quarta-feira, 1 de junho de 2011

PAULO MACALÃO, A CHAMADA QUE DEUS CONFIRMOU (CAPÍTULO 7)

CAPÍTULO 7

AQUI TE ADORAREMOS, SENHOR!


     Na Rua Carolina Machado, entre as estações de Madureira e Cascadura, há uma porta aberta para os céus. Os trens que passam velozmente diante daquele lugar, ligando os subúrbios ao centro da cidade do Rio de Janeiro, conduzem almas sedentas da água que jorra continuamente ali, pois naquele templo o Senhor dos Exércitos dilatou as suas tendas e semeou bênçãos com fartura, e todos os dias recebe em seus braços os que chegam ali com fome e sede de salvação.
     As quase oito mil pessoas que se reuniram no templo da Assembleia de Deus de Madureira, na noite de 1º de maio de 1953, não estavam ali para contemplar os belos vitrais, as possantes colunas, os ramalhetes de flores pintados no teto, os bancos, as paredes, as luzes, os degraus, as portas, as galerias. Não. Eles ali estavam para sentir a presença do Senhor, que pairava sobre a nave em toda a sua plenitude.
     Aquela igreja representava um marco de vitória no doloroso e difícil caminho daqueles pioneiros – Paulo e Zélia Macalão, e de todos os que professavam o nome do Senhor e o serviam naquela igreja.
     A inauguração contou com a presença de varias autoridades, civis e militares. Ao som do Hino Nacional, a fita simbólica foi desatada pelo representante do Presidente da República, os irmãos entraram na igreja cantando hinos, e a festa espiritual começou.
     O Espírito Santo estevea visivelmente presente entre eles durante todo o culto, derramando fogo santo e enchendo os corações de júbilo. Construído na terra mas com janelas e portas espirituais abertas para o Céu, só a eternidade poderá revelar o número de almas que já se converteram ao Senhor nesse belíssimo templo.
     Seu interior, em estilo gótico, é cheio de uma certa majestade que faz interiorizarem-se os sentimentos, levando o coração e o espírito a adorarem a Deus. À noite, o amplo espaço da nave é invadido por uma suave luminosidade. Numa sucessão de curvas graciosas, arcos góticos, colunas entremeadas de ramagens floridas, cúpulas e pórticos de linhas dóceis, terminadas em curvas entrelaçadas de flores de gesso, a beleza surge espontaneamente aos olhos de quem se detem a contemplar aquela Casa de Oração.
     A tonalidade suave das paredes, a largueza e amplitude do teto coroado de ramalhetes de flores artisticamente pintados, contribuem para que as diminutas lâmpadas, ocultas sob os frisos que se salientam em meia parede, produzam, em vários pontos, um bordado luminoso de várias cores. Porém, a majestade de Cristo e o esplendor de sua presença é o que mais se busca ali, na súplica e no louvor do Seu santo nome.
     As comemorações de aniversários desse templo se tornaram um acontecimento extensivo a todas as igrejas filiadas ao Ministério de Madureira. Durante os cultos, corais, grupos musicais e banda de música de diversas igrejas e congregações comparecem à festa. As igrejas co-irmãs apresentam os nomes dos candidatos ao batismo nas águas. Passam a funcionar intensamente os serviços de relações públicas, secretaria, alimentação e hospedagem.
     As irmãs pertencentes à CIBE (Confederação das Imãs Beneficentes Evangélicas) entram em ação, cooperando na cantina da igreja, servindo às mesas, comprando viveres e preparando a comida.
     As festividades têm inicio com a execução do Hino Nacional e são encerradas com ele. Nos mastros do templo hasteia-se a Bandeira Nacional. Várias autoridades civis e militares comparecem. Pastores, evangelistas, presbíteros, diáconos e demais irmãos do Estado do Rio e de outros Estados se fazem presentes à festa, para estarem mais perto de Deus e desfrutarem das bênçãos ministradas pelo Espírito Santo.
     O templo, que parece tão amplo, nesses dias não comporta a multidão que ali se reúne. Sob o invisível revoar de anjos e em cumprimento à direção do Espírito de Deus, novos obreiros são consagrados e enviados para fortalecerem os exércitos que levam as boas-novas de salvação.
     Durante essas ocasiões especiais, o pastor Paulo Macalão, em todo o lugar e a toda hora, andava ocupado em atender àquela grande parcela do rebanho de Cristo. E para isso estabelecia uma comunicação constante com o Céu, intercedendo por todas aquelas vidas que se recolhiam sob o seu pastorado; rogava a Deus sabedoria e graça para que pudesse levar à frente tão importante obra. Seja o Senhor imensamente louvado por tantas e tamanhas maravilhas!
     Deus ensinou o pastor Paulo a não tratar ninguém com coração doble, e em situação alguma procurava a fama, a lisonja, ou o louvor do mundo. Ensinou-lhe a humildade e a sinceridade. Fez dele um líder de uma envergadura espiritual incomparável, e deu-lhe a sabedoria de um conselheiro e o coração de um pai.
     Pastor Paulo passou a pedir a Deus que lhe concedesse, também, poder para doutrinar a igreja, sob a autoridade e a inspiração do Espírito Santo. O povo de Deus deveria continuar nos antigos princípios, conservando a sã doutrina, e para isso, era necessário que se pregasse o Evangelho genuíno, e que todos os remidos andassem em retidão e no temor de Deus, conforme o exemplo da Igreja primitiva.
     Aquele santo rigor antigo, aquela constante separação do mundo, aquela conduta irrepreensível deveriam ser transmitidas a esse grande rebanho, tornando-o indiscutivelmente o sal da terra e a luz do mundo.
     Em 1958, o pastor Paulo Macalão foi eleito Pastor Geral do Ministério de Madureira e igrejas filiadas. Dois anos antes, a obra de evangelização se estendera e alcançara Brasília, que naquela época nascia docemente no coração do Brasil.
Jefferson Magno Costa

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