sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

JONAS: POR QUE NÍNIVE SE CONVERTEU À SUA PREGAÇÃO


Jefferson Magno Costa
     Uma das mais admiráveis coisas que podemos ler nas Sagradas Escrituras com relação à pregação, é o resultado que Jonas colheu como pregador em Nínive.
     Os pecados daquela cidade eram enormes e terríveis. Os ninivitas eram pagãos, gentios e sem fé. O pregador era estrangeiro e desconhecido. O sermão que ele usou foi muito curto, seco, destituído de argumentos produzidos pela razão, e carente de um lastro sólido das Escrituras.
     Porém, esse sermão foi suficiente para levar o perverso rei,  sua corte e a populosíssima cidade de Nínive e até seus animais a um arrependimento extraordinário diante de Deus, algo nunca visto antes na história. Até os animais jejuaram e vestiram-se de pano de saco (Jn 3.5-9).
     Não analisaremos aqui a atitude egoísta, perversa e nada exemplar que Jonas adotou após constatar essa imensa transformação no comportamento dos ninivitas (Jn 4.1). Coisa de pregador velho e carnal. Ele cometeu uma imensa ingratidão contra Deus, que ungiu e transformou aquela sua mensagenzinha "chocha" e medíocre em uma poderosa e transformadora pregação. 
     Mas qual teria sido mesmo o conteúdo da pregação de Jonas? Será que foi tão-somente aquele seu curto aviso de destruição, aquela sua paupérrima mensagem de arrependimento, uma das menores, talvez a menor em toda a Bíblia: "Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída"? (Jn 3.4). Não.
     A mensagem de Jonas foi muito mais ampla, diversificada e rica. Enquanto percorria a imensa cidade de Nínive  e pregava uma mensagem que não dava para converter nem o bêbado mais bobo da birosca mais pobre de Nínive, o povo e o rei dos ninivitas viam naquele pregador a sua pessoa, a sua experiência extraordinária no ventre do peixe, a grandiosa demonstração da misericórdia que Deus tivera para com ele.
     A notícia que chegara até eles foi que Jonas era um pregador que saíra do meio das ondas. E isto assombrou e atemorizou a todos.
     Nele pregava a tempestade, nele pregava a baleia, nele pregava o perigo, nele pregava a própria morte da qual escapara duas vezes pelo braço poderoso do inigualável Deus de Jonas.
     Antes mesmo de abrirmos a boca, nossa história, nossa atitude, nosso testemunho de vida já estão pregando a todos. Somos realmente cartas lidas perante os homens (2Co 3.2).
    Portanto, todo pregador jamais deve esquecer que enquanto entrega sua mensagem, fazendo muitas vezes uso de um discurso que impressiona pelo barulho, pelo vocabulário e a agudeza dos raciocínios, ou pela pobreza e mediocridade de conteúdo, não deve se esquecer que ao mesmo tempo em que ele prega, outro discurso está sendo ouvido e lido pela plateia que está diante dele: seu testemunho pessoal, seu comportamento, os milagres que Deus realizou através dele, sua vida, suas atitudes. 
     Devemos ter muito cuidado com esse nosso discurso mudo, e também não esquecer de seu efeito surpreendente e extaordinário. Ele é muitas vezes mais eloquente e impactante que nosso discurso falado. 

Jefferson Magno Costa

3 comentários:

  1. verdade,,podemos ver quanto Deus é maravilhoso,a bondade e a misericordia de Deus nao tem limite,,goste muito..Deus abençoe o irmao

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  2. Isto é verdade,lendo este texto da Biblia,fico meditando na bondade na misericordia de Deus,e atraves desta leitura aprendo mais,Peço a Deus que continui abençoando ao irmao jefferson,dando a ele sabedoria para que ele continue atraves deste blogg,deixando mensagens maravilhosas como esta..Deus abençoe o irmao

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  3. Bom dia! Que maravilha essa sua palavra, gostei muito e ela me inspirou para a palavra de hoje, logo mais na célula Betel, aqui em Manus, que Deus continue te abençoando, a palavra jamais voltara vazia.
    Ir. Romnilson Silva.

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