terça-feira, 12 de julho de 2016

JESUS, O MAIOR PERSONAGEM DA HISTÓRIA




Jefferson Magno Costa

Ao ser preso na Ilha de Santa Helena, o imperador francês Napoleão Bonaparte (1769-1821) escreveu a um amigo: “Conheço os homens, e garanto-te que Jesus Cristo não foi simplesmente um homem. Ele foi homem e Deus. Simplesmente um homem sou eu”. E no seu Memorial de Santa Helena, o imperador que vencera tantas batalhas e agora estava ali naquela ilha, prisioneiro e vencido, reconheceu:
“Apaixonei as multidões que morriam por mim; mas era indispensável minha presença, a chama do meu olhar, minha voz, uma palavra minha... Agora que estou em Santa Helena, só e exilado neste rochedo, onde estão os companheiros do meu infortúnio? Onde estão os que me aclamavam? Para onde foram os meus ministros? Quem se recorda de mim? Quem se move por mim na Europa? Onde estão os meus parentes, os meus amigos? Que abismo tão grande entre a minha profunda miséria e o reino de Jesus Cristo, mais e mais louvado, a cada dia mais amado, sempre e para sempre adorado em todo o Universo!”.
Jesus não se apresentou ao mundo somente como o Messias prometido ao povo judeu, e sim como o Filho de Deus, como o próprio Deus que se fez homem e veio habitar entre nós, “cheio de graça e de verdade” (João 1.14b) para nos salvar. Estudando atentamente sua vida, é maravilhoso vermos como Ele atrai a atenção de todos sobre Si mesmo, conforme reconheceu o próprio imperador Napoleão Bonaparte. O desenrolar de sua existência entre nós, a sublimidade de sua doutrina, a magnitude e os efeitos de sua obra redentora sobre a humanidade provam que Ele não foi um mero acidente histórico, como os demais homens, e sim Deus que se fez homem e veio habitar entre os seres humanos, para reconduzi-los a Deus, ou seja: A Si mesmo.

O Rei eterno e Sua genealogia humana
Mateus começa seu livro com um relato detalhado do nascimento de Jesus Cristo e dos acontecimentos subsequentes, e isto inclui uma genealogia. O que é genealogia? É uma ciência voltada para a pesquisa da história das famílias, sua linhagem, seus antepassados. A genealogia estuda o início, a evolução e a propagação das várias gerações de uma família. A partir de informações buscadas em documentos e certidões de pais, tios, avós e bisavós, as pessoas conseguem descobrir seus antepassados, e quando e onde eles nasceram. A partir dessa busca é possível construir a árvore genealógica de uma família com nomes, datas e lugares por onde andaram nossos antepassados, de forma que sejam mantidos vivos na memória de seus descendentes.
A árvore genealógica de Jesus está descrita em Mateus e Lucas. Devemos procurar saber qual foi o objetivo de Mateus ao escrever a genealogia de Jesus. Talvez você mesmo não ligue muito para sua genealogia, mas a de Jesus Cristo é de grande importância. Por quê? Por várias razões. A primeira é que a genealogia de Jesus revela a Sua origem também humana. Quem dava muita importância a isso eram os judeus. Sem genealogia ninguém podia provar que pertencia a uma determinada tribo nem tinha direito de herança. Qualquer um que afirmasse ser "filho de Davi" deveria ser capaz de provar tal filiação. Ora, como alguém que afirmasse ser “filho de Davi” podia provar essa filiação? Através da sua genealogia.
Deus, que é soberano e onisciente, providenciou para que o seu Filho Jesus Cristo, unigênito no Céu, tivesse uma confiável genealogia na Terra. Mateus foi muito criterioso ao montar a genealogia do Salvador no seu evangelho. Ela não é meramente um conjunto de informações reunidas para situar o leitor. Ele é a coluna vertebral do evangelho. Após esse trabalho de Mateus, a origem de Jesus passa a ocupar posição central dentro da história de Israel: o Messias Jesus é filho de Davi.

Finalidade da genealogia
O primeiro evangelista apresenta tanto a linhagem humana de Jesus (Mt 1.1-17), como a divina (Mt 1.18-25). A linhagem divina de Jesus o colocava imediatamente acima de qualquer pretendente meramente humano de ser herdeiro e filho de Davi. O evangelista foi direto e objetivo ao mostrar que Jesus não nasceu como uma criança qualquer. Nenhuma criança na Judeia havia nascido daquela forma. José não fora o “gerador” de Jesus Cristo.
Mateus ressalta que José não fecundou Maria para que Jesus nascesse. Antes, José foi simplesmente o marido de Maria, e simplesmente uma espécie de pai adotivo de Jesus. Jesus nasceu de uma mãe terrena sem a necessidade de um pai terreno. Depois Maria teria outros filhos fecundados por José. A virgindade perpétua de Maria é meramente um dogma católico-romano.
A genealogia de Jesus também é importante por que manifesta a graça soberana de Deus com relação às mulheres. O povo judeu estava inserido em uma sociedade extremamente machista, controlada pelos romanos. Esses, por sua vez, haviam herdado dos gregos posturas implacavelmente machistas, tratando as mulheres como seres inferiores aos homens, considerando-as só de acordo com suas obrigações de esposas (donas de casa) e de mães (geradoras de filhos).
A genealogia de Jesus foi uma das oportunidades ímpares que Deus teve de expressar a sua graça maravilhosa e única, ao permitir que quatro mulheres estrangeiras, duas delas prostitutas (Raabe, Mt 1.5; Js 6.25; e Tamar, Mt 1.3; Gn 38.1-26) entrassem na lista dos ascendentes de Seu Filho. Rute (Mt 1.5) e Bate-Seba (Mt 1.6) completam a lista. Esta última, adúltera (2Sm 11.1-4). Quanto a Rute, além de ser moabita (descendente do incesto de Ló com sua filha primogênita, Gn 19.30-38), ela dormiu aos pés de um homem (Boaz, Rt 3.14) que não era seu marido, e isto Israel considerava pecado digno de apedrejamento (por suspeita de adultério).
Portanto, a genealogia de Jesus revela que Ele veio para resgatar o pecador, e não para ser motivo de orgulho para os supostos justos e santos. Veio para mim e para você, e não para o irmão João Santão.

Dúvida numérica        
Afinal, a genealogia de Mateus registra 13 ou 14 gerações no último bloco? Essa pergunta surge quando lemos o versículo 17 do capítulo 1 do primeiro evangelho, e consideramos as genealogias apresentadas por Mateus e Lucas, que revelam aparentes divergências. Lá no versículo 17 do capítulo 1 de Mateus lemos o seguinte: “De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e, desde Davi até a deportação para a Babilônia, catorze gerações; e, desde a deportação para a Babilônia até Cristo, catorze gerações”. O número quatorze não aparece por acaso. Ele corresponde ao número de sumos sacerdotes desde Arão até o estabelecimento do templo de Salomão; e ao número de sumos sacerdotes desde o estabelecimento do templo até Jadua, o último sumo sacerdote mencionado nas Escrituras (Ne 12.10,11,22).
Ora, para fracionar a genealogia de Abraão até Jesus em três partes iguais, o primeiro evangelista teria omitido alguns nomes. Bom, isso é válido, mas surge um grande problema quando contamos os nomes relacionados por Mateus desde o exílio até Jesus (de Jeconias, v. 11, a José, v.16). A soma dá 13 e não 14. Estranho, não é? Porém, em Mateus existem 42 gerações, pois o autor leva em conta que Judá teve filhos gêmeos de Tamar (Gn 38.27-30), ou seja, o autor incluiu Perez e Zerá como descendentes diretos de Judá na genealogia pelo fato de serem gêmeos, totalizando assim 42 gerações de Abraão até Jesus. Alguns intérpretes também dizem que a quadragésima segunda geração é a Igreja de Jesus (1Pe 2.9).
Mulheres na genealogia de Jesus?
Muitos leitores ficam espantados quando se deparam, logo no início do evangelho de Mateus, com o nome de quatro mulheres (cinco,
contando com Maria) na genealogia de Jesus. Nos registros genealógicos dos livros canônicos, normalmente não aparece o nome das mulheres. Mas Tamar, Raabe, Rute, Bate-Seba e Maria tiveram seus nomes incluídos nessa genealogia fundamental. Qual teria siso o objetivo do evangelista em colocar nessa lista de nomes de parentes de Jesus essas cinco mulheres? O propósito principal do livro é testificar que Jesus era o Messias da promessa do primeiro Testamento, e que sua missão messiânica consistia em trazer o Reino de Deus até os homens e as mulheres, fato que rompia com o costume judaico machista.
Para Jesus, na sociedade deveria haver lugar para todos: mulheres e homens, pobres e ignorantes. O Reino de Deus, proclamação central de Jesus, é um reino ideal no qual não pode haver discriminação, pois todas as vidas são preciosas aos olhos do Pai. A palavra genealogia deriva de duas palavras do grego: genoς (raça) e logia (estudo). Portanto, significa estudo da raça humana, da origem e da descendência das pessoas dentro das famílias. Na cultura dos hebreus, as genealogias preservavam as identificações tribais e as possessões sob forma de terras, sendo muito importante para uma cultura nitidamente agrícola como a judaica.
Após o cativeiro babilônico, os judeus mostraram-se extremamente cuidadosos em preservar seus registros genealógicos. Recapitulando informações dadas acima, a primeira mulher citada na genealogia de Jesus é Tamar. Sua história está registrada no livro de Gênesis 38.1-30. A segunda mulher citada na genealogia é Raabe. Sua história bíblica está registrada no livro de Josué 2.1-24 e 6.22-27. A terceira mulher citada na genealogia de Jesus é Rute. Esta história bíblica está registrada em todo o livro de Rute. A quarta mulher citada na genealogia de Jesus é Bate-Seba. Esta história bíblica está registrada no livro de 2Samuel 11.

A concepção e o nascimento do rei Jesus
Quando Jesus, o Verbo de Deus, fez-se carne e habitou entre nós (1Jo 1.14) sua natureza divina, sem deixar de ser divina, assumiu completamente a natureza humana, tornando-se sujeito às mesmas limitações físicas e psicológicas comuns a todos os homens, com a única diferença de que Ele nunca pecou (Hb 4.15). O pecado nos havia separado de Deus. Portanto, era necessário que o próprio Deus encarnasse para que pudéssemos voltar a ter novamente comunhão com Ele. Jesus é Deus, mas também, quando esteve entre nós, foi uma pessoa plenamente humana. Nessa condição, Ele estava sujeito a todas as limitações e necessidades comuns ao ser humano.
Ele nasceu como todo ser humano nasce. Embora sua concepção tenha sido diferente, pois Ele nasceu de uma virgem que concebeu do Espírito Santo, não houve a participação de um homem em sua concepção. Porém, todos os outros estágios de gestação crescimento após Ele ter nascido foram idênticos ao de qualquer ser humano normal, tanto física, como intelectual e emocionalmente. Jesus pensava, raciocinava e se emocionava como todo ser humano. Mateus conta como foi o nascimento de Jesus.

A polêmica concepção virginal
Independente da sua fé, a concepção virginal de Jesus aconteceu. Todos os cristãos da época do Senhor acreditavam nela. Depois de apresentar Jesus como sendo o único Filho de Deus e nosso Salvador e Senhor, o Credo dos Apóstolos confessa que Jesus Cristo “foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria”. O nascimento virginal de Jesus ocorreu por obra e graça do Espírito de Deus. Não houve participação masculina. Não houve sêmen para a fecundação. Estando ainda noiva, Maria foi engravidada pelo Espírito Santo. Segundo a palavra do enviado de Deus, o que foi gerado em Maria procedeu do Espírito e Deus.
O papel representado naturalmente pelo homem no processo de fecundação foi desempenhado sobrenaturalmente pelo Espírito Santo. O Deus que criou as leis da fertilização suspendeu essas leis para um novo tipo de nascimento. Lucas, que era médico, narrou essa fecundação da seguinte forma: “E, respondendo o anjo, disse- lhe: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lc 1.35). O grande pregador D.L. Moody comentou com sua genialidade: “Através da obra miraculosa do Espírito Santo, Maria foi transformada no tabernáculo da glória ('shekinah') de Deus quando o 'poder do Altíssimo' a cobriu”.

O dilema de José
Célebre no Novo Testamento, José, marido da mãe de Jesus Cristo, nasceu em Belém da Judéia, no primeiro século a.C. Pertencia à tribo de Judá e era descendente do rei Davi, de Israel. José foi designado por Deus para se casar com a jovem Maria, futura mãe de Jesus. Segundo a Bíblia, era carpinteiro de profissão, ofício que teria ensinado ao seu filho (adotivo). José passa discretamente pelas páginas do NT. Vive em função de Cristo e não para si mesmo. É um homem silencioso, e quase nada há sobre ele na Bíblia. Não se sabe a data aproximada de sua morte, mas ela é presumida como anterior ao início da vida pública de Jesus. Ele não foi o pai biológico do nosso Salvador.
Quando encontrou Maria grávida "sem antes terem coabitado", "sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente", quando na época a lei bíblica vigente (Deuteronômio 22) prescrevia a lapidação (morte por apedrejamento) das adúlteras. Porém, enquanto José dormia, apareceu-lhe, em sonho, um anjo que pediu-lhe que não temesse em receber Maria como sua esposa, “pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo”.

O nascimento de Jesus em Belém
Para anunciar o nascimento de Jesus surgiu uma estrela, que ficou conhecida como “a estrela de Belém”, porque foi em Belém onde Jesus nasceu. Isto está registrado por Mateus. Magos vieram do Oriente, e ao perguntaram pelo novo rei dos judeus, tiveram de comparecer a uma audiência com o rei Herodes em Jerusalém (Mt2.2). O Herodes visitado pelos Magos era chamado de “o Grande”. Governou sobre o território da Judéia durante os anos 37-4 a.C. A referência a Herodes permite fixar o nascimento de Jesus por volta do ano 7-5 a.C. Isto pelo fato de Jesus ter nascido durante o reinado de Herodes, e também pelo fato de que o calendário atual conter um erro de cálculo que colocou o início da era cristã anos mais tarde.
Mateus registra que ao se sentir enganado pelos magos, Herodes mandou “matar todos os meninos de dois anos para baixo que havia em Belém e nos arredores, segundo o tempo que tinha inquirido com precisão dos magos” (Mt 2.16). Este dado indica que Jesus nascera mesmo em Belém, e teria menos de dois anos de idade na época da visita dos magos, ou seja, tinha pouco mais de um ano de vida. O que verdadeiramente importa são as novas de grande alegria: “na cidade de Davi (Belém) vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11).

Um pequenino Rei perseguido
Quando Jesus nasceu, a Palestina estava sob o domínio do Império Romano, que a dividiu nos distritos da Galileia; Samaria e Judeia; Indumeia com Pereia; e Traconites com Ituréia, que ficava além do Rio Jordão. Todos estes territórios constituíam os domínios de Herodes, o Grande, que governou a Palestina de 37 a. C. até o ano 4 a. C. Quando o rei Herodes tomou conhecimento, através dos magos, do nascimento e Jesus, que seria supostamente o novo rei dos judeus, ficou muito alarmado juntamente com os habitantes de Jerusalém (Mt 2.3). Isto porque o Império Romano jamais admitiria que alguém fosse proclamado rei de uma província sob o seu domínio. Herodes era ali rei de mentirinha.
Por outro lado a notícia soava bem aos ouvidos dos judeus que se achavam oprimidos pelo Império, estando escravizados e pagando altos impostos a Roma. Herodes chamou os principais sacerdotes e escribas do povo e interrogou-lhes acerca de onde deveria nascer o Cristo. Responderam-lhe que seria em Belém da Judeia, porque estava escrito por intermédio do profeta: “E tu Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel” (Mt 2.6; Mq 5.2).
A vinda dos magos do Oriente
Eles são citados somente por Mateus (2.1-12). Visitaram o menino Jesus, trazendo para ele presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro representava Sua realeza humana, o incenso representava Sua divindade, e a mirra representava a preparação para Sua morte. O evangelista não diz quem os magos são e qual o seu número, mas a tradição diz que eram três, e deu a eles os nomes de Melquior, Baltasar e Gaspar. Esses nomes aparecem no Evangelho Apócrifo Armeno da Infância, do fim do século VI, no capítulo 5 e10. O texto diz: “Um anjo do Senhor foi depressa ao país dos persas para avisar aos reis magos e ordenar a eles de ir e adorar o menino que acabara de nascer. Estes, depois de ter caminhado durante nove meses, tendo por guia a estrela, chegaram onde Jesus estava e o adoraram.
Os três reis são chamados de “magos” não porque fossem especialistas em magia, mas porque tinham grande conhecimento da astrologia. Entre os persas chamava-se “mago” aquele que os judeus chamavam de “escriba”, os gregos “filósofos” e os romanos “sábios”. 
Um monstro chamado Herodes
O rei Herodes foi um monstro de ciúmes e crueldades. Tinha uma imensa capacidade de fazer mal, uma total ausência de escrúpulos e piedade, frieza, falta de qualquer afeição sincera no coração. Herodes, o Grande, mereceu o cognome com o qual passou à História pelos seus altos dotes políticos e principalmente militares. Porém, ainda moço, logo após seu segundo casamento, foi acometido por um amor insano, doentio, em que havia mais ciúmes do que qualquer outro sentimento.
Herodes também conhecido como Herodes 1 ou Herodes, o Grande (ca. 73 a.C. — Jericó, 4 a.C. ou 1 a.C.), foi um edomita judeu romano. É descrito como “um louco que assassinou sua própria família e inúmeros rabinos”. É conhecido por seus colossais projetos de construção em Jerusalém e outras partes do mundo antigo, em especial a reconstrução que patrocinou do Segundo Templo, algumas vezes chamado de Templo de Herodes. A maior parte do que conhecemos sobre sua vida nos é narrada pelo historiador judeu Flávio Josefo. A legitimidade do reinado de Herodes era contestada pelos judeus por ele ser um idumeu. Numa tentativa de obter essa legitimidade, ele casou-se com Mariana, uma hasmoniana filha de um alto sacerdote do Templo. Mais tarde ele assassinou Mariana, como também dois dos seus filhos por suspeita de estes estarem tramando uma rebelião contra ele, fato que não foi conformando. Isto levou  o César que reinava em Roma a comentar: “É mais vantagem ser um dos porcos das pocilgas de Herodes do que ser um de seus filhos”.
Herodes vivia temeroso de uma revolta popular, razão pela qual teria construído, como refúgio, a fortaleza de Massada. Foi esse rei quem perseguiu Jesus. Josefo afirmou também que Herodes estava tão preocupado pela grande probabilidade de ninguém lamentar sua morte, que ordenou que um grande grupo de homens ilustres viesse a Jericó, e deu a ordem dizendo que aqueles homens deveriam ser mortos no momento da sua morte, e assim, aquele derramamento de sangue representaria a dor pela sua perda. Para a felicidade dos homens ilustres, um dos filhos de Herodes, Arquelau, e sua irmã Salomé, não realizaram esse desejo sanguinário do pai.

Pr. Jefferson Magno Costa - escritor, biógrafo, comentarista de revistas de EBD, conferencista, editor e resgatador de obras de domínio público.

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