quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

RESPOSTA AOS INIMIGOS DO EVANGELHO QUE AFIRMARAM QUE JESUS NÃO TERIA SIDO VISTO POR NINGUÉM APÓS RESSUSCITAR, E TUDO NÃO TERIA PASSADO DE UMA ALUCINAÇÃO



Jefferson Magno Costa
 
     Na tentativa de abalarem o sólido edifício de provas da ressurreição de Cristo fundamentadas em seus aparecimentos às mulheres e aos discípulos, um grupo de inimigos do Evangelho afirmou que Cristo, na verdade, não apareceu a ninguém: as pessoas tiveram uma alucinação, ou seja: apenas pensaram que O tinham visto, mas tudo não passou de um engano de suas mentes.
     O Dicionário Aurélio assim define o termo alucinação: “Percepção aparente do objeto externo não presente no momento, algumas vezes sintomas de desequilíbrio mental.” Os inimigos do Evangelho dizem que todas as aparições de Jesus “não passaram de alucinações criadas na fantasia dos discípulos pelo seu desejo ardente e a expectativa febril de tornarem a ver seu Mestre”.
     Porém, a psicologia afirma que a alucinação só acontece em meio a determinadas condições:
     1) A pessoa ou as pessoas sujeitas a alucinações geralmente são nervosas e altamente imaginativas, fantasistas. Ora, muitas pessoas, de natureza bem diferente uma das outras, viram Jesus. Entre mulheres crédulas e emotivas havia homens sérios e desconfiados, como Pedro e Tomé.
     2) A alucinação é um fenômeno individual, proveniente de imagens puramente internas da fantasia de cada um. Tendo sido visto por muitas pessoas, inclusive por um grupo de "mais de 500 irmãos" (1 Co 15.6), seria necessário que todos os que O viram durante os 40 dias que Ele passou na Terra após sua ressurreição, estivessem em igual estado de expectativa esperançosa, prontos para vê-lo a qualquer momento. Mas vemos que os fatos não aconteceram bem assim.
     Os estados de ânimo não eram os mesmos. Eles viram Jesus em situações diferentes: Enquanto Maria Madalena estava chorando, Pedro estava cheio de remorsos, as mulheres que voltavam da sepultura estavam surpresas e cheias de temor, os discípulos de Emaús estavam preocupados com os acontecimentos da semana, enquanto Tomé era todo incredulidade. Portanto, não havia “clima” ideal para alucinações.
     Os apóstolos estavam tristes e desanimados devido à morte de Jesus. Eles não esperavam que o Salvador aparecesse de novo diante deles, pois, conforme observou João (20.19), eles não haviam entendido bem o que era realmente a ressurreição.
     Vemos também que as próprias mulheres tinham ido ao sepulcro para ungir o corpo de Jesus. Isto prova que elas jamais esperavam encontrá-lo ressuscitado. Maria Madalena, quando viu o túmulo vazio, logo pensou que tivessem roubado o corpo, e a notícia que ela levou a Pedro e a João não foi: “Cristo ressuscitou!”, e sim: “Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram” (Jo 20.2).
     Voltando ao sepulcro, ela ficou chorando à sua entrada, e quando os dois anjos lhe perguntaram por que chorava, ela respondeu: “Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram” (Jo 20.11-13).
     Portanto, se alguém teria que sofrer alucinações, não seria Maria Madalena, pois mesmo vendo o próprio Jesus, ela não o reconheceu: pensou que ele fosse o jardineiro, e lhe pediu: “Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei” (Jo 20.14,15).
     Também não havia predisposição nos apóstolos para alucinações, pois eles, diante da notícia que as mulheres lhes levaram, pensaram que elas estivessem delirando (Lc 24.9-11), não acreditaram que Jesus tivesse aparecido a Maria Madalena (Mc 16.11), e ficaram espantados, pensando que estavam vendo um fantasma, quando Cristo lhes apareceu no Cenáculo (Lc 24.36-37).
     Portanto, não era bem esse tipo de pessoa que estaria sujeita a alucinação, pois para provar-lhes que ele era real, e para banir de uma vez por todas a incredulidade de seus corações, Jesus achou por bem se deixar tocar e apalpar, e comeu entre eles, querendo certamente dizer-lhes com isto: “Fantasma não comem mel e peixe” (Lc 24.39-43).
     Conforme observação do apologista Pedro Cerruti, os apóstolos não procederam “como crédulos exaltados, mas antes como críticos exigentes, que negam, duvidam, verificam e não se rendem senão à evidência atestada por todos os sentidos”.
     3) Cristo lhes apareceu em lugares diversos, e em diferentes horas do dia e da noite. E isto não ocorre em casos de alucinação. Geralmente tem que haver um lugar e um horário adequados para a alucinação acontecer.
     Ele apareceu de manhã às mulheres, próximo à sua sepultura (Mt 28.9,10); à tarde em uma estrada, aos discípulos de Emaús (Lc 24.13-33); a Pedro, em plena luz do dia (Lc 24.34), a sete discípulos, junto ao mar de Tiberíades, durante uma manhã (Jo 21.1-22), e a 500 crentes em um monte da Galiléia (1 Co 15.6).
     4) O interessante é que as alucinações costumam tornar a acontecer durante um certo período de tempo, e vão se tornando mais intensas, conforme a pessoa for sendo submetida à sua influência. Porém, quanto às aparições de Jesus, elas ocorreram durante um período de 40 dias, e de repente pararam, sem que ninguém mais voltasse a dizer que O tinha visto (sem levarmos em conta o caso muito especial do apóstolo Paulo, 1 Co 15.8).
     Portanto, a conclusão a que chegamos é que Cristo, Senhor do Universo e Salvador da humanidade, venceu a morte e ressuscitou, estabelecendo assim o caminho de esperança para todos nós, que cremos nele e o aceitamos como Salvador. Já não tememos a morte, pois Ele nos proporcionará a vida Eterna. A garantia de que, mesmo que morramos, ressuscitaremos um dia para reinar eternamente com Cristo está em sua Palavra, a Bíblia (Jo 5.28,29).


Jefferson Magno Costa

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