quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

JESUS: O QUE DIFERENCIOU A ESTRELA DE BELÉM DO ANJO E DOS PASTORES DE BELÉM

Jefferson Magno Costa
     Os magos disseram que viram a estrela no Oriente (Mt 2.2). Ora, a estrela podia ser vista muito bem de muito longe, como se veem as outras estrelas, mas ela foi buscar os magos na terra deles.
     Neste esforço e na extensão desse caminho a estrela que guiou os magos superou muito o anjo que apareceu aos pastores (Lc 2.8,9). O anjo também iluminou os pastores (Lc 2.9), e também lhes anunciou o nascimento de Cristo (Lc 2.10,11).
     Mas até onde o anjo conduziu essa luz e esse evangelho? Não às terras do Oriente ou a outras terras remotas, como a estrela; mas a quatro passos da cidade de Belém, e nos próprios arredores dela, um percurso muito curto, portanto (Lc 2.15).
     A distância que separa Belém do Oriente é a diferença do que representou o trabalho da estrela do trabalho do anjo para anunciar a Cristo.
     Podemos visualizar muito bem essa diferença comparando a estrela com o anjo, e também comparando a estrela com os próprios pastores.
     Esses pastores de Belém são os mais celebrados da Igreja. São aqueles que a própria Igreja apresenta como exemplo aos pastores de almas.
     Mas o que fizeram ou o que faziam esses bons pastores? Eram tão zelosos e vigilantes do seu rebanho, que mesmo sendo noite avançada, não dormiam, mas guardavam e velavam suas ovelhas.
     Muito bem. Mas não sei se vocês observaram um detalhe que o evangelista informa sobre o lugar e o rebanho. Sobre o lugar, o evangelista diz que os pastores estavam em sua própria região, e acerca do rebanho, diz que as ovelhas eram suas.
     E nestas duas coisas consiste a vantagem que a estrela levou sobre os pastores. Os pastores estavam na sua região, e a estrela foi anunciar a Cristo em regiões estranhas.
     Os pastores guardavam as suas ovelhas, e a estrela foi buscar ovelhas para Cristo. E entre estar na sua cidade guardando suas ovelhas na sua região, e ir buscar ovelhas para Cristo em regiões estranhas, há uma enorme diferença.
     Os pastores eram apascentadores; a estrela era uma missionária. Para atrair a Cristo ovelhas de terras remotas e estranhas, a estrela precisou desdobrar-se muito mais, brilhar muito mais.
(A. V. Serm. da Ep. na Cap. Real. Lisboa, 1662)
Jefferson Magno Costa

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