. Faz-se, portanto, necessário afirmar a existência do causador de todos esses movimentos, que não é outra pessoa senão Deus. Ele é o motor que movimenta tudo.
Alguém já comentou que se há alguma verdade no ensino dos filósofos e dos cientistas, deve ela vir do próprio Deus da verdade. Esse comentário está de acordo com o que Aristóteles pensava sobre Deus. 
  No seu livro Metafísica, Aristóteles ad­mite a existência de um Deus distinto do mundo, um Deus vivo, onipotente, Causa Primeira, motor imóvel (que move tudo e não é movido por nada fora de si mesmo), vivente, eterno e perfeito; um Deus que é soberano, infinitamente inteligente, invisível em si mesmo, mas visível em suas obras, que a tudo governa por sua ação e por sua Providência, como um general governa um exército.
 Um Deus justo, que castiga o homem livre e violador de sua lei imutável, e recompensa com a felicidade, agora e no porvir, aos que se unem à justiça.
Falando dessa maneira sobre Deus, Aristóteles confirma aqui perfeitamente a frase de Platão: "Todos os sábios não têm mais que uma voz." 
  Há uma filosofia universal, uma sabedoria natural e comum; ela é a mesma em todos os homens dóceis à luz da razão; é ela que os conduz ao reconhecimento da exis­tência de Deus. Todos os pensadores de primeira ordem chegam à esta conclusão: Deus existe. Porém, hoje estamos inseridos no século do ateísmo. 
  Milhões de seres humanos vivem separados da fé universal na existência de Deus: são como "estrelas errantes, para as quais tem sido eternamente reservada a escuridão das trevas" (Judas v.13).
  Vimos que os três maiores pensadores da filosofia grega (e, podemos dizer, de toda a filosofia pagã antes do advento do cristianismo), reconheceram a existência de Deus, apesar de não terem obtido o conhecimento de sua essência, conforme o próprio Deus revelou a Moisés no monte Horebe (Êxodo 3.14).
  Porém, todos os grandes gênios da humanidade sofreram a influência de uma espécie de iluminação natural acerca da existência de Deus. Através da imensa capacidade de raciocínio de que foram dotados (a chamada razão humana), eles conseguiram obter sólidas provas da existência do Criador.
      Fica evidenciado deste modo que, através do trabalho da mente humana (fazendo-se uso da razão, portanto), o homem pode descobrir pelo menos uma parte da verdade sobre Deus. É o que se chama "conhecimento natural". Porém, esse conhe­cimento é incompleto. 
     Foi necessário que Deus se revelasse à humanidade através de sua Palavra para que todos pudessem conhecê-lo.
     Essa revelação alcançou a sua plenitude no seu Filho Jesus Cristo.
       Devemos considerar também o fato de que o "conhecimento natural" que o ser humano pode obter de Deus é insuficiente para levá-lo ao reconhecimento da necessidade de ele ser alcançado pela salvação proporcionada por Jesus Cristo. 
     Admitir a existência de Deus não é a mesma coisa que reconhecer a necessidade de salvação. Foi o que faltou a todos os homens que alcançaram um conhecimento natural da exis­tência do Criador, sem terem passado a caminhar, a partir de então, através da fé. É nesse aspecto que podemos constatar a grande diferença entre os filósofos pagãos e os teólogos cristãos.

Jefferson Magno Costa

 

terça-feira, 12 de julho de 2016

JESUS, O MAIOR PERSONAGEM DA HISTÓRIA




Jefferson Magno Costa

Ao ser preso na Ilha de Santa Helena, o imperador francês Napoleão Bonaparte (1769-1821) escreveu a um amigo: “Conheço os homens, e garanto-te que Jesus Cristo não foi simplesmente um homem. Ele foi homem e Deus. Simplesmente um homem sou eu”. E no seu Memorial de Santa Helena, o imperador que vencera tantas batalhas e agora estava ali naquela ilha, prisioneiro e vencido, reconheceu:
“Apaixonei as multidões que morriam por mim; mas era indispensável minha presença, a chama do meu olhar, minha voz, uma palavra minha... Agora que estou em Santa Helena, só e exilado neste rochedo, onde estão os companheiros do meu infortúnio? Onde estão os que me aclamavam? Para onde foram os meus ministros? Quem se recorda de mim? Quem se move por mim na Europa? Onde estão os meus parentes, os meus amigos? Que abismo tão grande entre a minha profunda miséria e o reino de Jesus Cristo, mais e mais louvado, a cada dia mais amado, sempre e para sempre adorado em todo o Universo!”.
Jesus não se apresentou ao mundo somente como o Messias prometido ao povo judeu, e sim como o Filho de Deus, como o próprio Deus que se fez homem e veio habitar entre nós, “cheio de graça e de verdade” (João 1.14b) para nos salvar. Estudando atentamente sua vida, é maravilhoso vermos como Ele atrai a atenção de todos sobre Si mesmo, conforme reconheceu o próprio imperador Napoleão Bonaparte. O desenrolar de sua existência entre nós, a sublimidade de sua doutrina, a magnitude e os efeitos de sua obra redentora sobre a humanidade provam que Ele não foi um mero acidente histórico, como os demais homens, e sim Deus que se fez homem e veio habitar entre os seres humanos, para reconduzi-los a Deus, ou seja: A Si mesmo.

O Rei eterno e Sua genealogia humana
Mateus começa seu livro com um relato detalhado do nascimento de Jesus Cristo e dos acontecimentos subsequentes, e isto inclui uma genealogia. O que é genealogia? É uma ciência voltada para a pesquisa da história das famílias, sua linhagem, seus antepassados. A genealogia estuda o início, a evolução e a propagação das várias gerações de uma família. A partir de informações buscadas em documentos e certidões de pais, tios, avós e bisavós, as pessoas conseguem descobrir seus antepassados, e quando e onde eles nasceram. A partir dessa busca é possível construir a árvore genealógica de uma família com nomes, datas e lugares por onde andaram nossos antepassados, de forma que sejam mantidos vivos na memória de seus descendentes.
A árvore genealógica de Jesus está descrita em Mateus e Lucas. Devemos procurar saber qual foi o objetivo de Mateus ao escrever a genealogia de Jesus. Talvez você mesmo não ligue muito para sua genealogia, mas a de Jesus Cristo é de grande importância. Por quê? Por várias razões. A primeira é que a genealogia de Jesus revela a Sua origem também humana. Quem dava muita importância a isso eram os judeus. Sem genealogia ninguém podia provar que pertencia a uma determinada tribo nem tinha direito de herança. Qualquer um que afirmasse ser "filho de Davi" deveria ser capaz de provar tal filiação. Ora, como alguém que afirmasse ser “filho de Davi” podia provar essa filiação? Através da sua genealogia.
Deus, que é soberano e onisciente, providenciou para que o seu Filho Jesus Cristo, unigênito no Céu, tivesse uma confiável genealogia na Terra. Mateus foi muito criterioso ao montar a genealogia do Salvador no seu evangelho. Ela não é meramente um conjunto de informações reunidas para situar o leitor. Ele é a coluna vertebral do evangelho. Após esse trabalho de Mateus, a origem de Jesus passa a ocupar posição central dentro da história de Israel: o Messias Jesus é filho de Davi.

Finalidade da genealogia
O primeiro evangelista apresenta tanto a linhagem humana de Jesus (Mt 1.1-17), como a divina (Mt 1.18-25). A linhagem divina de Jesus o colocava imediatamente acima de qualquer pretendente meramente humano de ser herdeiro e filho de Davi. O evangelista foi direto e objetivo ao mostrar que Jesus não nasceu como uma criança qualquer. Nenhuma criança na Judeia havia nascido daquela forma. José não fora o “gerador” de Jesus Cristo.
Mateus ressalta que José não fecundou Maria para que Jesus nascesse. Antes, José foi simplesmente o marido de Maria, e simplesmente uma espécie de pai adotivo de Jesus. Jesus nasceu de uma mãe terrena sem a necessidade de um pai terreno. Depois Maria teria outros filhos fecundados por José. A virgindade perpétua de Maria é meramente um dogma católico-romano.
A genealogia de Jesus também é importante por que manifesta a graça soberana de Deus com relação às mulheres. O povo judeu estava inserido em uma sociedade extremamente machista, controlada pelos romanos. Esses, por sua vez, haviam herdado dos gregos posturas implacavelmente machistas, tratando as mulheres como seres inferiores aos homens, considerando-as só de acordo com suas obrigações de esposas (donas de casa) e de mães (geradoras de filhos).
A genealogia de Jesus foi uma das oportunidades ímpares que Deus teve de expressar a sua graça maravilhosa e única, ao permitir que quatro mulheres estrangeiras, duas delas prostitutas (Raabe, Mt 1.5; Js 6.25; e Tamar, Mt 1.3; Gn 38.1-26) entrassem na lista dos ascendentes de Seu Filho. Rute (Mt 1.5) e Bate-Seba (Mt 1.6) completam a lista. Esta última, adúltera (2Sm 11.1-4). Quanto a Rute, além de ser moabita (descendente do incesto de Ló com sua filha primogênita, Gn 19.30-38), ela dormiu aos pés de um homem (Boaz, Rt 3.14) que não era seu marido, e isto Israel considerava pecado digno de apedrejamento (por suspeita de adultério).
Portanto, a genealogia de Jesus revela que Ele veio para resgatar o pecador, e não para ser motivo de orgulho para os supostos justos e santos. Veio para mim e para você, e não para o irmão João Santão.

Dúvida numérica        
Afinal, a genealogia de Mateus registra 13 ou 14 gerações no último bloco? Essa pergunta surge quando lemos o versículo 17 do capítulo 1 do primeiro evangelho, e consideramos as genealogias apresentadas por Mateus e Lucas, que revelam aparentes divergências. Lá no versículo 17 do capítulo 1 de Mateus lemos o seguinte: “De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e, desde Davi até a deportação para a Babilônia, catorze gerações; e, desde a deportação para a Babilônia até Cristo, catorze gerações”. O número quatorze não aparece por acaso. Ele corresponde ao número de sumos sacerdotes desde Arão até o estabelecimento do templo de Salomão; e ao número de sumos sacerdotes desde o estabelecimento do templo até Jadua, o último sumo sacerdote mencionado nas Escrituras (Ne 12.10,11,22).
Ora, para fracionar a genealogia de Abraão até Jesus em três partes iguais, o primeiro evangelista teria omitido alguns nomes. Bom, isso é válido, mas surge um grande problema quando contamos os nomes relacionados por Mateus desde o exílio até Jesus (de Jeconias, v. 11, a José, v.16). A soma dá 13 e não 14. Estranho, não é? Porém, em Mateus existem 42 gerações, pois o autor leva em conta que Judá teve filhos gêmeos de Tamar (Gn 38.27-30), ou seja, o autor incluiu Perez e Zerá como descendentes diretos de Judá na genealogia pelo fato de serem gêmeos, totalizando assim 42 gerações de Abraão até Jesus. Alguns intérpretes também dizem que a quadragésima segunda geração é a Igreja de Jesus (1Pe 2.9).
Mulheres na genealogia de Jesus?
Muitos leitores ficam espantados quando se deparam, logo no início do evangelho de Mateus, com o nome de quatro mulheres (cinco,
contando com Maria) na genealogia de Jesus. Nos registros genealógicos dos livros canônicos, normalmente não aparece o nome das mulheres. Mas Tamar, Raabe, Rute, Bate-Seba e Maria tiveram seus nomes incluídos nessa genealogia fundamental. Qual teria siso o objetivo do evangelista em colocar nessa lista de nomes de parentes de Jesus essas cinco mulheres? O propósito principal do livro é testificar que Jesus era o Messias da promessa do primeiro Testamento, e que sua missão messiânica consistia em trazer o Reino de Deus até os homens e as mulheres, fato que rompia com o costume judaico machista.
Para Jesus, na sociedade deveria haver lugar para todos: mulheres e homens, pobres e ignorantes. O Reino de Deus, proclamação central de Jesus, é um reino ideal no qual não pode haver discriminação, pois todas as vidas são preciosas aos olhos do Pai. A palavra genealogia deriva de duas palavras do grego: genoς (raça) e logia (estudo). Portanto, significa estudo da raça humana, da origem e da descendência das pessoas dentro das famílias. Na cultura dos hebreus, as genealogias preservavam as identificações tribais e as possessões sob forma de terras, sendo muito importante para uma cultura nitidamente agrícola como a judaica.
Após o cativeiro babilônico, os judeus mostraram-se extremamente cuidadosos em preservar seus registros genealógicos. Recapitulando informações dadas acima, a primeira mulher citada na genealogia de Jesus é Tamar. Sua história está registrada no livro de Gênesis 38.1-30. A segunda mulher citada na genealogia é Raabe. Sua história bíblica está registrada no livro de Josué 2.1-24 e 6.22-27. A terceira mulher citada na genealogia de Jesus é Rute. Esta história bíblica está registrada em todo o livro de Rute. A quarta mulher citada na genealogia de Jesus é Bate-Seba. Esta história bíblica está registrada no livro de 2Samuel 11.

A concepção e o nascimento do rei Jesus
Quando Jesus, o Verbo de Deus, fez-se carne e habitou entre nós (1Jo 1.14) sua natureza divina, sem deixar de ser divina, assumiu completamente a natureza humana, tornando-se sujeito às mesmas limitações físicas e psicológicas comuns a todos os homens, com a única diferença de que Ele nunca pecou (Hb 4.15). O pecado nos havia separado de Deus. Portanto, era necessário que o próprio Deus encarnasse para que pudéssemos voltar a ter novamente comunhão com Ele. Jesus é Deus, mas também, quando esteve entre nós, foi uma pessoa plenamente humana. Nessa condição, Ele estava sujeito a todas as limitações e necessidades comuns ao ser humano.
Ele nasceu como todo ser humano nasce. Embora sua concepção tenha sido diferente, pois Ele nasceu de uma virgem que concebeu do Espírito Santo, não houve a participação de um homem em sua concepção. Porém, todos os outros estágios de gestação crescimento após Ele ter nascido foram idênticos ao de qualquer ser humano normal, tanto física, como intelectual e emocionalmente. Jesus pensava, raciocinava e se emocionava como todo ser humano. Mateus conta como foi o nascimento de Jesus.

A polêmica concepção virginal
Independente da sua fé, a concepção virginal de Jesus aconteceu. Todos os cristãos da época do Senhor acreditavam nela. Depois de apresentar Jesus como sendo o único Filho de Deus e nosso Salvador e Senhor, o Credo dos Apóstolos confessa que Jesus Cristo “foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria”. O nascimento virginal de Jesus ocorreu por obra e graça do Espírito de Deus. Não houve participação masculina. Não houve sêmen para a fecundação. Estando ainda noiva, Maria foi engravidada pelo Espírito Santo. Segundo a palavra do enviado de Deus, o que foi gerado em Maria procedeu do Espírito e Deus.
O papel representado naturalmente pelo homem no processo de fecundação foi desempenhado sobrenaturalmente pelo Espírito Santo. O Deus que criou as leis da fertilização suspendeu essas leis para um novo tipo de nascimento. Lucas, que era médico, narrou essa fecundação da seguinte forma: “E, respondendo o anjo, disse- lhe: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lc 1.35). O grande pregador D.L. Moody comentou com sua genialidade: “Através da obra miraculosa do Espírito Santo, Maria foi transformada no tabernáculo da glória ('shekinah') de Deus quando o 'poder do Altíssimo' a cobriu”.

O dilema de José
Célebre no Novo Testamento, José, marido da mãe de Jesus Cristo, nasceu em Belém da Judéia, no primeiro século a.C. Pertencia à tribo de Judá e era descendente do rei Davi, de Israel. José foi designado por Deus para se casar com a jovem Maria, futura mãe de Jesus. Segundo a Bíblia, era carpinteiro de profissão, ofício que teria ensinado ao seu filho (adotivo). José passa discretamente pelas páginas do NT. Vive em função de Cristo e não para si mesmo. É um homem silencioso, e quase nada há sobre ele na Bíblia. Não se sabe a data aproximada de sua morte, mas ela é presumida como anterior ao início da vida pública de Jesus. Ele não foi o pai biológico do nosso Salvador.
Quando encontrou Maria grávida "sem antes terem coabitado", "sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente", quando na época a lei bíblica vigente (Deuteronômio 22) prescrevia a lapidação (morte por apedrejamento) das adúlteras. Porém, enquanto José dormia, apareceu-lhe, em sonho, um anjo que pediu-lhe que não temesse em receber Maria como sua esposa, “pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo”.

O nascimento de Jesus em Belém
Para anunciar o nascimento de Jesus surgiu uma estrela, que ficou conhecida como “a estrela de Belém”, porque foi em Belém onde Jesus nasceu. Isto está registrado por Mateus. Magos vieram do Oriente, e ao perguntaram pelo novo rei dos judeus, tiveram de comparecer a uma audiência com o rei Herodes em Jerusalém (Mt2.2). O Herodes visitado pelos Magos era chamado de “o Grande”. Governou sobre o território da Judéia durante os anos 37-4 a.C. A referência a Herodes permite fixar o nascimento de Jesus por volta do ano 7-5 a.C. Isto pelo fato de Jesus ter nascido durante o reinado de Herodes, e também pelo fato de que o calendário atual conter um erro de cálculo que colocou o início da era cristã anos mais tarde.
Mateus registra que ao se sentir enganado pelos magos, Herodes mandou “matar todos os meninos de dois anos para baixo que havia em Belém e nos arredores, segundo o tempo que tinha inquirido com precisão dos magos” (Mt 2.16). Este dado indica que Jesus nascera mesmo em Belém, e teria menos de dois anos de idade na época da visita dos magos, ou seja, tinha pouco mais de um ano de vida. O que verdadeiramente importa são as novas de grande alegria: “na cidade de Davi (Belém) vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11).

Um pequenino Rei perseguido
Quando Jesus nasceu, a Palestina estava sob o domínio do Império Romano, que a dividiu nos distritos da Galileia; Samaria e Judeia; Indumeia com Pereia; e Traconites com Ituréia, que ficava além do Rio Jordão. Todos estes territórios constituíam os domínios de Herodes, o Grande, que governou a Palestina de 37 a. C. até o ano 4 a. C. Quando o rei Herodes tomou conhecimento, através dos magos, do nascimento e Jesus, que seria supostamente o novo rei dos judeus, ficou muito alarmado juntamente com os habitantes de Jerusalém (Mt 2.3). Isto porque o Império Romano jamais admitiria que alguém fosse proclamado rei de uma província sob o seu domínio. Herodes era ali rei de mentirinha.
Por outro lado a notícia soava bem aos ouvidos dos judeus que se achavam oprimidos pelo Império, estando escravizados e pagando altos impostos a Roma. Herodes chamou os principais sacerdotes e escribas do povo e interrogou-lhes acerca de onde deveria nascer o Cristo. Responderam-lhe que seria em Belém da Judeia, porque estava escrito por intermédio do profeta: “E tu Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel” (Mt 2.6; Mq 5.2).
A vinda dos magos do Oriente
Eles são citados somente por Mateus (2.1-12). Visitaram o menino Jesus, trazendo para ele presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro representava Sua realeza humana, o incenso representava Sua divindade, e a mirra representava a preparação para Sua morte. O evangelista não diz quem os magos são e qual o seu número, mas a tradição diz que eram três, e deu a eles os nomes de Melquior, Baltasar e Gaspar. Esses nomes aparecem no Evangelho Apócrifo Armeno da Infância, do fim do século VI, no capítulo 5 e10. O texto diz: “Um anjo do Senhor foi depressa ao país dos persas para avisar aos reis magos e ordenar a eles de ir e adorar o menino que acabara de nascer. Estes, depois de ter caminhado durante nove meses, tendo por guia a estrela, chegaram onde Jesus estava e o adoraram.
Os três reis são chamados de “magos” não porque fossem especialistas em magia, mas porque tinham grande conhecimento da astrologia. Entre os persas chamava-se “mago” aquele que os judeus chamavam de “escriba”, os gregos “filósofos” e os romanos “sábios”. 
Um monstro chamado Herodes
O rei Herodes foi um monstro de ciúmes e crueldades. Tinha uma imensa capacidade de fazer mal, uma total ausência de escrúpulos e piedade, frieza, falta de qualquer afeição sincera no coração. Herodes, o Grande, mereceu o cognome com o qual passou à História pelos seus altos dotes políticos e principalmente militares. Porém, ainda moço, logo após seu segundo casamento, foi acometido por um amor insano, doentio, em que havia mais ciúmes do que qualquer outro sentimento.
Herodes também conhecido como Herodes 1 ou Herodes, o Grande (ca. 73 a.C. — Jericó, 4 a.C. ou 1 a.C.), foi um edomita judeu romano. É descrito como “um louco que assassinou sua própria família e inúmeros rabinos”. É conhecido por seus colossais projetos de construção em Jerusalém e outras partes do mundo antigo, em especial a reconstrução que patrocinou do Segundo Templo, algumas vezes chamado de Templo de Herodes. A maior parte do que conhecemos sobre sua vida nos é narrada pelo historiador judeu Flávio Josefo. A legitimidade do reinado de Herodes era contestada pelos judeus por ele ser um idumeu. Numa tentativa de obter essa legitimidade, ele casou-se com Mariana, uma hasmoniana filha de um alto sacerdote do Templo. Mais tarde ele assassinou Mariana, como também dois dos seus filhos por suspeita de estes estarem tramando uma rebelião contra ele, fato que não foi conformando. Isto levou  o César que reinava em Roma a comentar: “É mais vantagem ser um dos porcos das pocilgas de Herodes do que ser um de seus filhos”.
Herodes vivia temeroso de uma revolta popular, razão pela qual teria construído, como refúgio, a fortaleza de Massada. Foi esse rei quem perseguiu Jesus. Josefo afirmou também que Herodes estava tão preocupado pela grande probabilidade de ninguém lamentar sua morte, que ordenou que um grande grupo de homens ilustres viesse a Jericó, e deu a ordem dizendo que aqueles homens deveriam ser mortos no momento da sua morte, e assim, aquele derramamento de sangue representaria a dor pela sua perda. Para a felicidade dos homens ilustres, um dos filhos de Herodes, Arquelau, e sua irmã Salomé, não realizaram esse desejo sanguinário do pai.

Pr. Jefferson Magno Costa - escritor, biógrafo, comentarista de revistas de EBD, conferencista, editor e resgatador de obras de domínio público.

sábado, 9 de julho de 2016

A TECNOLOGIA TEM SIDO MALDIÇÃO OU BÊNÇÃO?



Jefferson Magno Costa 


A Revolução Industrial

Até o final do século XVIII, a humanidade só conhecia, como fonte de sustento e produção de renda, o trabalho agrícola. Os trabalhadores produziam o que consumiam, e dominavam todo o processo de produção. Não havia o conceito de patrão, empregado e salário. As pessoas trabalhavam artesanalmente (manualmente), pois não existiam máquinas.

Então, no século XVIII para o XIX, aconteceu a Revolução Industrial (cujo berço foi a Inglaterra), mudando o trabalho artesanal pelo trabalho assalariado. A humanidade passou a usar as máquinas, e surgiram patrões e empregados. 
Em quase todos os países houve o êxodo rural (a vinda dos agricultores do campo para as grandes cidades). Isso causou um grande impacto na qualidade de vida das pessoas que se colocaram à disposição para trabalharem para os seus patrões. Muitos empresários tinham grande ambição de lucro, e colocaram homens, mulheres e crianças para trabalharem até 15 horas por dia, em troca de um salário baixíssimo.

Revoltados, os trabalhadores começaram a sabotar as máquinas, quebrando-as. Essa foi a primeira etapa da Revolução Industrial (1760 a 1860). A segunda etapa ocorreu de 1860 a 1900. 
Foi a época em que a humanidade conheceu os combustíveis derivados do petróleo, o aço, a energia elétrica, os produtos químicos, o motor a explosão, o carro, a locomotiva a vapor e os navios capazes de fazer grandes percursos.

A terceira etapa da Revolução Industrial cobriu os séculos XX e XXI. A humanidade recebeu de presente, como fruto do trabalho de homens que receberam de Deus sua inteligência, o avião, a televisão, a internet, o computador, o telefone celular, o tablet, o conhecimento da engenharia genética, e outras grandes descobertas e invenções.

A multiplicação da ciência

“E tu, Daniel, fecha esta palavra e sela este livro, até ao fim do tempo: muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará” (Daniel 12.4). Esta palavra anunciada pelo anjo ao profeta Daniel tem-se cumprido fielmente nos dias de hoje. 
Jamais nossos antepassados e nossos pioneiros na fé, como Daniel Berg, Gunnar Vingren e Paulo Leivas Macalão poderiam imaginar que a humanidade chegasse, em qualidade de vida e recursos tecnológicos, aonde chegou. Do domínio do fogo e da invenção da escrita e da roda, a humanidade pulou para a era da tecnologia, que multiplicou ao infinito seus recursos de comunicação e de aquisição de conhecimento.

Bênção que virou maldição

Na época em que vivemos não devemos desconhecer que a televisão, o computador, o smartphone e o tablet (as quatro telas do mundo moderno) trouxeram um incalculável progresso à humanidade. 
De simples transmissões por ondas eletromagnéticas, ou ondas de rádio, que também são conhecidas como radiotransmissão, o ser humano pôde transmitir a sua voz pelo mundo inteiro (através do rádio), e depois a sua imagem e voz (através da televisão), e atualmente pode transmitir, em segundos, bilhões de informações, vozes e imagens ao mesmo tempo (através da Internet).

Porém, o que era bênção virou maldição. Nunca a humanidade esteve tão exposta ao desrespeito dos valores cristãos estabelecidos desde o início do cristianismo.
Nunca os seres humanos estiveram tão vulneráveis às artimanhas de Satanás, que os ataca com filmes de violência, sexo e desonestidade, e com pornografia, convites ao adultério e à pedofilia, acessados pela Internet. Tem cristãos que deixam de vir à igreja, ler a Bíblia ou orar, para ficar diante de uma televisão, de uma tela de computador ou de um telefone celular.

A perda da comunhão com Deus

A comunhão do homem e da mulher com Deus começou no jardim do Éden. Porém, o primeiro casal caiu em pecado e perdeu a comunhão espiritual com Deus: “O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gênesis 3.23,24). 
Mas Deus não abandonou o primeiro casal à sua própria sorte. Na sua onisciência, Ele já sabia que o homem usaria desastrosamente o seu livre-arbítrio, a sua liberdade de escolha, e por isso executou o seu plano de restaurar a comunhão do homem com Ele através do sangue derramado pelo Seu Filho na cruz do Calvário.

Esse plano de redenção e as diretrizes que o homem deveria seguir para obedecer a Deus e receber Jesus como Salvador estão descritos e narrados na Bíblia. Quem não obedece ao que está escrito nas Escrituras Sagradas pode perder ou jamais recuperar a sua comunhão com Deus.

O perigo das diversas mídias tecnológicas

A Palavra de Deus diz no Salmo 101.3: “Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará”. O uso exagerado da televisão e das redes sociais na Internet está diretamente ligado à queda da frequência de evangélicos às igrejas. 
Desde a infância, nossos filhos e netos, e muitas vezes nós mesmos, somos influenciados por milhares de informações que recebemos dos diversos meios de comunicação, principalmente a televisão e a internet. As novas mídias trouxeram ao mundo recursos altamente positivos.

Se não fosse a televisão, a pregação do Evangelho não teria ainda alcançado as dezenas de países que não conheciam ainda os ensinamentos de Jesus e sua obra de salvação. Mas cuidado com esse aparelho. Ele também propaga a violência, a mentira, a pornografia, o adultério, o homossexualismo e a destruição da família através de filmes e novelas. 
Existem também milhares de crentes que deixam de orar e de ler a Bíblia para ficar diante das redes sociais, diante de uma tela de computador ou telefone celular durante horas e horas. É nisto onde mora o perigo das novas mídias.

Antenados sim, viciados nunca

Nós, como servos de Deus, temos todo o direito de procurarmos nos informar sobre os fatos que estão acontecendo no mundo. Mas não devemos nos tornar escravos dos meios modernos de comunicação (as novas mídias) que nos conectam com o mundo e nos deixam antenados com os fatos que estão acontecendo em nosso país e no planeta. O crente não deve ser um alienado, um desinformado, uma pessoa inculta. 
Mas também não deve ficar horas e horas diante de seu aparelho de televisão, e seu computador ou diante da telinha de seu celular. Se fizer isso estará perdendo a sua comunhão com Deus.

Devemos usar esses aparelhos apenas para obtermos através deles o estritamente necessário para o nosso conhecimento e informação. E jamais devemos esquecer que o diabo está usando essas mídias para levar muitos servos de Deus ao fracasso espiritual, ao pecado. O apóstolo Paulo disse em 1Tessalonicenses 5.21: 
“Examinai tudo. Retende o bem”. Mas esse exame tem de ser feito debaixo do temor de Deus, pois o mesmo apóstolo advertiu em 1Coríntios 10.23: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm: todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam”.

O excesso de informação e o seu perigo

O escritor norte-americano Nicholas Carr, preocupado com o tempo que os seus filhos ficavam plugados à Internet, resolveu pesquisar que efeito isso poderia ter sobre a mente e a inteligência dos seus filhos. Para seu espanto, ele descobriu que os filhos corriam o sério risco de se tornarem idiotas. Sim, isso mesmo, debiloides. 
Por isso ele diminuiu o seu acesso e o acesso de seus filhos à Internet, desligou suas contas no Twitter, no Facebook, e reduziu consideravelmente seus e-mails e whatsapps. Com o resultado da sua pesquisa, ele publicou o livro, ainda sem tradução para o português: The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains, que traduzido é: Águas Rasas: O que a Internet está Fazendo com os Nossos Miolos (ou nossa mente).

Ele chamou a Internet de águas rasas, e tem muitos crentes mergulhando nelas e esquecendo-se de mergulhar nas águas profundas do Espírito Santo. Nicholas Carr descobriu também que a Internet está impedindo as pessoas de raciocinar com profundidade, de pensar, pois ela já entrega tudo mastigado e digerido. 
Ler na Internet mudou perigosamente a forma como usamos o nosso cérebro. Por estarmos lendo cada vez menos livros, ensaios e textos longos, estamos perdendo a capacidade de termos foco, concentração, discernimento e capacidade de pensar por conta própria.

Estamos lendo muito menos livros para fazer as nossas pesquisas, pois já encontramos tudo pronto na Internet, e corremos o sério risco de simplesmente copiarmos o que lemos e de cometermos um crime chamado “plágio”, que é o uso indevido de textos alheios. E também estamos lendo muito menos a Palavra de Deus.

Preparando-se para enfrentar o diabo

O diabo é astucioso. Para derrubar o crente, ele usa táticas sutis, como: “Apenas uma olhadinha naquele site no seu computador não vai fazer mal algum”; ou: “Você trabalhou muito a semana inteira, e tem o direito de assistir um bom filme apimentado na televisão para relaxar”; ou: “Ela é sua secretária?  "Como agradecimento por ela ser tão prestativa, dê-lhe um beijo ou marque para dar uma saidinha com ela, pois isso não tem nada de mais”; ou: 
“Você está entre os seus amigos de trabalho e eles, mesmo sabendo que você é evangélico, estão lhe oferendo uma bebida? Aceite, não seja antisocial; só um golezinho não fará mal algum”.

E assim o crente vai caindo no abismo do pecado até afundar-se e desviar-se completamente dos caminhos do Senhor. Lembremo-nos do que está escrito em Apocalipse 3.11: “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”. 
As crianças, adolescentes e jovens se orgulham hoje dos recursos tecnológicos que estão à disposição deles. Porém, já está cientificamente provado, conforme já comentei, que o uso demasiado de Internet e de outros recursos tecnológicos modernos traz retardo mental.

Lembro-me que quando o meu filho mais velho era adolescente, e vivia, nas horas vagas, agarrado ao seu aparelho de vídeo game ou fazendo suas pesquisas escolares na Internet, ele perguntou-me certa vez: “Pai, quando o senhor era criança ou adolescente, como fazia para se divertir ou para preparar os seus deveres escolares se não dispunha de um vídeo game ou de um computador?”.

Confesso que tive pena dele quando me fez essa pergunta. Eu lhe respondi: “Meu filho, seu pai foi criado brincando com carrinhos, bola de gude, pião, pega-pega, esconde-esconde, e não trancado dentro de um quarto ou uma sala, diante de um vídeo game ou um computador. 
Nas férias, eu ia para o sítio dos seus bisavôs, onde havia vacas, muitas árvores frutíferas, hortas, galinhas, plantação de milho, banana, aipim, batata doce e um rio onde eu e os meus tios e primos pescávamos e tomávamos banho. Fui criado com muita liberdade, em um ambiente que infelizmente você jamais conhecerá”.

Ainda bem que meu filho não é hoje um retardado mental. Hoje, ele é um advogado muito competente em sua profissão, e anda no temor de Deus.

Um transtorno da modernidade

Herdeira intelectual do cientista belga Lévi-Strauss (um dos maiores antropólogos de todos os tempos), a antropóloga francesa Françoise Héritier afirmou que a tecnologia gera alienação, e que os pequenos prazeres da vida foram perdidos e os recursos modernos impedem que as pessoas reflitam e tirem suas próprias conclusões, tanto do que ouvem e veem na televisão e do que ficam sabendo através da Internet.

Tem pessoas hoje que sofrem de nomofobia. O que é isso? É o medo de ficar sem conecção com as pessoas através do celular ou do computador. Tem gente que não larga seu aparelho celular para nada, ou nunca sai da frente da tela do computador. Isso tem efeitos desastrosos no relacionamento familiar, pois esses viciados nos aparelhos da moderna tecnologia ficam trancados ou não dão atenção aos pais ou à esposa ou aos filhos enquanto estiverem grudados nessas telinhas.

Esse vício também tem efeitos na vida profissional dessas pessoas, pois elas deixam de realizar as tarefas de sua responsabilidade para ficar grudadas na telinha de um celular ou de um computador. 
E também tem efeitos espirituais, pois essas pessoas deixam de orar, jejuar, adorar ao Senhor, ler a Bíblia e vir à igreja por estarem presas a esses recursos tecnológicos. Ficam tão viciadas que tirar isso delas é como impedir que um drogado use drogas: caem na crise de abstinência, e só quem viu um viciado com crise de abstinência sabe o que isso significa.

Conquiste uma vida equilibrada

Ter uma vida equilibrada é fundamental para nós, cristãos. Posicionar-se na extrema direita ou na extrema esquerda não é uma atitude sensata e inteligente. Temos que ter equilíbrio. Jesus ensinou aos seus discípulos que nós somos o sal da terra e a luz do mundo. 
O sal tem sempre que salgar, e a luz tem sempre que iluminar. O apóstolo Paulo escreveu que nós somos cartas lidas perante os homens: “Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração” (2Coríntios 3.2-3).

Devemos ser exemplos diante da nossa família, diante da igreja e diante da sociedade. Martinho Lutero ensinava aos seus liderados que todo cristão tem o dever de ser sempre o melhor em qualquer lugar em que estiver, quer esteja trabalhando como médico, advogado, comerciante, dona de casa, gari ou em outras atividades. Para honrar o nome de Jesus, devemos ser equilibrados, eficientes e fazer a diferença.

Pr. Jefferson Magno Costa - escritor, biógrafo, comentarista de revistas EBD, conferencista, editor e resgatador de obras de domínio público.

(Clique na imagem)

(Clique na imagem)

Visitantes recentes

Top 10 Members

.

.