terça-feira, 31 de maio de 2011

PAULO MACALÃO, A CHAMADA QUE DEUS CONFIRMOU (CAPÍTULO 5)

CAPÍTULO 5

PASTOREANDO AS OVELHAS



     Felisbela Barbosa de Freitas morava na Rua Claudino Barata, 154, no bairro de Realengo, em companhia do seu marido, Antônio Alves de Freitas. Ambos pareciam felizes na vida modesta que levavam. Não sabiam eles, porém, que breve um grande Sol iria se abrir no céu de suas vidas, para iluminar sua casa, purificar suas almas e invadir seus corações com a verdadeira felicidade.
     Isso aconteceu quando as palavras de um jovem, que pregava com firmeza a salvação em Jesus Cristo, foram ouvidas por Felisbela. O poderoso e transformador Evangelho invadiu o coração daquela mulher, e ela creu e aceitou Jesus como seu Salvador, passando a confiar sua vida inteiramente ao grande Mestre.
     Irmã Felisbela era mais um dos muitos frutos colhidos pelo jovem pregador e grande ceifeiro da seara divina, Paulo Leivas Macalão. Trabalhar incessantemente na Seara era o grande desejo daquele rapaz. Estava ele a pescar os pecadores para Cristo, e jamais desanimaria diante das muitas dificuldades surgidas.
     Sabia que as almas resgatadas pelo sangue de Jesus precisavam ser doutrinadas pelos ensinos retirados da Palavra de Deus, precisavam ouvir sobre o amor e o poder de Jesus, precisavam cantar, precisavam orar, precisavam estar frequentemente reunidas, na serenidade da comunhão cristã. Havia, portanto, necessidade de um local para as reuniões e cultos.
     A irmã Felisbela, intimamente chamada “Belinha”, havia sido convocada por Deus para realizar um grandioso trabalho nesse sentido. Esta serva do Senhor, tocada pelo Espírito Santo, colocou sua casa na Rua Claudino Barata à disposição do jovem pregador, e ali foram realizados os primeiros cultos.
    Não imaginava a irmã Belinha que aquele seu gesto iria ter uma grande repercussão na propagação do Evangelho no Brasil, pois o trabalho nascido em sua casa, anos mais tarde, tranformar-se-ia em um dos mais importantes campos propulsores da disseminação do Cristo Vivo. Almas sedentas e cansadas caminhariam para uma vida sublime nas mansões celestiais, eternamente iluminadas pelo evangelho do Senhor Jesus. Três vezes a irmã Belinha necessitou mudar-se, e a novel igreja teve de acompanhá-la nessas mudanças. Os endereços sucessivos foram rua Azeredo Coutinho, 115; rua Pedro Gomes e, novamente, rua Claudino Barata, 154.
     Deus havia colocado no coração do moço Paulo Macalão o autêntico espírito apostólico. A chama pentecostal que ardia em seu peito levava-o a propagar o Evangelho nas pregações de bairro em bairro. Acompanhado do seu violino, em sua grande arrancada evangelística, ia ele sob o sol causticante ou sob a chuva miúda e fria, subindo escarpas, descendo vales, passando sob o portal dos ricos, visitando os casebres dos pobres, sorrindo ou chorando, semeando continuamente a Santa Palavra nos corações, plantando os alicerces para o progresso da Igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
     Quando o cansaço se apossava de seus membros quanto a distância a percorrer era demasiadamente grande para as suas limitadas forças, ele alongava o olhar por aqueles montes que delineavam os subúrbios, e seu pensamento se distanciava até outros montes, mais altos e mais longínquos – os formosos montes que se estendem ao redor da Nova Jerusalém, eternos diante dos olhos de sua alma. E seu coração se fortalecia na força e na paz que vêm de Deus.
     Em 17 de agosto de 1930, após seis anos de trabalho ininterrupto pela causa do Evangelho, os missionários Gunnar Vingren, Frida Vingren e Lewi Pethus, certos da aprovação de Deus, consagraram-no pastor. Dessa data em diante, Paulo Leivas Macalão empunhou ainda com mais vigor a espada do Evangelho, lutando incessantemente contra as hostes infernais.
     Empunhou também o seu cajado e se ocupou da difícil tarefa de pastorear o crescente rebanho de Cristo, pedindo a Deus, em constante oração, por todas aquelas almas, e rogando-lhe misericórdia, graça e sabedoria para levar avante tão difícil tarefa, e mostrando-lhe a grande necessidade de obreiros naqueles lugares ermos, naquelas espessas matas de ignorâncias do nome de Deus.
     É sabido de todos que o Senhor, em sua infinita misericórdia, volta-se para os que, com palavras e obras, trabalham pela causa do Evangelho, dirigindo-os e ensinando-lhes o que devem pregar e realizar. Os novos crentes passaram a ver naquele jovem pastor um homem de Deus, humilde e bom, santificado por Jesus Cristo e guiado pela luz do santo Espírito.
     Paulo Macalão andava com a alma inteiramente tomada de amor e zelo por aquele trabalho. Todo o seu pensamento, todas as suas horas, todo o seu propósito estavam voltados àqueles que Deus resgatara do pecado para colocá-los sobre os alvos caminhos que conduzem à vida eterna.
     Ocupava-se de suas vidas mais do que consigo mesmo, pedia a Deus por eles, e muito os amava, e tanto, que se possível fosse ocultaria suas almas em seu coração. (Continua)
Jefferson Magno Costa

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