terça-feira, 4 de janeiro de 2022

VOLTAIRE, O ATEU, RECONHECE: DEUS EXISTE!

 Jefferson Magno Costa


     Portanto, a existência do Deus invisível é demonstrável pelos seus efeitos, pelas suas obras. O próprio escritor francês Voltaire (1694-1786), apesar de ter passado para a história como ateu e perseguidor do evangelho, escreveu certa vez em uma de suas cartas ao imperador da Prússia, Frederico II (1712-1786):

     "A razão me diz que Deus existe, mas também me diz que nunca poderemos saber quem é."
     Ora, Voltaire era um homem que não levava em consideração o tesouro de revelação e conhecimento que a fé pode abrir para nós; após rejeitá-la, ele procurou viver à luz da razão, acreditando tão-somente naquilo a que sua capacidade intelectual o conduzia.
     Mas, apesar de sua incredulidade, Voltaire, através do raciocínio, chegou à seguinte conclusão, registrada no capítulo 2 de seu Tratado de Metafísica: 'Vejo-me forçado a confessar que há um Ser que existe necessariamente por si mesmo desde toda a eternidade, e que é origem de todos os demais seres."
     No mesmo livro, algumas páginas adiante, o famoso "ateu" declarou: "Todas as coisas da Natureza, desde a estrela mais distante até um fino talo de grama, devem estar submetidos a uma Força que os movimenta e lhes dá vida." (Voltaire. Tratado de Metafísica. Tradução de Marilena de Souza Chauí, 29 edição, São Paulo, Abril Cultural, 1978, p. 64.)
     Ora, que força é essa senão Deus? Eis aí um homem considerado por todos um terrível ateu, curvando sua cabeça em reconhecimento da existência do Criador, após maravilhar-se diante de tantas e tão sublimes provas da existência de Deus, perfeitamente visíveis na Criação!

Jefferson Magno Costa

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

AS MARCAS DA PERFEIÇÃO DE DEUS ESPALHADAS NO UNIVERSO

Jefferson Magno Costa
     Certa vez um homem que se dizia ateu, durante uma viagem ao Oriente, viu pela manhã o árabe que conduzia a caravana ocupado em suas orações. Intencionando embaraçar o árabe, o ateu aproximou-se e perguntou-lhe em tom de zombaria:
     — Como sabes tu que Deus existe?
     O condutor de caravanas respondeu, sem alterar o tom da voz:
     — Quando observo a areia do deserto, posso facilmente saber pelas pegadas se passou um homem ou um animal. Igualmente, quando observo o mundo, a natureza ao meu redor e o Céu, posso afirmar que por eles passou a mão de Deus.
     Sim. Os Céus, a Terra e a vida que há em nós proclamam a glória e a existência de Deus. Contemplando a vastidão dos mares, a imensidão dos céus e a admirável harmonia reinante no Universo, o homem sabe que não é o criador de tanta grandeza, e conscientiza-se de sua pequenez e da insignificância de suas forças.
     Se estiver entre as pessoas que vivem na incerteza da existência do Criador de tantas maravilhas, exclamará, repetindo as palavras do filósofo francês Blaise Pascal: "O silêncio eterno desses espaços infinitos me apavora!"
     Porém, se estiver entre aqueles que nasceram de novo, não segundo a carne e o sangue, mas da água e do Espírito (João 3.5), reconhecerá a existência do Criador, e exclamará como o autor da Carta aos Hebreus:
     "Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus, de maneira que o visível não foi feito do que se vê" (Hebreus 11.3).
    O justo há de contemplar as belezas da Criação como mostras da formosura de seu Criador, como espelhos de sua glória, como mensageiros que nos trazem notícias dele, como reflexos de suas perfeições, como presentes que o Esposo envia à sua Esposa — a Igreja — para enamorá-la, até o dia em que a tomará pela mão para com ela celebrar aquele eterno casamento no Céu.
     O mundo todo parece-lhe um livro que fala sempre de Deus, uma carta que seu amado lhe envia, um longo documento e testemunho de seu amor. Nenhum cristão, nenhuma pessoa que já tenha sido resgatada do pecado poderá ficar indiferente à grandiosa voz da Natureza, que proclama a existência e a glória de Deus.
     "Ó formosura tão antiga e tão nova — exclamou Agostinho, esse grande cristão do passado, ao contemplar o rastro de Deus impresso na Criação — quão tarde te conheci, e quão tarde te amei! Porventura és tu, Senhor, aquele de quem diz o salmista que és formoso entre os filhos dos homens?...
     "Se nesse desterro não vejo a formosura de tua divina majestade, assim como és formoso no Céu, ao menos pelos efeitos chego ao conhecimento da causa, e pela formosura dos Céus, planetas, árvores, flores e variedade das mui vivas cores das coisas que tuas divinas mãos criaram, entendo, meu Deus e Senhor, ser abismo infinito de formosura a formosura de onde essas formosuras tiveram sua origem." . (Aurélio Agostinho. Confissões. Tradução de Ambrósio de Pina. 2- edição, São Paulo, Abril Cultural, 1980, Livro X, capítulo 27, parágrafo 38.)
Jefferson Magno Costa


domingo, 2 de janeiro de 2022

QUANDO DEUS SE FEZ HOMEM E NOS VISITOU

Jefferson Magno Costa
     Ao ser preso na Ilha de Santa Helena, Napoleão Bonaparte escreveu a um amigo: “Conheço os homens, e garanto-te que Jesus Cristo não foi simplesmente um homem.” E no seu Memorial de Santa Helena, o imperador que vencera tantas batalhas e agora estava ali naquela ilha, prisioneiro e vencido, reconheceu:
     “Apaixonei as multidões que morriam por mim; mas era indispensável minha presença, a chama do meu olhar, minha voz, uma palavra minha... Agora que estou em Santa Helena, só e exilado neste rochedo, onde estão os cortesãos do meu infortúnio? Onde estão os que me acompanhavam? Para onde foram os meus ministros? Quem se recorda de mim? Quem se move por mim na Europa? Onde estão os meus parentes, os meus amigos? Que abismo tão grande entre a minha profunda miséria e o reino de Jesus Cristo, mais e mais louvado, a cada dia mais amado, sempre e para sempre adorado em todo o Universo!”
     Jesus não se apresentou ao mundo somente como o Messias prometido ao povo judeu, e sim como o Filho de Deus, como o próprio Deus que se fez homem e veio habitar entre nós, “cheio de graça e de verdade” (João 1.14b) para nos salvar.
     Estudando atentamente sua vida, é maravilhoso vermos como Ele atrai a atenção de todos para Si mesmo, conforme reconheceu o próprio imperador Napoleão Bonaparte. 

     O desenrolar de sua existência entre nós, a sublimidade de sua doutrina, a magnitude e os efeitos de sua obra redentora sobre a humanidade provam que Ele não foi um mero acidente histórico, como os demais homens, e sim Deus que se fez homem e veio habitar entre os seres humanos, para reconduzi-los a Deus, ou seja: A Si mesmo.

NEGADORES DA DIVINDADE DE JESUS
     Porém, ao longo dos séculos, Satanás tem inspirado a descrença no coração de muitos seres humanos, levando-os a afirmar que Jesus Cristo não é Deus. Muitos o admitem como profeta, legislador, revolucionário e até como Messias, mas não como Deus.
     A divindade de Jesus foi negada de forma sistemática no século II pelos cerintianos e ebionitas, no século IV pelos arianos, no século XVI pelos socianos, e, em todos os séculos, pelos racionalistas.
     Em 1863, o escritor francês e professor de hebraico Ernest Renan publicou o polemíssimo livro A Vida de Jesus, com o propósito de provar que Jesus Cristo fora simplesmente um homem, produto de sua época. Nessa obra, Renan afirma que nos Evangelhos “Jesus jamais declara a idéia sacrílega de que ele seja Deus”.
      Jean Stapfer, outro escritor francês, seguindo o mal exemplo de Renan, afirma também que “Jesus não foi mais que um homem”. O escritor alemão Johanes Wernle, encabeçando em sua pátria a lista dos modernos negadores da divindade de Jesus, disse que Cristo apresenta-se nos Evangelhos “com o sentimento da distância em que toda criatura está de Deus”.
     Portanto, estes e centenas de outros escritores racionalistas e materialistas disseram que Jesus nunca afirmou ser Deus. Veremos, porém, que esses homens estavam e estão enganados. Pois Jesus Cristo afirmou ser Deus. Nenhum líder religioso reconhecido ousou fazer tal afirmação.
     Nem Moisés, nem Buda, nem o apóstolo Paulo, nem Confúcio, nem Maomé, nem Allan Kardec afirmaram ser Deus. Só Jesus Cristo afirmou, e apresentou provas disto. O escritor norte-americano F.J. Meldau, diante do assunto, tece o seguinte comentário:
     “Os ensinamentos de Jesus eram a última palavra, finais – acima dos de Moisés e dos profetas. Ele nunca acrescentou melhoras ou revisões a seus pensamentos; nunca se retratou ou mudou de opinião; nunca falou demonstrando insegurança, incerteza. Isto é absolutamente contrário ao procedimento dos líderes e mestres humanos.”
 
Jefferson Magno Costa

sábado, 1 de janeiro de 2022

JESUS: SIGNIFICADO DOS PRESENTES DADOS PELOS REIS MAGOS

Jefferson Magno Costa   

     










Os três reis que neste dia vieram adorar a Cristo foram os primeiros que o reconheceram como Rei, e por isso lhe tributaram ouro; os primeiros que o reconheceram como Deus, e por isso lhe consagraram incenso; os primeiros que o reconheceram como homem em carne mortal, e por isso lhe ofereceram mirra.                  
     Porém, além do maravilhoso significado desses três presentes, e do fato de a gentilidade ter-se curvado aos pés do Salvador do mundo na pessoa daqueles três magos, há um fato muito curioso envolvendo esses três presentes.
    
O evangelista Mateus diz que os magos "abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra" (Mt 2.11), mas não diz que José e Maria tenham aceitado os presentes.
     Muitos estudiosos das Escrituras acham que os presentes foram aceitos; outros acham que não. Aqueles presentes eram dádivas vindas das mãos de homens ímpios, idólatras, conhecidos como "magos" porque consultavam as estrelas como astrólogos. E com isso ganhavam muito dinheiro. 
     Mas baseados em que exatamente esses estudiosos acham que os presentes foram rejeitados? Em uma pequena declaração feita pelo evangelista Lucas. Ele diz que "cumprindo-se os dias da purificação, segundo a lei de Moisés" (Lc 2.22), José e Maria levaram Jesus a Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor no Templo.
     A Lei estabelecia que as famílias possuidoras de recursos deveriam oferecer, no momento em que apresentavam o recém-nascido ao Senhor, um cordeiro de um ano de idade como holocausto, e como expiação pelo pecado, uma rola ou um pombinho (Lv 12.6). Isto deveria ser feito pelas famílias ricas, endinheiradas.
     Porém, as famílias pobres, que não pudessem levar até o sacerdote um cordeiro para ser sacrificado como holocausto, poderiam levar duas rolas ou dois pombinhos, um para o holocausto, e outro como expiação pelo pecado (Lv 12.8).
     José e Maria não ofereceram cordeiro, e sim um par de rolas ou um par de pombinhos, conforme registra o evangelista Lucas (Lc 2.24).
     Diante disto, conclui-se que José e Maria não aceitaram os presentes que os magos lhe trouxeram do Oriente, pois se tivessem ouro, disporiam folgadamente de recursos financeiros para comprar um cordeiro para o holocausto. Mas como continuavam pobres por não terem concordado em se contaminar com as riquezas oferecidas pelos visitantes ímpios, ofereceram duas aves que qualquer pobre poderia comprar.                                           

 
    







Jefferson Magno Costa

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